02 março, 2026

ICL Notícias

 

DESTAQUES

A GUERRA SE AMPLIA

Irã diz que não negocia e país tem 555 mortos; países do Golfo são atacados e alertam para risco de desestabilização global

A guerra no Oriente Médio se amplia, com ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano, e uma ofensiva por parte do Irã em toda a região, inclusive com a derrubada de jatos dos EUA.


Teerã ainda anunciou que sua operação teve como alvo o escritório de Benjamin Netanyahu, em Israel, assim como locais

dos comandantes do país. Tel Aviv não prestou qualquer esclarecimento sobre esse suposto ataque.


Horas depois, Netanyahu anunciou uma nova onda de disparos de mísseis contra Teerã e explicou que o “coração” da capital teria sido o alvo da operação.


A intensificação do conflito ocorre depois de o governo iraniano ter desmentido a versão de Donald Trump de que as novas autoridades em Teerã teriam tentado negociar uma saída diplomática para a crise. (...)


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NOTÍCIAS DO DIA

Trump pede rendição da Guarda Revolucionária do Irã e ameaça com ‘consequências fatais’

Ato da extrema direita na Paulista atraiu apenas 20 mil pessoas, metade do anterior

PF quer 458 agentes, sistema antidrone e R$ 200 mi para proteger candidatos a presidente

Governador do ES exonerou delegado após investigação detectar suspeitas sobre juiz federal


REVISTA LIBERTA

Neoliberalismo em modo turbo


Com apoio de Trump e FMI, reforma trabalhista de Milei bate recorde de retrocessos


No início de 2020, poucos dias após ter deixado a presidência da Argentina (2015-2019), Mauricio Macri foi perguntado se tinha algum arrependimento a respeito da sua gestão. Ele não hesitou um segundo. “Se pudesse voltar atrás, teria feito as coisas que precisava fazer de forma mais célere, especialmente as reformas”, disse. (...)


Leia mais na coluna de Rogério Tomaz Jr.

A reforma se inspira em conquistas históricas.


Mercado do trabalho já vinha em queda e deve piorar na Argentina


Javier Milei assumiu a presidência da Argentina há pouco mais de dois anos com a promessa grandiloquente de refundar o país. Como parte do seu discurso, tantas vezes messiânico, advém também o dito programa de transformação econômica, que tem como um de seus pilares a nova lei trabalhista.

A legislação elimina direitos (...)


Leia mais na coluna de Maíra Vasconcelos


ARTIGOS EXCLUSIVOS

Rubens Paiva: a verdade sobre sua morte na ditadura militar


A ditadura militar calou Rubens Paiva, mas não apagou sua história. Conheça o que ele fez e por que se tornou alvo do regime.

Oscar: uma história de disputas, dentro e fora da Academia


Com quase cem anos de história, o Oscar se tornou a maior premiação do cinema internacional, mas filmes fora do mercado estadunidense ainda precisam lutar por espaço

HISTÓRIA

Há um ano, o Brasil conquistava seu primeiro Oscar


O acontecimento é recente, mas já faz parte da história do Brasil. Em 2 de março de 2025, há exatamente um ano atrás, o Brasil conquistava o seu primeiro Oscar. Ainda Estou Aqui ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional. O filme relembrou a história de Rubens Paiva, que foi brutalmente assassinado e teve seu corpo escondido durante o período da ditadura militar.


Não foi apenas uma conquista artística. Foi um marco simbólico. Pela primeira vez, uma produção brasileira subiu ao palco da principal premiação do cinema mundial trazendo ao centro uma ferida aberta da nossa história recente. Um deputado cassado, preso por agentes do Estado, torturado, morto e transformado em desaparecido político.


O mundo aplaudiu uma história que o Brasil ainda aprende a encarar sem distorções. Ainda Estou Aqui não trata só do passado. Trata da disputa pela memória. Trata de quem conta a história e de como ela é contada.


Um ano depois, a conquista permanece como registro. O cinema brasileiro entrou para a história do Oscar. E a história brasileira entrou para o debate global.



COLUNA ICL


‘Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, ser amigo é fatal’


As periferias deixaram de obedecer e a potência dominante agora se vê obrigada a usar a violência onde antes bastava a sugestão


O ataque ao Irã representa a metabolização da guerra. Na minha forma de ver as coisas ela traduz uma exibição militar como método de gestão de danos perante o fracasso estratégico ocidental na guerra da Ucrânia. Todos estes micro-militarismos em que os Estados Unidos se envolveram recentemente (Síria, Iêmen, Somália, Iraque, Nigéria, Venezuela) não passam de fúteis demonstrações de força que não disfarçam a insegurança imperial — as periferias deixaram de obedecer e a potência dominante vê-se agora obrigada a usar a violência onde antes bastava a sugestão. A agressão ao Irã não é sinal de força, mas de fraqueza. Primeiro ponto.


Segundo ponto: o pior de tudo é a crescente desconfiança mundial na liderança americana. A força nunca foi suficiente e a ordem mundial não existe sem lei. Este constante menosprezo pelo direito, pelas regras básicas de relação entre os países, apresentam os Estados Unidos (...)


Leia mais na coluna de José Sócrates