20 fevereiro, 2026

Negócio Fechado e 5 Fatos | CNN

 

• Ibovespa: +1,06% (190.534,42 pts.) - nova máxima histórica
• S&P 500: +0,69% (6.909,51 pts.) 
• Nasdaq: +0,90% (22.886,07 pts.)
• Dow Jones: +0,47% (49.625,97 pts.) 
• Dólar: -0,99% (R$ 5,176)
• Euro: -0,85 (R$ 6,098)
• Petróleo Brent (abril): +0,04% (US$ 71,3)
• Ouro (abril): +1,67% (US$ 5.080,9) 


Contexto: O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (20) e superou, pela primeira vez, os 190 mil pontos, alcançando o 12º recorde de fechamento em 2026. O movimento foi impulsionado principalmente pelas ações da Vale e dos grandes bancos.

No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia em queda firme no Brasil, voltando a ficar abaixo de R$ 5,20, em linha com a desvalorização quase generalizada da moeda norte-americana frente a outras divisas no exterior.

Nos Estados Unidos, as bolsas também avançaram, sustentadas pelos ganhos de gigantes de tecnologia, como Alphabet e Amazon. O movimento foi favorecido ainda pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump.

Já o petróleo encerrou próximo da estabilidade, acumulando ganhos na semana, em meio a sinais de que os Estados Unidos se preparam para atacar o Irã, diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país.

Trump anuncia taxa global de 10% após Corte derrubar tarifaço



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova taxa global de 10% na tarde desta sexta-feira (20), após a Suprema Corte norte-americana decidir que o tarifaço é ilegal.

A Justiça do país afirmou que o republicano violou a lei federal ao impor unilateralmente tarifas abrangentes em todo o mundo.

De acordo com o presidente norte-americano, a tarifa será implementada com base em uma lei comercial conhecida como Seção 122. As novas taxas só podem vigorar por um período máximo de 150 dias.

 Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA autoriza o presidente a impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais. Após esse período, a medida precisaria da aprovação do Congresso. 

Se não conseguir a aprovação do Congresso, o presidente Trump poderá recorrer a outras autoridades. Mas isso significaria ainda mais incerteza e imprevisibilidade para as empresas que têm sido afetadas por essa política tarifária.

💰 Suprema Corte pode retirar tarifas de US$ 15 bi em exportações brasileiras
🛳️ Porto de LA espera aumento no volume de carga após decisão sobre tarifas
⛽ Bloqueio ao petróleo expõe lacuna do etanol em Cuba
🛢️ Petrobras analisará oportunidades na Venezuela, diz diretora
🍅 Produção de tomate bate recorde, mas clima desafia produção em 2026 
📦Safra recorde expõe gargalo de armazenagem
Instabilidade fez o dólar deixar de ser ativo seguro, diz Aod Cunha



Aod Cunha, colunista do CNN Money, comenta a queda das tarifas de Donald Trump, a resposta do presidente à Suprema Corte dos Estados Unidos e o impacto desse episódio para o mercado brasileiro. 

🔗 Confira a análise completa aqui



Segunda-feira (23/02)

Brasil
8h - FGV 
divulga o IPC-S (fevereiro)
8h25 - BCB
 divulga o Pesquisa Focus (fevereiro)
15h - Secex/Mdic
 divulga a Balança Comercial Semanal (fevereiro)

Alemanha
6h - IFO 
divulga o Clima de Negócios (fevereiro)

Estados Unidos
10h30 - Fed 
divulga o Índice de Atividade Nacional (CFNAI) (janeiro)
12h - C. Bureau 
divulga as Encomendas à Indústria (dezembro)
Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 A PF deve aumentar a equipe de peritos para analisar as provas apreendidas no âmbito da Operação Compliance Zero e dar celeridade à extração de dados de celulares de alvos do caso Banco Master; no STF, associações jurídicas acionaram o ministro Flávio Dino contra decisão sobre penduricalhos; já a indicação de Jorge Messias ao Supremo completa três meses sem formalização; na Venezuela, a Assembleia Nacional aprovou um projeto de lei de anistia limitado; na Argentina, o parlamento aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

Caso Master


A PF deve aumentar a equipe de peritos para analisar as provas apreendidas no âmbito da Operação Compliance Zero e dar celeridade à extração de dados de celulares de alvos do caso Banco Master. A medida deve ser tomada após o novo relator da ação no STF, ministro André Mendonça, determinar nesta quinta-feira a devolução do material apreendido à PF e autorizar que a corporação faça as extrações, análises e indexações dos cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos. Ainda em relação ao caso Master, integrantes da CPMI do INSS receberam com alívio a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou o deslocamento do banqueiro Daniel Vorcaro a Brasília apenas em voo comercial ou em aeronave da Polícia Federal. Nos bastidores da comissão, a possibilidade de o empresário viajar em avião particular — próprio ou de terceiros — para prestar depoimento era vista com receio, diante do risco de fuga do país.

Penduricalhos


Pelo menos 15 associações ligadas a carreiras jurídicas apresentaram até a noite desta quinta-feira (19) petições endereçadas ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nas quais questionam a decisão de suspender os penduricalhos. A petição mais robusta é a liderada por entidades de peso no setor, como a AMB, Ajufe, ANPR Onamp e mais 7 entidades. Trata-se de um embargos de declaração com pedido para integrar o processo como amicus curiae, quando uma entidade pede para fazer parte do processo. Nas 22 páginas, há uma série de críticas a decisão de Dino, por exemplo, que a decisão ocorreu dentro de um processo que não tinha relação com ela.

STF


Três meses após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que indicaria o advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no STF, a nomeação segue travada. O marco se completa hoje sem que o Palácio do Planalto tenha enviado ao Senado a mensagem presidencial necessária para formalizar o processo. O envio do documento é o passo essencial para dar início à tramitação da indicação, que inclui sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e votação no plenário do Senado.

Venezuela


A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo partido do governo, aprovou nesta quinta um projeto de lei de anistia limitado que, segundo organizações de direitos humanos, não oferece alívio suficiente para centenas de presos políticos no país, enquanto alguns familiares de detidos completaram o quinto dia de greve de fome. A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder no mês passado após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, cedeu às exigências do governo Donald Trump sobre vendas de petróleo e libertou centenas de pessoas que grupos de direitos humanos classificam como presos políticos, como parte de uma normalização das relações entre os dois países.

Reforma na Argentina


O parlamento da Argentina aprovou, na madrugada, a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, após uma sessão de cerca de dez horas. Foram 135 votos favoráveis ao projeto e 115 contra ao texto geral do projeto. Não foram registradas abstenções. Por conta de alterações, como a eliminação de um artigo sobre licenças médicas, a reforma volta ao Senado da Argentina, que já havia a aprovado anteriormente. Os deputados argentinos seguem em sessão, votando trechos do texto em particular. O governo celebrou a aprovação em publicação no X, destacando-a como "uma das reformas estruturais prometidas pelo presidente Javier G. Milei e que visa pôr fim a mais de 70 anos de atraso nas relações trabalhistas dos argentinos".
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"Boas negociações estão acontecendo. Ao longo dos anos, provou-se que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão"

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Leia mais.

O analista de Internacional da CNN Brasil Lourival Sant’Anna comenta o avanço da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, na Argentina, que gerou uma greve sindical. Segundo Lourival, o que o Milei pretende com a reforma é “enterrar” o peronismo. Assista.