27 fevereiro, 2026

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PUBLISHNEWS, MONICA RAMALHO, 27/02/2026

Depois de anos evitando escrever sobre música, a escritora e criadora de conteúdo Gaía Passarelli decidiu encarar o próprio passado sonoro. O resultado é Deslumbre — Histórias de obsessão musical (Terreno Estranho, 2025), livro que revisita as pistas clubbers dos anos 1990 e 2000 e encerra uma trilogia autobiográfica involuntária, inaugurada em 2016. Gaía é aquela escritora que tem a palavra certa, sabe? Quando a gente lê, parece que está conversando com a autora. E o mesmo acontece quando se conversa. A gente jura que está lendo um de seus escritos. O livro chegou às livrarias em dezembro e terá novos lançamentos em Santos e em São Paulo agora em março. Criadora das newsletters Tá todo mundo tentando e Guia Paulicéia, com cerca de 22 mil assinantes, Gaía tem ministrado regularmente, nos últimos quatro anos, o curso online ABC da Newsletter feito sob medida para quem tem ou quer começar uma. Leia a entrevista completa!

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PUBLISHNEWS, MONICA RAMALHO, 27/02/2026

Há livros que pedem interpretação; outros exigem tradução. Ao revisitar a obra da artista suíça Warja Lavater (1913–2007), o pesquisador Gustavo Piqueira questiona uma das separações mais arraigadas do campo editorial: a que distingue escrever de ilustrar. Para ele, Warja não produzia abstrações nem “ilustrava” histórias — elaborava um sistema de escrita visual, uma gramática própria capaz de recontar narrativas por meio de signos. "A diferença que existe entre “escrever” e “desenhar” (ou “ilustrar”) é, em grande medida, uma construção arbitrária e meu livro busca, por meio de Lavater, levantar essa discussão", diz Gustavo Piqueira. Leia a prosa completa!

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PUBLISHNEWS, DANTE CID*, 27/02/2026

Dante Cid, presidente do SNEL | © Divulgação"O ano de 2026 chega com alguns desafios. É o ano que vai se confrontar com os resultados superlativos alcançados na Bienal do Livro do Rio de 2025, é o ano que encerra o período em que o Rio foi a Capital Mundial do Livro. Teremos outras feiras, outros eventos e algumas questões que precisamos dar atenção". Clique no Leia mais para ler a análise na íntegra.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Livraria Leitura projeta para 2026 um aumento de 25% nas vendas totais, expectativa impulsionada, entre outros fatores, por um calendário robusto de eventos culturais com cerca de três mil ações por ano em todo o país. A empresa também anunciou nesta semana o lançamento de uma linha exclusiva de produtos, apoiando sua estratégia de branding. O portfólio inclui moleskines com temas de Alice no País das Maravilhas e Voltaire, cadernos inspirados em Platão, meias com referências a Shakespeare e Virginia Woolf e frases literárias. Já o plano de expansão inclui diversas inaugurações, ultrapassando a marca de 140 lojas. Nos próximo trimestre, já estão confirmadas novas unidades em São Paulo (Granja Viana), Goiás (Aparecida de Goiânia) e Amazonas (Manaus). Neste ano, a rede projeta abrir nove novas lojas no total. Atualmente, a Leitura é a maior rede de livrarias físicas do Brasil. Clique no Leia mais para conhecer outros produtos.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Na última semana foi publicada na revista Cult uma reportagem que debate sobre a necessidade e o uso do shrink, plástico comumente encontrado para embalar livros. No texto, editores e outros representantes do mercado editorial compartilham suas percepções sobre a presença do plástico no dia a dia. O Estadão noticiou que a Livraria Cultura recebeu a confirmação de falência da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O passivo total atualizado da companhia é de R$ 288,3 milhões. Conforme o PublishNews noticiou em outubro de 2025, as lojas da empresa já estavam fechadas e o site tinha interrompido sua operação. Na coluna Página Cinco, do Uol, Rodrigo Casarin discutiu sobre a onda de popularidade dos livros "magrelinhos" a partir de dados de pesquisas na Espanha. Desde de 2012, o número de livros publicados com mais de 500 páginas no país despencou 44% no país. O colunista defende que é uma "tolice" se privar de tijolos literários. Clique no Leia mais para ler a nota na íntegra.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Em sua 10ª edição, que será realizada de 5 a 9 de agosto de 2026, a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) vai homenagear a sua idealizadora: a poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), que dirigiu a Fundação Casa de Jorge Amado de 1986 a 2016. “Ao participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2006, ano em que Jorge Amado foi homenageado, ela voltou com uma ideia na cabeça: transformar o Pelourinho em palco de uma grande festa literária”, explica Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado. Clique no Leia mais para ler a nota na íntegra.

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PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Manazuru (Estação Liberdade, 240 pp, R$ 76 — Trad.: Jaqueline Nabeta), de Hiromi Kawakami, é um romance psicológico no qual o leitor acompanha a perspectiva de Kei, uma mulher de meia-idade que há anos carrega um trauma causado pelo sumiço inexplicável do marido. Desde então, morando com a mãe e a filha em Tóquio, ela se encontra suspensa entre uma vida cotidiana, de trabalho e cuidados filial e materno, e divagações acerca do paradeiro do ex-companheiro. Em um momento de escape, ela decide embarcar num trem e, como que por acaso, mas também talvez atraída pelo local, acaba descendo em Manazuru, uma cidade costeira onde a sensação de estar sendo seguida por algo se intensifica.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Em A garota que eu era (HarperCollins, 288 pp, R$ 64,90 — Trad.: Sofia Soter), Alexis Spencer chegou ao fundo do poço. Não bastasse perder o emprego, o amor de sua vida resolveu terminar com ela. Sem saber o que fazer, resta-lhe amaldiçoar a Alexis mais jovem por ter feito escolhas tão terríveis. Ela só não imaginava que suas palavras a fariam acordar em 2002, no meio de seu antigo campus universitário. Agora, ela irá precisar encarar a sua versão mais jovem e confrontar tudo o que acreditava saber sobre amadurecimento, arrependimentos e segundas chances — enquanto tenta tomar as decisões certas e mudar sua vida. Com humor e sensibilidade, Jeneva Rose conduz o leitor por uma jornada para aprender a amar quem fomos e quem nos tornamos.

     
“Quando a prefeitura quer transformar a política de doação numa política de construção de acervo, o resultado pode ser bibliotecas cheias de livros que espantam leitores”
HAROLDO CERAVOLO SEREZA
Editor brasileiro
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Elo Monsters Books: Flow Pack
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Engenharia do lucro
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A saúde do coração na era da alta performance
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Do dia para a noite (Day to night)
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Mais esperto que o diabo
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Dias quentes (Spring Summer)
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Isso e aquilo (This & That)
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Dias frios (Fall Winter)
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Educação da tristeza
 
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Netuno (Laranja Original, 200 pp, R$ 50), de Leonardo Stockler, é um romance que percorre um caminho irregular, tão flutuante como a superfície de um planeta gasoso. É também um ensaio sobre os horários intermediários, os vínculos familiares, uma meditação sobre as órbitas que perfazemos quase que involuntariamente e uma contemplação das forças que regem a nossa trajetória. É um pequeno tratado sobre as atenções e uma gentil celebração do sono e do sonho. Embora boa parte de seu conteúdo seja verdadeiro, a vontade que o traz à superfície é sempre guiada pela imaginação, levada pela beleza de suas imagens e pelo efeito de suas especulações inconclusivas. Os seus personagens sem nome se iluminam brevemente a partir da relação que guardam com um narrador preguiçoso, embriagado de sono, e acomodado na penumbra de uma caverna.

     
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 27/02/2026

Londres, 2019. É o verão mais quente já registrado, e uma baleia encalha no rio Tâmisa. Enquanto isso, nas ruas da cidade, velhos amigos querem mais do que a vida atual lhes oferece. Maggie, que um dia já foi uma artista cheia de esperanças, está grávida e prestes a voltar para sua cidade natal junto de seu namorado Ed, abrindo mão do futuro que imaginou para si mesma. Angustiado, Ed sabe que precisa começar uma nova vida com Maggie e deixar para trás os encontros secretos com homens desconhecidos em banheiros do metrô. Phil odeia seu trabalho e vive à espera do fim do expediente. Ele sente que está estagnado na vida, enquanto luta para criar vínculos na cidade que o consome, além de estar secretamente apaixonado por seu colega de quarto. Conforme a temperatura aumenta, Maggie, Ed e Phil terão de confrontar não só o passado que dividem como também decidir o futuro de suas vidas antes que o fim de semana acabe. Entre noites & fins de semana (Astral Cultural, 336 pp, R$ 69,90 — Trad.: Fernanda Lizardo), de Oisín McKenna, mergulha na alma de Londres, mas com um olhar crítico para as questões políticas, emocionais e as dificuldades financeiras que jovens adultos enfrentam ao tentar construir uma boa vida, enquanto só conseguem tempo para viver aos fins de semana.

     
PUBLISHNEWS, ESTEVÃO RIBEIRO, 27/02/2026