Henfil morreu em 4 de junho de 1988, aos 43 anos, vítima do HIV contraído em transfusões de sangue. Era hemofílico. E era urgente. Como seus irmãos Betinho e Chico Mário, viveu com pressa, com intensidade e com uma vontade enorme de transformar o mundo.
Cartunista, cronista, criador da Graúna, dos Fradinhos e de Zeferino, Henfil foi um dos nomes mais importantes do humor político no Brasil. Enfrentou a ditadura com ironia e coragem, driblou a censura com inteligência e marcou gerações com suas charges no Pasquim, nas Cartas da Mãe e nos livros que publicou.
Henfil usou o riso para denunciar a injustiça. Sofreu perseguições, ameaças, mas nunca recuou. Seu traço direto, seu humor ácido e sua clareza política ainda ecoam. Porque resistir, como ele ensinou, também pode ser rir — mas sem jamais perder a raiva. . |