Neste 23 de junho, lembramos o nascimento de Elza Gomes da Conceição, a Elza Soares. Nascida em 1930, no Rio de Janeiro, Elza transformou fome, racismo e violência em voz, ritmo e luta. Sua estreia na música veio com uma resposta que virou marco. "Do planeta fome", disse ao ser ridicularizada num programa de calouros. A partir dali, ela seguiu cantando e enfrentando tudo o que tentava silenciá-la.
Com mais de 60 anos de carreira, Elza cantou samba, bossa, jazz, rock e música eletrônica. Falou de amor, mas também de racismo, machismo e exclusão. Fez de sua dor matéria-prima para o grito político. E nos ensinou que é possível ser potência mesmo quando tudo ao redor tenta apagar quem somos.
Hoje, Elza é memória viva. É cultura negra, é resistência feminina, é arte que não pede licença. Uma voz que continua ecoando porque, como ela mesma disse, a mulher do fim do mundo é aquela que sempre fica de pé.
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