![]() Como a IA afeta milhões de trabalhadores no BrasilOlá! Cada vez mais o impacto da inteligência artificial (IA) se aprofunda no mercado de trabalho, e não podemos ignorar o assunto. Destacamos nesta edição estudos e opiniões de especialistas sobre como a adoção dos algoritmos está evoluindo nas empresas, quais cargos estão mais ou menos expostos e como as desigualdades se acentuarão entre os trabalhadores. O fato é que embora a inteligência artificial seja um risco para a redução dos postos de trabalho, a maioria dos consumidores prefere lidar com os chatbots em vez de humanos em determinados serviços, como o atendimento a clientes. Você também acha que os sistemas de IA são melhores do que nós? Temos muitas novidades. Acomode-se e vamos aos insights! Mudança profunda: Na mira, a rotina de 31 milhões de brasileirosA inteligência artificial generativa já afeta a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros — e o impacto tende a crescer. Um estudo da consultoria LCA 4Intelligence estima que 31,3 milhões de pessoas estejam em alguma medida expostas à automação via IA, com 5,5 milhões em risco alto de substituição ou mudança profunda nas funções atuais. O percentual de trabalhadores brasileiros expostos à IA (30,6%) já supera a média global de 23,8%, segundo metodologia da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Confira se o seu cargo está na lista de riscosSegundo o estudo “AI at Work: The State of AI Adoption in 2025”, publicado pela Revelio Labs, empresas já contratam menos funcionários por causa da IA. Empresas como Shopify e Duolingo confirmaram que boa parte das tarefas realizadas por funcionários e terceirizados já foi automatizada. Por outro lado, o estudo mostra que nem todos os trabalhadores são impactados da mesma forma. Trabalhos manuais ou que dependem profundamente de relações interpessoais são menos expostos à automação. Veja os cargos com maior e menor exposição e onde você se situa. Os novos sistemas podem acentuar desigualdadesEstudos também alertam para o risco de aumento das desigualdades. Isso porque os efeitos da IA variam conforme escolaridade, região e idade. Cargos mais expostos concentram-se em áreas com maior qualificação técnica — e, portanto, salários mais altos. Regiões com menor acesso à educação e tecnologia, como o Maranhão, por outro lado, tendem a sofrer menos, mas também podem ter mais dificuldade para se adaptar. Acompanhe o que dizem os professores Bruno Ottoni, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista da FGV Projetos; e Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O Brasil precisa aprender a produzir IA, ou pode ficar fora do jogo, diz o chefe do Google“Se o Brasil não aprender a produzir sua própria IA, será condenado a importar tudo de fora”, disse o presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, nesta terça-feira (3), durante um evento. A fala ecoa uma das preocupações centrais do setor: a urgência da qualificação da mão de obra brasileira. Para Coelho, profissionais que não se adaptarem às novas ferramentas terão mais dificuldade para se manterem no mercado. Essa preocupação vem em um momento crucial. O Projeto de Lei 2.338/2023, que trata da regulação da IA, está em discussão na Câmara dos Deputados. Um dos pontos mais sensíveis é referente aos direitos autorais. O que esperar do julgamento das ‘big techs’ pelo STFNa área da Justiça, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode mudar a forma como as chamadas “big techs” — Google, Meta e outras — são responsabilizadas por conteúdos publicados por seus usuários. Atualmente, de acordo com o artigo 19 do Marco Civil da Internet, essas plataformas só podem ser responsabilizadas se descumprirem uma ordem judicial para retirar conteúdo considerado ilegal. Mas, o julgamento no STF, que deve ser retomado nesta quarta-feira (4) pode mudar essa lógica. Entenda o que os ministros querem incluir na regulação e qual o posicionamento de cada um deles sobre o tema. Mais humanos do que nós? Vem aí a nova geração de agentes de IAUma pesquisa da Amdocs nos traz um resultado curioso. A sondagem com 7 mil pessoas mostra que 80% dos consumidores confiam na capacidade dos agentes de IA para resolver problemas. Outro destaque é que a maioria dos respondentes, 45%, até preferem interagir com IA, em vez de falar com humanos. Isso ajuda a explicar o avanço de assistentes automatizados nas relações de consumo — com aparência, comportamento e até “personalidade” ajustados para representar os valores das marcas. Mas a pesquisa também revela uma nova fronteira: se o atendimento ao cliente será feito por máquinas, como garantir que ele seja justo, empático e transparente? Gostou desta análise?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Ivone Santana Editora-assistente de Ciência e Inovação do Valor |
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