Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um entendimento preliminar para encerrar mais de cem dias de guerra. Trump anunciou o acordo no G7, em Évian-les-Bains, na França, prometendo a reabertura do Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — até sexta-feira, quando a cerimônia formal ocorre em Genebra. O que o acordo prevê, segundo autoridades americanas: extensão do cessar-fogo por 60 dias, fim do bloqueio naval americano a portos iranianos e início de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Os detalhes completos ainda não foram divulgados. O que ficou de fora: justamente as questões que motivaram a guerra. O programa nuclear continua sem solução e será tema das negociações nos próximos dois meses. Teerã afirma ter direito a enriquecer urânio para uso civil; Washington diz que isso é linha vermelha. As duas partes também divergem sobre tarifas no estreito e sobre o descongelamento de ativos iranianos — cada lado conta uma versão diferente do que foi acordado. A guerra durou mais do que o previsto. Trump havia prometido resolver o conflito em "quatro a cinco semanas". Foram mais de cem dias, com mais de 3 mil mortos no Irã — metade civis, segundo grupos de monitoramento — e 13 militares americanos. Nenhuma das metas originais foi alcançada. Israel não participou das negociações e não se sente obrigado pelo acordo Netanyahu disse que a decisão foi de Trump — e que Israel fará "o que for necessário" contra o programa nuclear iraniano, acordo ou não. Desde o anúncio, Israel já realizou novos ataques no Líbano. O Hezbollah — grupo armado libanês aliado do Irã — respondeu com mísseis e drones. Irã e EUA divergem também sobre o Líbano: Teerã afirma que o fim das operações israelenses no país está no texto do acordo; Washington diz que Israel retém o direito de autodefesa. Ministros da ala mais radical do governo Netanyahu afirmam que o acordo "não os obriga". Acordo Paramount-Warner passa pelo governo Trump — e deixa rastro de suspeitasO Departamento de Justiça dos EUA encerrou a investigação sobre a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount sem que a equipe de investigadores pudesse se manifestar formalmente — e contra a inclinação dos técnicos, que eram favoráveis a contestar a fusão na Justiça, segundo o Wall Street Journal. A liderança do departamento considerou que o CEO da Paramount, David Ellison — filho de Larry Ellison, aliado próximo de Trump —, respondeu satisfatoriamente às dúvidas levantadas. O procurador-geral da Califórnia estuda recorrer aos tribunais. A Paramount espera fechar a transação até o fim de julho. |