Bom dia, investidor, Confira os destaques da quarta-feira (17): - IBC-Br avança 0,5% em abril, sustentado por indústria e serviços
- Super Quarta de junho traz expectativa de corte na Selic e estabilidade do Fed
IBC-Br avança 0,5% em abril, sustentado por indústria e serviços- O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) subiu 0,5% em abril de 2026 em relação a março, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta manhã pelo Banco Central. O avanço foi puxado pela indústria (+0,4%), pelos serviços (+0,3%) e pelos impostos (+0,3%). A agropecuária ficou estável no mês. O IBC-Br excluindo a agropecuária cresceu 0,4%.
- No trimestre finalizado em abril ante o encerrado em janeiro, o indicador subiu 1,2%. No acumulado de 12 meses, o crescimento chegou a 1,6% e; no ano corrente, a 1,3%.
- Com os dados de abril incorporados, o carregamento estatístico calculado pelo Banco Central indica alta de 1,8% para 2026 ante 2025, na série com ajuste sazonal. Para o segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro, o carregamento já aponta alta de 0,6%.
Superquarta de junho traz expectativa de corte na Selic e pausa do Fed- O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central e o Fed realizam hoje reuniões simultâneas de política monetária, com anúncios previstos para o fim do dia. No Brasil, o Copom acumula dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual em 2026 que reduziram a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano. A maior parte do mercado projeta um terceiro ajuste na mesma magnitude, para 14,25%, mas parte dos analistas defende a manutenção, com o colegiado adotando tom mais conservador diante do risco fiscal e da inflação de serviços resistente.
- Nos EUA, a probabilidade de manutenção dos juros no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano é de 97%, segundo a ferramenta CME FedWatch. A reunião marca a primeira decisão de Kevin Warsh à frente do Fed, com analistas esperando que a coletiva reforce a postura de juros altos por mais tempo, diante de inflação ainda acima da meta e choques no cenário geopolítico. O Fed vinha de três cortes ao longo de 2025.
- O foco do mercado será o comunicado do Copom: se o corte vier, a sinalização sobre os próximos passos definirá as apostas para o segundo semestre. Casas como BNP Paribas e Bank of America descrevem junho como o ponto final do ciclo atual de afrouxamento. A mediana das projeções aponta Selic em torno de 13,75% no fim de 2026, o que pressupõe pouca margem para novos ajustes além do desta quarta-feira.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na terça-feira (16): - Dólar: +0,39%, a R$ 5,086
- B3 (Ibovespa): -0,45%, aos 169.648,47 pontos
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