Bom dia, investidor. Confira os destaques da semana: - IBC-Br recua 0,7% em março com resultado pior do que o esperado
- Ata do Fomc detalha reunião com placar mais dividido em três décadas
- Michigan divulga leitura final do índice de sentimento do consumidor americano
IBC-Br recua 0,7% em março com resultado pior do que o esperado- O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia mensal do PIB, recuou 0,7% em março de 2026 em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo o Banco Central. O número veio acima da expectativa de mercado, que apontava queda de 0,5%. Os três grandes setores contribuíram para o resultado negativo: agropecuária (-0,2%), indústria (-0,2%) e serviços (-0,8%). Excluindo a agropecuária, o recuo foi de 0,9%.
- A queda de 0,8% em serviços concentra a maior parte da explicação para o resultado. O setor responde por cerca de 70% do PIB brasileiro e tem sido a principal âncora da atividade nos últimos anos, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido. Indústria e agropecuária também recuaram, mas de forma mais contida, o que reforça que a desaceleração de março foi puxada sobretudo pelas atividades urbanas.
- No acumulado do trimestre encerrado em março ante o trimestre terminado em dezembro de 2025, o IBC-Br avançou 1,3%, mantendo o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo apesar do tropeço mensal. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 1,8%.
Ata do Fomc detalha reunião com placar mais dividido em três décadas- O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) divulga na quarta (20), às 15h (horário de Brasília), a ata da reunião de 28 e 29 de abril. Na ocasião, o comitê manteve a taxa dos Fed Funds no intervalo de 3,5% a 3,75% pela terceira vez seguida, mas o placar de 8 a 4 foi o mais dividido desde outubro de 1992. O governador Miran votou pela redução de 0,25 ponto percentual; outros três membros se opuseram à linguagem do comunicado que sinalizava retomada de cortes adiante. Foi também a última reunião presidida por Jerome Powell, substituído por Kevin Warsh em 15 de maio.
- O documento vai detalhar como o Fomc interpretou o balanço entre inflação ainda acima da meta de 2% e sinais de desaceleração da atividade. A divisão interna deve ficar mais clara: de um lado, membros preocupados com a persistência inflacionária e com a possibilidade de retomada de altas caso os dados piorem; de outro, dirigentes mais atentos à perda de fôlego da economia e do mercado de trabalho, que veem espaço para cortes ao longo de 2026. A ata deve esclarecer também como o comitê avaliou os choques recentes de energia e se os considera temporários ou estruturais.
- Antes da divulgação, as ferramentas de probabilidade de Fed Funds apontam para manutenção dos juros em todas as reuniões restantes do ano, sem apostas relevantes em alta ou corte. A ata pode redefinir esse quadro. Um tom mais restritivo tende a fortalecer o dólar e pressionar os Treasuries (títulos do governo americano) e as bolsas globais; uma leitura mais branda costuma favorecer ativos de risco e moedas emergentes. Com Warsh à frente do Fed e sua primeira reunião como chair marcada para junho, o texto de abril serve de ponto de partida para entender o que o novo comando herda de Powell.
Michigan divulga leitura final do índice de sentimento do consumidor americano- A Universidade de Michigan divulga na sexta, às 11h (horário de Brasília), a leitura final do índice de sentimento do consumidor de maio. A prévia do mês mostrou queda de 49,8 pontos em abril para 48,2, abaixo da mediana das projeções de 49,5 e a menor marca da série histórica. O resultado reflete a combinação de inflação elevada na percepção das famílias e custos altos, com destaque para preços de gasolina e tarifas, que seguem comprimindo o poder de compra.
- Na prévia, o subíndice de Condições Atuais recuou para 47,8, enquanto o de Expectativas subiu levemente para 48,5, indicando que os consumidores estão mais pessimistas com o presente do que com o futuro próximo. As expectativas de inflação cederam um pouco: para o horizonte de 12 meses, de 4,7% para 4,5%, e no prazo de 5 anos, de 3,5% para 3,4%. O alívio é marginal e os números seguem bem acima da meta de 2% do Fed, mantendo a pressão sobre as expectativas de longo prazo.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (15): - Dólar: +1,63%, a R$ 5,067
- B3 (Ibovespa): -0,61%, aos 177.283,83 pontos.
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