Leituras Livres



No dia 18 de maio de 2004, ia ao ar pelo SBT, o primeiro capítulo da novela "Seus Olhos", uma versão da novela mexicana La gata e baseada no texto original da radionovela de mesmo nome de Inés Rodena. Foi adaptada por Ecila Pedroso, com colaboração de Noemi Marinho, Marcos Lazarini, Aimar Labaki, Mário Viana e Fábio Torres e dirigida por Jacques Lagoa, Luiz Antônio Piá, Henrique Martins e David Grimberg.

Escrita por Ivani Ribeiro, com direção de Walter Avancini e Carlos Zara, no dia 18 de maio de 1970, estreava na Tupi, a novela "As Bruxas.
A sinopse da novela, girava em torno de um grupo de pessoas que se reúne frequentemente para se auto ajudar. Tentam, através de análise coletiva, eliminar os problemas umas das outras para viverem melhor. Esses problemas são as "bruxas", que atormentam cada um.
O elenco de “As Bruxas” foi um destaque a parte com nomes que representavam o que de melhor havia nos nossos palcos e nas telas de cinema e TV na época. Do lado do mal estavam os atores Cláudio Corrêa e Castro, Nathalia Timberg, Débora Duarte e Joana Fomm. O bem se materializava na história a partir do personagem de Walmor Chagas, um psicólogo que comandava as sessões de psicoterapia e as reuniões de um grupo que incluíam como clientes os personagens de Maria Della Costa, Carlos Zara, Lima Duarte, Maria Isabel de Lizandra, Aracy Cardoso e Odete Lara, outro grande nome do cinema nacional que encarava uma novela de grande duração pela primeira vez.
Ainda no grande elenco da novela da Tupi estavam nomes como: Wálter Forster, Lélia Abramo, Yvan Mesquita, Tony Ramos, Dennis Carvalho, Marilu Martinelli, Patricia Mayo, Kate Hansen, José Parisi e o então menino Haroldo Botta.
Inicialmente, era exibida na grade da emissora no horário das 20h, e no decorrer, foi transferida para o horário das 21h30

A Gordinha estreava na grade da TV Tupi, no dia 18 de maio de 1970. Escrita por Sérgio Jockymann e dirigida por Antônio Abujamra e Henrique Martins, a novela contava a história de Mônica (Nicette Bruno), que vinha do interior de São Paulo para a Capital. Simpática e gordinha, sonha em ser uma jornalista, e emprega-se em um escritório de jornalismo, onde todas as mulheres são lindas e poderosas. Mônica apaixona-se pelo filho de seu patrão, o P.T. (Fernando Torres), mas seu patrão Enrique (Henrique Martins) sente forte atração pela Mônica, causando ciúmes e intrigas entre a mulher de Enrique, Daniela (Selma Egrei) e a amante Ivone (Luísa de Franco), e com a futura noiva de P.T., Ana Lu (Clenira Michel).
Ainda no elenco: Analu Grassi, Jaime Barcellos, Beatriz Segall, Eleonor Bruno, Rut Rezende, Lutero Luiz, entre outros.
A novela inicialmente era apresentada no horário das 18h30 e durante a exibição, passou para o horário das 20h e a novela As Bruxas que estava sendo exibida neste horário, passou a ser exibida às 21h30.

No dia 18 de maio de 1981, estreava Ciranda de Pedra, novela do autor Teixeira Filho, numa adaptação do romance do homônimo da autora Lygia Fagundes Telles.
A trama se passa na década de 1940, na cidade de São Paulo, e conta a trajetória de Laura (Eva Wilma), uma mulher moderna que se dedica às artes, mas é oprimida pelo marido, Natércio Prado (Adriano Reys). Ele é um homem rico e de comportamento tradicional. Por causa das crises que enfrenta no casamento, Laura sofre um grande trauma e chega a ser internada como louca pelo marido. Os dois se separam, e a família acaba se dividindo. Laura fica com a filha caçula, Virgínia (Lucélia Santos), e Natércio com as irmãs Otávia (Priscila Camargo) e Bruna (Sílvia Salgado).
Com a saúde frágil e sem dinheiro, Laura vai morar na Vila Mariana, na casa do seu médico neurologista, Daniel (Armando Bógus). Ele é apaixonado pela paciente e acredita que a doença de Laura é física, não mental. Laura esconde de todos que Virgínia, na verdade, é filha de Daniel. Tanto ele quanto Natércio parecem suspeitar: o médico trata a menina com o maior carinho, enquanto Natércio a despreza completamente.
A filha caçula, Virgínia, volta a morar com o pai e as irmãs na mansão da família Prado, no Jardim Europa. Ela precisa enfrentar todo tipo de hostilidade e intransigência de Frau Herta (Norma Blum), que trabalha como governanta.
A novela foi marcada por grandes interpretações. Eva Wilma foi espetacular na composição da traumatizada e atormentada Laura. Adryano Reys, que estreava na Globo, na pele do vilão Natércio, também foi muito elogiado por sua composição do personagem.
Lucélia Santos novamente se destacava vivendo uma personagem inesquecível na tv.
Norma Blum na pele da ríspida e má governanta Frau Herta, um dos melhores momentos da atriz na tv.
A novela marcou a estreia da atriz Priscila Camargo. Foi também em Ciranda de Pedra o primeiro papel de maior destaque do ator Edson Celulari, e o último trabalho da atriz Djenane Machado na TV Globo. A trama foi a primeira dirigida por Wolf Maia.
Além dos nomes já citados, a novela trazia em seu elenco: Roberto Pirillo, Marcelo Picchi, Castro Gonzaga, Neuza Borges, Monica Torres, Fábio Junqueira, Alzira Andrade, Paulo Ramos, Ana Lúcia Torre, Maria Helena Dias, José Augusto Branco, Elza Gomes, Henriqueta Brieba, entre outros.
No dia 18 de maio de 2004, ia ao ar pelo SBT, o primeiro capítulo da novela "Seus Olhos", uma versão da novela mexicana La gata e baseada no texto original da radionovela de mesmo nome de Inés Rodena. Foi adaptada por Ecila Pedroso, com colaboração de Noemi Marinho, Marcos Lazarini, Aimar Labaki, Mário Viana e Fábio Torres e dirigida por Jacques Lagoa, Luiz Antônio Piá, Henrique Martins e David Grimberg.
Marina (Carla Cabral, que assinava Carla Regina) é uma jovem artista plástica, filha de Edite (Bete Mendes). O coração da bela jovem é disputado por dois rapazes: Tiago (Juan Alba), herdeiro de uma empresa de construção naval, e Vitor (Petrônio Gontijo), advogado da empresa. O segundo inicialmente leva a melhor, mas Marina se afasta dele ao descobrir que é casado com Elaine (Françoise Forton) e tem dois filhos. Posteriormente, a moça se casa com Tiago, enquanto sua melhor amiga Flávia (Adriana Londoño) se une ao amado Sérgio (Carmo Dalla Vecchia).
Vitor dá um golpe na empresa de Tiago é descoberto por
Sérgio. Por causa disso, o advogado o mata, mas joga a culpa do crime em Tiago, que vai preso. Vitor abre o jogo para Marina, mas durante uma discussão ele
também acaba por matá-la. Para desencargo de consciência, o dinheiro obtido com o golpe é registrado por ele em nome de Renata, filha da artista plástica e de
seu desafeto. Dirce (Lu Grimaldi), moradora da periferia, sequestra Renata e a coloca para pedir esmolas na rua.
Oito anos se passam e tem início uma segunda fase. Renata conhece a assistente social Norma (Bete Coelho), que se encanta por ela e inicia verdadeira cruzada contra Dirce. Tiago segue preso por um crime que não cometeu. Vitor, embora cada vez mais embrenhado no mundo crime, parceiro de organizações criminosas, abriu seu próprio escritório de advocacia. Ademais, seu casamento infeliz com Elaine prossegue. O filho mais velho dos dois, Artur, acaba ficando amigo de Renata, e a ensina a ler e escrever, coisa com a qual Dirce jamais se preocupou. A menina também dá mostras de ter herdado o talento da mãe para as artes plásticas, já que faz belos desenhos.
A terceira fase se passa na atualidade, 12 anos depois da segunda. Já adultos agora, Renata (Carla Cabral) e Artur (Thierry Figueira) se apaixonam. Obviamente isso não agrada a Vitor, que transfere para a moça a obsessão que teve pela mãe dela. Além disso, como deixou em nome de Renata o dinheiro que roubou de Tiago, aproximar-se dela pode significar retomar a bolada. O relacionamento de Artur e Renata também não agrada Elaine, que acredita que a jovem tem origem pobre e de más relações. Aos poucos a verdade vai surgindo e o casal enfrenta todos os obstáculos para ficar junto. Vitor é o principal deles, perigoso, violento e capaz de tudo para obter o que quer. Outro problema é Cibele (Christina Dieckmann), filha de Flávia e Sérgio que se apaixona por Artur.
A trama tem outros personagens de destaque como Rinaldo, o Berro (Nico Puig), filho de Dirce, que ficou preso junto com Tiago. Criado pela mãe com desconfiança de tudo e todos, arredio a manifestações de carinho e crente de que o caminho mais fácil para obter as coisas é sempre o melhor, esteve sempre envolvido com o crime.
Gilson (Cláudio Fontana) era um personagem interessante da novela. Líder de uma cooperativa de catadores de lixo para reciclagem, ele sempre contou com o apoio da mãe, Aracy (Patrícia Mayo).
Otto (Luiz Guilherme), pai de Tiago, que desejava se afastar dos negócios e foi forçado a adiar os planos após a prisão do filho, também merece lembrança. Ao final da história, depois que Vitor é desmascarado, Otto e Elaine ficam juntos.
No dia 18 de maio de 1999, o dramaturgo Alfredo de Freitas Dias Gomes faleceu, vítima de um acidente automobilístico em São Paulo, cidade que na ocasião visitava acompanhado de sua segunda esposa, a atriz Bernadeth Lyzio, com quem teve duas filhas, Mayra e Luana. Devido a uma manobra imprudente do taxista que os levava, que fez uma conversão proibida num cruzamento da Avenida Nove de Julho, região dos Jardins, e foi atingido por um ônibus que transitava no corredor destinado a ele, no centro da pista, Dias foi lançado a metros do automóvel e acabou morrendo. Tinha 76 anos.
Dias Gomes escreveu seu primeiro texto teatral aos 15 anos: A Comédia dos Moralistas, que lhe rendeu um prêmio de 500 mil-réis concedido pelo Serviço Nacional de Teatro e pela União Nacional dos Estudantes. Em 1942, após já ter estreado em teatro escrevendo “As Grandes Batalhas da História” na Rádio Vera Cruz, iniciou o ciclo de trabalho com Procópio Ferreira, que encenou sua peça Pé-de-cabra e outras duas, num contrato de exclusividade dos textos de Dias para ele.
No final da década de 1940, conheceu Janete Clair quando ambos eram funcionários das Emissoras Associadas, iniciaram um namoro que em 1950 se tornou casamento – após Dias se separar da primeira esposa, Madalena – e durou até 1983, ano da morte de Janete. Eles tiveram quatro filhos – Guilherme, Alfredo, Denise e Marcos, este último falecido ainda criança.
Após alguns anos dedicando-se ao trabalho em rádio, chegando inclusive a cargos de chefia, Dias escreveu o texto teatral que o tornaria respeitado e reconhecido inclusive fora do Brasil: O Pagador de Promessas, encenado pela primeira vez em 1960 com direção de Flávio Rangel no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, tendo Leonardo Villar no papel do crédulo Zé do Burro.
A estreia no gênero telenovela ocorreu em 1969, quando entrou na TV Globo para escrever A Ponte dos Suspiros, baseada no romance homônimo de Michel Zevaco.
Começava então, a saga de um grande autor de telenovelas que trouxe para o público brasileiro, sucessos como "O Bem Amado", "Saramandaia" e "Roque Santeiro".
Cidad3: Imprensa Livre!!! Saúde, Sorte e $uce$$o: Sempre!!!







