 | EDIÇÃO ESPECIAL |
Olá.
Ao longo dos últimos dias, o ICL Notícias publicou uma série de reportagens inéditas baseadas em documentos secretos mantidos pelo coronel Cyro Etchegoyen, um dos principais nomes da repressão da ditadura militar.
Os documentos revelados por Juliana Dal Piva, Igor Mello, Schirlei Alves e Chico Otávio trazem estupros, assassinatos, infiltrações clandestinas, espionagem internacional, desaparecimentos forçados e operações secretas conduzidas pelo Centro de Informações do Exército.
Tudo registrado pelos próprios militares.
A repercussão das reportagens já ultrapassou o campo histórico. Os documentos expõem, em detalhes, como funcionava a engrenagem da repressão brasileira dentro e fora do país. E isso é apenas parte do que será mostrado amanhã.
| | Estupro, roubos, assassinatos: Os crimes da ditadura escondidos por Cyro Etchegoyen
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“Dr. Bruno – baixo, meio gordo, tipo sírio-libanês. Pareceu-me o oficial mais graduado do grupo (coronel). Defendeu tese na Escola Superior de Guerra, segundo me contou. É gaúcho”. Foi assim que a ex-presa política Inês Etienne Romeu descreveu o primeiro dos 20 homens que a violentaram por 91 dias na “Casa da Morte”, o maior cárcere clandestino da ditadura militar, localizado no morro Caxambu, em Petrópolis, região Serrana do Rio. Por mais de quatro décadas, o codinome “Dr Bruno” escondeu o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, ex-chefe da seção de Contra-Informações do gabinete do ministro do Exército no governo do ditador-presidente Emilio Garrastazu Médici. A atuação do coronel foi revelada por um |
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antigo subordinado, o tenente-coronel Paulo Malhães, em 2014. Só que, ao ser descoberto como um dos chefes do centro clandestino criado pelos militares para torturar e desaparecer com opositores, o coronel Cyro já tinha morrido. Ele morreu dois anos antes, em 2012, em decorrência de complicações de um AVC. (...)
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Brinquedo de criança, canetas, poltronas, estantes, sapatos, dinheiro, armas e até um carro. Esses são alguns exemplos dos itens que militares do Exército brasileiro roubaram de casas e apartamentos nos quais efetuaram revistas, buscas e prisões de militantes da luta armada. Não importava a quem pertencesse. Agentes inconformados com os desvios dos
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colegas denunciaram que a pilhagem atingiu pessoas que não integravam grupos de oposição à ditadura. O esquema contava até com o uso de um apartamento na Rua Tenente Possolo, no Centro do Rio, utilizado para “encontros ocasionais com pessoas do sexo feminino” (...)
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Desde que embarcou em São Paulo, dia 14 de janeiro de 1981, para uma viagem de um mês à Europa e aos Estados Unidos, o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva teve os passos monitorados pelos órgãos de informações do Exército. Um documento produzido pelo general de brigada, Leo Etchegoyen, da 2ª Seção |
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(Informações) do II Exército (São Paulo), chamado “Relatório Periódico de Informações”, de número 09/80, incluí a jornada de Lula ao exterior nos eventos promovidos pelos movimentos sindical e estudantil e pela Igreja, naquele ano, destinados a fragilizar o regime. Para os militares, a escalada destas ações mostrava que os inimigos do golpe de 64 eram tratados, no início dos anos 1980, como heróis e que continuavam “a agir, com maior intensidade ainda, no sentido de criar no Estado e no país um “clima revolucionário” que conduza a uma revolução marxista”. (...)
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