16 maio, 2026

A ditadura escondeu isso por 50 anos. Vamos mostrar tudo.| ICL

 

EDIÇÃO ESPECIAL


Olá.


Ao longo dos últimos dias, o ICL Notícias publicou uma série de reportagens inéditas baseadas em documentos secretos mantidos pelo coronel Cyro Etchegoyen, um dos principais nomes da repressão da ditadura militar.


Os documentos revelados por Juliana Dal Piva, Igor Mello, Schirlei Alves e Chico Otávio trazem estupros, assassinatos, infiltrações clandestinas, espionagem internacional, desaparecimentos forçados e operações secretas conduzidas pelo Centro de Informações do Exército.


Tudo registrado pelos próprios militares.


A repercussão das reportagens já ultrapassou o campo histórico. Os documentos expõem, em detalhes, como funcionava a engrenagem da repressão brasileira dentro e fora do país. E isso é apenas parte do que será mostrado amanhã.


Estupro, roubos, assassinatos: Os crimes da ditadura escondidos por Cyro Etchegoyen

“Dr. Bruno – baixo, meio gordo, tipo sírio-libanês. Pareceu-me o oficial mais graduado do grupo (coronel). Defendeu tese na Escola Superior de Guerra, segundo me contou. É gaúcho”. Foi assim que a ex-presa política Inês Etienne Romeu descreveu o primeiro dos 20 homens que a violentaram por 91 dias na “Casa da Morte”, o maior cárcere clandestino da ditadura militar, localizado no morro Caxambu, em Petrópolis, região Serrana do Rio. Por mais de quatro décadas, o codinome “Dr Bruno” escondeu o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, ex-chefe da seção de Contra-Informações do gabinete do ministro do Exército no governo do ditador-presidente Emilio Garrastazu Médici. A atuação do coronel foi revelada por um 

antigo subordinado, o tenente-coronel Paulo Malhães, em 2014.  Só que, ao ser descoberto como um dos chefes do centro clandestino criado pelos militares para torturar e desaparecer com opositores, o coronel Cyro já tinha morrido. Ele morreu dois anos antes, em 2012, em decorrência de complicações de um AVC. (...)


Ler matéria completa


Militares roubavam móveis, dinheiro e até brinquedos de imóveis em que faziam batidas

Brinquedo de criança, canetas, poltronas, estantes, sapatos, dinheiro, armas e até um carro. Esses são alguns exemplos dos itens que militares do Exército brasileiro roubaram de casas e apartamentos nos quais efetuaram revistas, buscas e prisões de militantes da luta armada. Não importava a quem pertencesse. Agentes inconformados com os desvios dos

colegas denunciaram que a pilhagem atingiu pessoas que não integravam grupos de oposição à ditadura. O esquema contava até com o uso de um apartamento na Rua Tenente Possolo, no Centro do Rio, utilizado para “encontros ocasionais com pessoas do sexo feminino” (...)


Ler matéria completa


Ditadura brasileira infiltrou 6 agentes em países vizinhos e ajudou plano para depor Allende

Operações militares da ditadura para assassinar opositores custaram cerca de R$ 1 mi

Lista inédita de militares da inteligência do Exército aponta novos torturadores

Apostilas dos EUA sobre ‘lavagem cerebral’ inspiraram ações da ditadura brasileira

Amanhã, às 20h, o ICL exibe gratuitamente o documentário original Bandidos de Farda. A investigação reúne documentos inéditos, depoimentos e detalhes nunca antes revelados sobre a atuação clandestina do CIE durante os anos mais violentos da ditadura.

Britânicos ensinaram à ditadura brasileira técnicas e estratégia para montar a ‘Casa da Morte’


Cerca de um mês depois de retornar de um “estágio de informações” na Inglaterra, em dezembro de 1970, o então chefe da seção de contrainformações do gabinete do ministro do Exército durante a ditadura militar, coronel Cyro Guedes Etchegoyen, liderou a criação de um centro clandestino de tortura e assassinatos na região Serrana do Rio que ficou conhecido como “Casa da Morte de Petrópolis”. (...)


Ler matéria completa

Seis décadas depois, descoberta nova vítima de estupro por militares da ditadura


A vendedora de joias Marilene dos Santos Mello, à época com 32 anos, nem pôde se despedir dos três filhos. Arrancada de casa à força por agentes do Centro de Informações do Exército (CIE), em 19 de dezembro de 1969, ela foi brutalizada por três dias. Não era militante da luta armada contra o (...)


Ler matéria completa

Ditadura brasileira infiltrou 6 agentes em países vizinhos e ajudou plano para depor Allende

No dia 10 de setembro de 1973, militares sob as ordens do Centro de Informações do Exército (CIE) finalizaram uma das mais ousadas ações clandestinas realizadas pela ditadura brasileira até ali: levaram ao sul do Chile, por meio da (...)

Relatório aponta 30 agentes da ditadura e traz novos nomes de infiltrados

Em março de 1974, a seção de Contrainformações produziu um relatório de 68 páginas por meio de seu chefe, Cyro Guedes Etchegoyen, e os oficiais que (...)

Documento revela opositores mortos após delação de cabo Anselmo e trabalho do espião

Um relatório de balanço da situação da seção de Contrainformações do Exército, em 15 de março de 1974, identifica, de modo inédito, os nomes de, ao menos, dez pessoas que foram capturadas (...)


General Léo Etchegoyen, pai de ex-ministro de Temer, vigiou presidente Lula na ditadura

Desde que embarcou em São Paulo, dia 14 de janeiro de 1981, para uma viagem de um mês à Europa e aos Estados Unidos, o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva teve os passos monitorados pelos órgãos de informações do Exército. Um documento produzido pelo general de brigada, Leo Etchegoyen, da 2ª Seção

(Informações) do II Exército (São Paulo), chamado “Relatório Periódico de Informações”, de número 09/80, incluí a jornada de Lula ao exterior nos eventos promovidos pelos movimentos sindical e estudantil e pela Igreja, naquele ano, destinados a fragilizar o regime. Para os militares, a escalada destas ações mostrava que os inimigos do golpe de 64 eram tratados, no início dos anos 1980, como heróis e que continuavam “a agir, com maior intensidade ainda, no sentido de criar no Estado e no país um “clima revolucionário” que conduza a uma revolução marxista”. (...)


Ler matéria completa

Os arquivos encontrados mostram uma repressão organizada como máquina administrativa: planilhas, relatórios, codinomes, gastos com munição, infiltrações e operações para eliminar opositores políticos.


Tudo isso estava guardado havia décadas.


Agora, esses documentos vieram à tona.


O documentário será exibido gratuitamente neste domingo, às 20h. Sem replay.