UMA IMAGEM | |  | Presidente interino Ahmad Al-Sharaa anuncia os novos símbolos nacionais da República Síria | Bakr Alkasem/AFP
OUTRAS NOTAS | |  | Reprodução/X | Cristina Kirchner: Visita de Lula foi 'ato político' | Lula visitou ontem a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre em casa a pena de seis anos de reclusão por corrupção. Foi "ato político de solidariedade", disse Kirchner. "Além de prestar minha solidariedade (...), desejei toda a força para seguir lutando com a mesma firmeza que tem sido a marca de sua trajetória na vida e na política", disse Lulas nas redes sociais. O evento ocorreu após a cúpula do Mercosul. Lula não teve reuniões bilaterais com Javier Milei. No ano passado, o presidente argentino faltou ao encontro do bloco e se reuniu com Bolsonaro em Santa Catarina. |
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|  | WTT / Divulgação | EUA barram entrada de mesatenista brasileiro por visita a Cuba | O mesatenista Hugo Calderano teve seu visto de entrada nos EUA negado e ficou de fora do WTT Grand Smash, em Las Vegas, que teve início ontem. A autorização foi negada porque Calderano, terceiro no ranking mundial, viajou a Cuba em 2023, para um outro torneio. Calderano, que tem passaporte português, pediu o seu visto pela via rápida disponível aos cidadãos europeus e não obteve resposta. Quando descobriu o problema, pediu uma reunião consular, mas não havia mais tempo para a emissão da autorização. |
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|  | Brendan SMIALOWSKI / AFP |
| Feriado nos EUA, pacote fiscal de Trump e recorde da Bolsa; os destaques do dia |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques desta sexta (4): - Ibovespa atinge recorde e dólar recua ao menor nível em mais de um ano
- Trump sanciona pacote fiscal de US$ 3,4 trilhões e pressiona dívida dos EUA
- EUA e China avançam na implementação de acordo comercial
Ibovespa atinge recorde e dólar recua ao menor nível em mais de um ano- O Ibovespa fechou a sessão de quinta-feira (3) em forte alta de 0,95%, aos 140.927 pontos, o maior patamar da história do índice. O avanço foi impulsionado pelo desempenho positivo de grandes empresas, incluindo os principais bancos, Petrobras, Embraer e Engie.
- Entre os destaques, a Petrobras continuou se beneficiando da alta internacional do petróleo e de expectativas favoráveis sobre sua política de dividendos.
- No acumulado de 2024, o Ibovespa já registra valorização de 17,16%, refletindo o fortalecimento dos fundamentos do mercado brasileiro e o aumento da entrada de capital estrangeiro.
- O dólar comercial também seguiu trajetória de baixa, recuando 0,22% na última sessão, para R$ 5,404, menor cotação em mais de um ano. O movimento foi apoiado pelo fluxo positivo de investimentos para o Brasil e pelo otimismo nos mercados internacionais, após a divulgação de dados mais fortes que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
- O relatório de emprego americano mostrou resiliência da economia, com criação de vagas acima das expectativas, reforçando a percepção de que, mesmo com juros elevados, os EUA seguem com atividade robusta.
- Hoje, a liquidez nos mercados deve ser reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos. A menor participação de investidores estrangeiros pode ampliar as oscilações nos preços dos ativos brasileiros ao longo do dia.
Trump sanciona pacote fiscal de US$ 3,4 trilhões e pressiona dívida dos EUA- O presidente Donald Trump deve assinar nesta sexta-feira (4) o pacote fiscal de US$ 3,4 trilhões, conhecido como "Big Beautiful Bill", aprovado pela Câmara dos Representantes por uma margem estreita de 218 votos a 214. Todos os democratas votaram contra a medida, assim como dois republicanos, demonstrando forte divisão no Congresso.
- O projeto inclui cortes permanentes de impostos para empresas e famílias de alta renda, amplia isenções e elimina tributos sobre gorjetas e horas extras. Também traz mudanças profundas no Medicaid e em programas sociais, reduzindo recursos destinados à saúde e à assistência alimentar.
- Entre os pontos polêmicos, o texto prevê a eliminação de incentivos à energia limpa, como créditos fiscais para fontes renováveis, enquanto eleva substancialmente os gastos com defesa, segurança de fronteira e políticas de deportação. Há ainda a criação de um programa piloto de depósito único para recém-nascidos e facilitação de regras para contas de poupança.
- Segundo projeções, o pacote deve aumentar o déficit público americano em cerca de US$ 3,3 trilhões na próxima década. Apesar disso, a proposta também amplia o teto da dívida dos EUA em US$ 5 trilhões, afastando o risco imediato de calote e de um choque nos mercados globais.
- A aprovação da medida é vista como uma vitória política importante para Trump e um marco da agenda de seu segundo mandato. No entanto, investidores e agências de classificação de risco, como a Moody's, já manifestaram preocupação com a trajetória da dívida americana, que atualmente supera US$ 36 trilhões.
- O mercado reagiu com cautela: os juros dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, o dólar perdeu força como ativo de proteção e o ouro registrou alta, sinalizando busca por ativos considerados mais seguros.
EUA e China avançam na implementação de acordo comercial- O Ministério do Comércio da China confirmou nesta sexta-feira (4) que Pequim e Washington estão acelerando a implementação do acordo comercial firmado em Londres no mês passado, após meses de tensões e restrições mútuas.
- Como parte do entendimento, os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de softwares de design de processadores (EDA), etano e, possivelmente, motores de aeronaves para o mercado chinês. Empresas líderes do setor, como Synopsys, Cadence e Siemens, já foram notificadas pelo Departamento de Comércio americano sobre a revogação das barreiras.
- O governo chinês, por sua vez, comprometeu-se a aliviar restrições à exportação de terras raras, materiais essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos e eletrônicos avançados.
- O ambiente de negociações comerciais permanece dinâmico. O presidente Donald Trump indicou que pode iniciar hoje o envio de cartas para parceiros comerciais, detalhando tarifas que os países terão que pagar para acessar o mercado americano. O prazo final para definição das tarifas é 9 de julho.
- Até o momento, os EUA fecharam acordos bilaterais com o Reino Unido e o Vietnã, mantêm uma trégua comercial com a China e demonstram otimismo com um possível entendimento com a Índia. Por outro lado, Trump sinalizou frustração com as negociações em andamento com o Japão.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (3): - Dólar: -0,29%, a R$ 5,405.
- B3 (Ibovespa): 1,35%, aos 140.927,86 pontos.
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| Bolsa bate recorde histórico, e dólar cai ao menor valor em mais de um ano |
| | A Bolsa brasileira disparou 1,34% ontem e encerrou o pregão batendo um novo recorde para o Ibovespa, desbancando a última marca atingida em 20 de maio deste ano. Segundo analistas, uma das razões para o otimismo dos investidores foi a divulgação de resultados acima das expectativas sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, afastando temores de desaceleração econômica. O dólar também renovou recorde e caiu 0,29%, fechando cotado a R$ 5,405 para a venda, o menor valor desde junho do ano passado. Outros fatores que contribuíram foram as negociações dos EUA com parceiros comerciais, conforme o fim do prazo para acordos tarifários se aproxima, e o impasse em torno da cobrança do IOF. O ambiente positivo, no entanto, ainda exige cautela segundo os analistas: "A instabilidade fiscal, a judicialização de instrumentos como o IOF e os ruídos políticos no Congresso mantêm o ambiente de crédito pressionado", disse ao UOL Pedro Da Matta, CEO da Auda Capital. Após governo acionar o STF pelo IOF, deputados ameaçam com projeto da anistia. Na semana em que o governo entrou no Supremo contra o Congresso pelo projeto que anulou o decreto do IOF, a cúpula da Câmara passou a avaliar a hipótese de fazer avançar o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Segundo a colunista do UOL Thais Bilenky, no Judiciário, ministros interpretam a movimentação da Câmara como uma forma de pressionar o Supremo. Os ministros do STF foram convocados para arbitrar sobre a disputa entre governo e Congresso em torno do aumento do Impostos sobre Operações Financeiras e, caso contrariem os interesses dos deputados e senadores, poderiam ser retaliados com a anistia. Questionado sobre essa possibilidade, um líder ligado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou à colunista, no entanto, que "até o recesso" isso não deve ocorrer. Os congressistas entram em férias no próximo dia 18. Leia mais. Cúpula do Brics vai fechar aeroporto e interditar vias no Rio. O Rio de Janeiro irá se transformar em zona de segurança máxima de amanhã até terça-feira por causa da reunião de cúpula do Brics. O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, e a reunião terá a presença de chefes de Estado e de governo de mais de 20 países, porque ainda há nações convidadas. A segurança vai envolver caças com mísseis, atiradores de elite (snipers) e bloqueios de ruas que vão mudar a rotina dos moradores da capital fluminense. A movimentação de delegações diplomáticas exigirá restrição de acesso a bairros como Copacabana e Flamengo e até o fechamento temporário do aeroporto Santos Dumont, nos dias 6 e 7 de julho. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite a operação foi assinado pelo presidente Lula na terça-feira e o período de atuação dos militares vai até 9 de julho. Saiba mais. Presidente do Paraguai questiona Lula por ação hacker da Abin. Santiago Peña se encontrou com Lula ontem antes da cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, que ocorre em Buenos Aires, na Argentina. Peña disse que, como "nações irmãs", expressava preocupação com o caso. "Expressei minha preocupação com o caso de espionagem e solicitei o total comprometimento das autoridades brasileiras no esclarecimento dos fatos", disse ele em uma publicação no Instagram. Ação feita pela Agência Brasileira de Inteligência queria obter informações sobre a negociação de tarifas de Itaipu. Um dos servidores da agência disse à Polícia Federal que um programa de invasão foi usado para acessar informações de autoridades do governo do Paraguai com aval do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa. Leia mais. Hugo Calderano é impedido de viajar aos EUA e fica fora de torneio. O mesatenista brasileiro não poderá disputar o WTT Grand Smash em Las Vegas por um impedimento burocrático para sua entrada no país. O brasileiro possui cidadania portuguesa e só precisaria informar a entrada nos EUA pelo Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês), já que os países da União Europeia fazem parte do Programa de Isenção de Visto. Mas durante o trâmite o atleta soube que estava inelegível para a dispensa do visto porque foi a Cuba em 2023. A viagem ocorreu para a disputa do Campeonato Pan-Americano e para a qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Calderano ainda tentou a emissão de um visto emergencial, mas não conseguiu. Saiba mais. |
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