02 julho, 2025

Destaques de Inteligência artificial

 

Abismo entre investimento e uso da IA

À beira do abismo

Olá!

Existe um abismo entre a oferta de ferramentas de inteligência artificial e o uso, de fato, das plataformas nas empresas brasileiras. A explicação pode estar na falta de capacitação dos profissionais para utilizar assistentes como Copilot, da Microsoft, ChatGPT, da OpenAI, e Gemini, do Google.

Mas é fato que, em algum momento, a adoção dessas plataformas deve transformar o mercado de trabalho ao permitir que funcionários ainda no início da carreira tenham desempenho compatível com o de gerentes e supervisores com anos de estrada. Essa é a opinião do futurista Ian Beacraft, CEO da Signal & Cipher, que faz consultoria para empresas como Google, Microsoft, Intel, Samsung

A IA também tem tido desdobramentos na arte. O autor Walcyr Carrasco, que assina a nova novela das seis da TV Globo, “Êta Mundo Melhor!”, tem recorrido à IA para auxiliá-lo em alguns caminhos das tramas. A nova tecnologia também foi capaz de "ressucitar" a mais famosa autora de livros de mistério, Agatha Christie.

Para que tudo isso continue funcionando, é necessário investimento. Nesse sentido, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia a criação de um fundo voltado para projetos de centros de dados e IA.

Temos muitas novidades. Acomode-se e vamos aos destaques:

IA está presente nas empresas, mas é pouco usada

inteligência artificial (IA) generativa está presente em 80% das médias e grandes empresas brasileiras, mas ainda é pouco usada pela maioria (75%), revela a 36ª edição da Pesquisa Anual do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia) sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas.

Este foi o primeiro recorte de IA feito pela pesquisa, que contou com a participação 2.672 médias e grandes empresas. A análise realizada de outubro de 2024 a junho de 2025, considera empresas que possuem mais de 30 teclados de computador em uso, sendo que as grandes empresas têm mais de 800.

O estudo mostra que os assistentes de IA mais usados nas empresas são o Copilot, da Microsoft; o ChatGPT, da OpenAI; e o Gemini, do Google. As principais aplicações de IA envolvem atendimento (chatbot), aprendizado de máquina e reconhecimento biométrico (digital, facial, palmar, entre outros).

Na avaliação do coordenador da pesquisa do FGVcia, professor Fernando Meirelles, o baixo uso de IA se deve à falta de profissionais especializados. “Você tem um uso pontual de chats de IA e assistentes como o Copilot, mas desenvolver agentes de IA, por exemplo, requer um conhecimento que não está disponível ainda na grande maioria das empresas”, disse Meirelles.

Como a IA impulsionará a carreira dos novatos

O maior impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho não será, necessariamente, eliminar trabalhos intelectuais mais simples, como muitos temem, mas sim trazer ferramentas para que profissionais juniores, ainda no início da carreira, tenham desempenho compatível com o de gerentes e supervisores com mais anos de estrada. O cenário é do futurista Ian Beacraft, CEO da Signal & Cipher, que faz consultoria para empresas como Google, Microsoft, Intel, Samsung.

Para o especialista, os mais vulneráveis em perder espaço para a nova tecnologia serão os profissionais de perfil acomodado em postos intermediários, que estão na média gerência das organizações e que serão desafiados a dar um passo adiante sem obter uma promoção equivalente.

“Todos terão que dar um passo à frente. Profissionais juniores terão ferramenta para ter um desempenho superior. O que a IA faz é abstrair e remover a necessidade de anos de disciplina, exposição, experiência e conhecimento em uma área específica para ter um desempenho proficiente”, disse ele.

Tecnologia vira aliada da criação

O autor Walcyr Carrasco, que assina a nova telenovela das seis da TV Globo , “Êta Mundo Melhor!”, tem como referência de seus enredos sua infância, o universo caipira e os dramalhões antigos. No entanto, ele diz que não desconsidera questões contemporâneas, e tem recorrido à inteligência artificial como ferramenta para auxiliar em alguns caminhos das tramas. “Ela é uma excelente colaboradora”, diz. “Não para escrever a novela, mas para dar ideias e continuações.”

A IA também foi capaz de "ressucitar" (ou quase) a mais famosa autora de livros de mistério, Agatha Christie . Em abril, a BBC anunciou a "volta" da rainha do crime, em um projeto criado em parceria com uma agência de publicidade e inovação. A IA foi treinada com a obra completa da autora para que o software então ensinasse aspirantes a escritores a construir uma boa história de mistério. Em vídeos promocionais, a “nova” Christie analisa enredos, sugere reviravoltas e dá conselhos como “mantenha a verdade escondida à vista”.

BNDES avalia criar fundo para centro de dados e IA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia a criação de um fundo voltado para projetos de 'data centers' e inteligência artificial (IA) . Segundo o diretor de planejamento e estruturação de projetos, Nelson Barbosa, o BNDES planeja aportar de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhões no fundo, como parte da retomada dos investimentos em venda variável da BNDESPar, braço de participações societárias do banco de fomento. "O BNDES alavanca até cinco vezes [de investimentos privados]. Esse fundo pode chegar de R$ 2,5 bilhões a R$ 5 bilhões", disse.

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