Bom dia, investidor, Confira os destaques da semana: - EUA apreendem navio iraniano e negociações com Irã entram em colapso
- Varejo americano de março testa a consistência do consumo das famílias
- PMI composto de abril mostra se a economia americana flerta com a estagnação
EUA apreendem navio iraniano e negociações com Irã entram em colapso- A Marinha dos EUA interceptou e apreendeu o cargueiro TOUSKA, de bandeira iraniana, no Golfo de Omã após a embarcação ignorar ordens de parada ao tentar cruzar o Estreito de Hormuz. O destróier USS Spruance abriu fogo contra o navio, de quase 275 metros, danificando sua casa de máquinas para forçar a imobilização. Fuzileiros navais americanos estão a bordo com a tripulação sob custódia. É o primeiro confronto direto desde o início do bloqueio naval americano na região, em vigor há cerca de uma semana, com cerca de 10 mil militares mobilizados.
- O episódio ocorre em um processo de negociação já frágil entre Washington e Teerã, mediado pelo Paquistão. Após a apreensão, o Irã acusou os EUA de violarem o cessar-fogo, prometeu uma represália "em breve" e comunicou que não participará da segunda rodada de conversas prevista para esta semana. A imprensa iraniana alinhada ao governo afirma não haver perspectiva para negociações produtivas, citando exigências "excessivas" e "mudanças constantes de posição" por parte de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, mantém o bloqueio "em pleno vigor" até a conclusão de um acordo e ameaçou destruir infraestrutura iraniana caso as negociações fracassem.
Varejo americano de março testa a consistência do consumo das famílias- O Departamento do Comércio dos EUA divulga amanhã os dados de vendas no varejo de março. Depois de uma queda revisada de 0,1% em janeiro e de uma recuperação de 0,6% em fevereiro, o mercado quer saber se o consumo das famílias americanas consegue sustentar o ritmo ou volta a perder tração. As projeções apontam para crescimento mensal em torno de 0,3%, compatível com um cenário de desaceleração gradual, sem ruptura.
- Além do dado cheio, analistas acompanham de perto o chamado "controle" do varejo, que exclui automóveis, gasolina e alguns outros itens voláteis e serve de insumo direto para o cálculo do PIB. Em episódios recentes, esse núcleo mostrou desempenho bem mais robusto que o indicador cheio, suavizando leituras pessimistas. O risco de surpresa negativa existe: juros ainda elevados e a volta da pressão nos preços de energia limitam a capacidade das famílias de manter o ritmo de gastos.
PMI composto de abril mostra se a economia americana flerta com a estagnação- A S&P Global divulga na quinta-feira (23) a leitura preliminar do PMI (Índice de Gerentes de Compras) composto dos EUA para abril. Em março, o índice caiu para 50,3, mínima desde setembro de 2023 e muito próximo da linha de 50 que separa expansão de contração. A fraqueza veio principalmente de serviços, que recuou para 49,8, enquanto a manufatura ainda sustentava alguma expansão.
- O número de abril funciona como termômetro rápido da atividade do setor privado, cobrindo novas encomendas, emprego e preços. Uma leitura abaixo de 50 reforçaria apostas em desaceleração mais intensa, pesando em bolsas de setores cíclicos e favorecendo os Treasuries longos. Uma surpresa para cima, acima de 51, sustentaria o cenário de economia resiliente e retiraria urgência de novos cortes de juros pelo Fed.
Veja o fechamento do dólar e da Bolsa na sexta-feira (17): - Dólar: -0,19%, a R$ 4,983
- B3 (Ibovespa): -0,55%, aos 195.733,52 pontos.
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