02 julho, 2025

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Quarta-feira, 2 de julho de 2025
Governo levar IOF ao STF ameaça crédito para mais de 3 milhões de empresas

Sobretudo no setor de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), os investimentos foram fortemente impactados pelo decreto do governo que havia elevado IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O setor fala em "uma quantidade expressiva de recursos [que] permaneceu represada" enquanto a medida esteve em vigor, segundo a Ouro Preto Investimentos, uma das maiores gestoras de FIDCs do país. Isso tendo em vista que o mercado de fundos vinha captando de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões por mês antes da majoração do imposto.

Após a derrubada do decreto por parte do Congresso, o governo federal buscou, nesta terça-feira (1º), judicializar a questão, levando-a ao STF (Supremo Tribunal Federal). A Ouro Preto cedeu com exclusividade à CNN cálculos nos quais estima que a judicialização do caso coloca em risco o crédito para mais de 3 milhões de empresas.

BOLSA E DÓLAR NESTA QUARTA-FEIRA

O desempenho dos mercados hoje. Veja aqui

dólar à vista caiu nesta quarta-feira (2) ao menor valor desde agosto do ano passado, retomando o movimento mais recente de baixas em meio à derrubada do decreto do IOF no Congresso e ao ambiente de juros elevados no Brasil.

Durante a sessão, os investidores também monitoravam as discussões comerciais dos Estados Unidos com parceiros antes do prazo para o fim da trégua comercial.

dólar à vista caiu 0,77%, a R$ 5,4191 na venda. Essa é a menor cotação desde 19 de agosto do ano passado, quando encerrou aos R$ 5,4134. Em 2025, a divisa acumula baixa de 12,30%.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuou 0,36%, a 139.050,93 pontos, após superar os 140 mil pontos durante a primeira etapa do pregão, em dia marcado por desempenho robusto de Vale e Petrobras.

HADDAD, FISCAL, INDÚSTRIA
Macroeconomia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (2) que não pode reclamar do Congresso Nacional. A declaração foi realizada na Argentina, após ser questionado sobre a relação do Executivo e Legislativo em meio à crise do IOF.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira que o plano estudado pelo governo para cortar benefícios tributários pode gerar uma arrecadação adicional de R$ 20 bilhões em 2026, considerando uma estimativa conservadora.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira mostraram que, em maio, a produção industrial contraiu 0,5% na comparação com o mês anterior e avançou 3,3% ante o mesmo mês de 2024.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulocaiu 0,08% em junho, após avançar 0,27% em maio e de recuar 0,10% na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira (2).

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta quarta-feira que a autarquia precisa de bastante tempo para ver os dados de inflação evoluindo para onde a autoridade monetária quer, ressaltando que a meta de 3% será perseguida.

Mercosul concluiu as negociações para o acordo de livre comércio com o Efta, grupo de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O megaprojeto tributário proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado debates intensos, especialmente no que diz respeito ao setor de tecnologia.

O Banco Central Europeu (BCEdeve manter sua taxa de depósito no patamar atual de 2%, a menos que novos choques alterem de forma significativa as perspectivas de inflação, disse Alfred Kammer, chefe do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quarta-feira.

TESLA, AMIL, EMBRAER
Negócios

 

Tesla relatou outra queda recorde nas vendas na quarta-feira (2), já que os danos à marca causados ​​pelas atividades políticas do CEO Elon Musk e o aumento da concorrência continuaram a prejudicar a fabricante de carros elétricos, que antes era de rápido crescimento.

A Amil e a DPRJ (Defensoria Pública do Rio de Janeiro) anunciaram nesta quarta-feira uma parceria para a criação de um canal de WhatsApp para a comunicação direta entre a ouvidoria da empresa e órgãos do Judiciário.

Embraer informou que entregou 61 aeronaves no segundo trimestre de 2025, na soma de todas as suas unidades de negócio. O montante foi 30% superior ao registrado em igual trimestre de 2024, quando 47 aviões foram entregues, e mais que o dobro (103%) do resultado do primeiro trimestre de 2025.

PESQUISA GENIAL/QUAEST
Quaest: 64% dos deputados acham que economia vai na direção errada

política econômica do Brasil está indo na direção errada para 64% dos deputados federais, enquanto 28% acreditam que o caminho é o correto, segundo pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quarta-feira (2).

O resultado demonstra piora das perspectivas em pouco mais de um ano. Em maio de 2024, 55% dos parlamentares tinham opinião negativa sobre a política econômica do país, contra 40% que apontaram que a direção era certa.

viés negativo com a economia sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou inclusive entre deputados da base aliada do governo.

ESTADOS UNIDOS
▸Projeto de corte de impostos de Trump retorna à Câmara em meio à divisão

O debate dentro do Partido Republicano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um projeto de lei de corte de impostos retorna à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2), conforme o partido tenta superar divisões e cumprir o prazo autoimposto de 4 de julho para aprovação final da legislação.

Senado aprovou o projeto, que, segundo analistas independentes, acrescentará US$3,3 trilhões à dívida do país na próxima década, pela margem mais estreita possível na terça-feira, após intenso debate sobre o alto preço da lei e cortes substanciais no programa de saúde Medicaid.


Quarta-feira, 2 de julho de 2025

Nova pesquisa Genial/Quaest realizada com deputados federais mostra que, para 49% dos entrevistados, o STF invade as competência do Congresso "sempre"; já 48% avaliam o trabalho do Supremo como negativo; no cenário sul-americano, o presidente Lula embarca hoje rumo à Argentina para participar da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul; na Câmara, deputados querem se antecipar a governo em projeto para rever incentivos fiscais; no Oriente Médio, Donald Trump afirmou que Israel concordou com as condições para um cessar-fogo de 60 dias em Gaza; em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro passará o mês de julho em repouso domiciliar

Pesquisa Quaest


Para 49% dos deputados federais entrevistados pela pesquisa Genial/Quaest, o STF invade as competências do Congresso "sempre". A informação consta no levantamento divulgado nesta quarta-feira (2). Já outros 28% dizem que o Supremo atravessa as atribuições do Legislativo "às vezes". Os que enxergam a frequência como "rara" somam 12%; os que disseram "nunca" são 5%, e os que não souberam responder, 6%. Já o trabalho do Supremo foi avaliado como negativo por 48% por deputados. A mesma pesquisa da Quaest apontou que a relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso Nacional é negativa para mais da metade dos deputados federais. São 51% que veem negativamente a relação. Para 30% é regular. Já 18% consideram positiva. Não soube ou não respondeu ficou em 1%. A pesquisa ouviu 203 deputados federais, entre os dias 7 de maio de 30 de junho, on-line e presencialmente. A margem de erro estimada é de 4,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cúpula Mercosul


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca hoje para Buenos Aires, na Argentina, para participar da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. A presença de Lula no evento marca o início da presidência brasileira temporária no bloco. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Lula chegará à capital argentina na noite desta quarta-feira e deve levar para a discussão com outros chefes de Estado assuntos como a inclusão dos setores automotivo e açucareiro no Mercosul. Outra prioridade do governo são pautas relativas à sustentabilidade e mudanças climáticas, como energia renovável e agricultura responsável. Neste eixo, o Brasil vai tentar articular uma declaração para ser apresentada na COP30, que acontecerá em novembro, na Amazônia. Temas como segurança pública, direitos humanos, tarifas comuns aos países membros do bloco e a participação de Estados associados às atividades do Mercosul, também serão pautados.

Câmara dos Deputados


A Câmara dos Deputados busca rever o projeto sobre benefícios fiscais antes do texto oficial do governo federal. Nos bastidores, no entanto, líderes partidários ainda debatem qual abrangência o projeto a ser votado sobre o tema deve ter. Até a noite desta terça (1º), não havia consenso sobre qual seria o melhor projeto para tocar no momento, especialmente em meio à crise com o Planalto por conta da situação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Incialmente, a urgência estava prevista para ser votada nesta terça-feira, mas foi adiada. Na prática, qualquer votação sobre o assunto deve ficar somente para a partir da semana que vem, após o retorno do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de Lisboa, Portugal.

Faixa de Gaza


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (1°) que Israel concordou com as condições para um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza. O republicano pediu que o Hamas aceite a proposta, alertando que, caso contrário, "as coisas só vão piorar". O grupo palestino ainda não se pronunciou sobre isso. "Espero, para o bem do Oriente Médio, que o Hamas aceite este acordo, porque a situação não vai melhorar — só vai piorar", escreveu Trump na rede social Truth Social. Ele explicou que representantes do governo americano tiveram uma "longa e produtiva reunião" com os israelenses sobre a guerra em Gaza, na qual concordaram com as condições para pausa no conflito. Por fim, Trump também disse que autoridades de Catar e Egito apresentarão esta proposta final. 

Saúde de Bolsonaro


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará este mês de julho em repouso domiciliar, segundo boletim médico divulgado na terça-feira (1º). Segundo a nota divulgada pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), o objetivo dos médicos é de garantir a completa recuperação da saúde do ex-presidente após a cirurgia que ele foi submetido em abril, a internação prolongada, episódio de pneumonia e crises recorrentes de soluços "que dificultam a sua fala e alimentação". "Durante esse período, ele ficará afastado de suas atividades habituais, incluindo agendas públicas e atividade político-partidária, retornando tão logo esteja plenamente restabelecido", finaliza o boletim assinado pelos médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique.
Veja sobre o que as pessoas estão falando.
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Em entrevista à CNN, o líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer, afirmou que a retirada de isenções das LCAs e LCIs é um erro, pois há outros pontos que devem ser mexidos para melhorar as condições de arrecadação do governo. Assista.