Ideias que pertenciam à ficção científica já operam nas trincheiras e nas pistas de corrida. Na Ucrânia, a era dos robôs de combate (chamados de "killer robots") deixou de ser experimento e passou a ocupar o centro da guerra. O exército ampliou em larga escala o uso de veículos terrestres não tripulados (UGVs), carregados de explosivos ou equipados com metralhadoras e foguetes, para atacar posições russas à distância. Apenas no mês passado, as forças ucranianas conduziram mais de 9.000 missões na linha de frente com esses robôs — um salto gigantesco em relação às 2.900 registradas em novembro do ano passado. No trimestre inteiro, o volume ultrapassa a marca de 22 mil operações automatizadas, segundo dados recentes do presidente Volodymyr Zelensky. Reportagem do New York Times conta que o avanço dessa tática vem na esteira de operações pioneiras, como a do meio do ano passado, quando robôs capturaram soldados russos sem que a infantaria humana precisasse disparar um único tiro. Com a nomeação de um novo ministro da Defesa em janeiro, a Ucrânia adotou um plano de guerra de alta tecnologia voltado à criação de uma "zona de morte" de 15 a 20 quilômetros de profundidade na linha de frente, onde máquinas operam sem interrupção. Ataques mais recentes e complexos mostram a evolução do programa: no fim de fevereiro, robôs terrestres coordenados foram usados para invadir e colapsar uma base russa instalada em uma escola na cidade de Kupiansk. Essa vanguarda tecnológica também se transformou em ativo diplomático. Zelensky tem divulgado esses avanços para vender os sistemas ao exterior ou trocar a experiência ucraniana em guerra de drones por armamentos vitais, como mísseis de defesa, em acordos costurados durante viagens ao Oriente Médio e à Europa. A lógica de todo esse esforço foi resumida pelo comandante ucraniano Mykola Zinkevych em uma frase direta: "A vida humana é preciosa; as máquinas não sangram". Enquanto isso, a tecnologia exibe sua força no esporte. No domingo, um robô humanoide chinês chamado "Lightning", desenvolvido pela fabricante de smartphones Honor, venceu uma meia maratona em Pequim. A máquina completou a prova em 50 minutos e 26 segundos, superando o atual recorde mundial humano, de 57 minutos e 20 segundos. Para tornar o feito ainda mais impressionante, o robô conseguiu se reerguer, com ajuda humana, e cruzar a linha de chegada mesmo depois de tropeçar e bater violentamente em uma barricada a poucos metros do fim. Bilhões sob suspeitaTrês histórias diferentes, um mesmo ambiente: o das fortunas, relações e manobras que prosperam quanto menor é a transparência. Trump e o cheiro de informação privilegiada Investigação da BBC aponta apostas milionárias feitas pouco antes de anúncios presidenciais de Trump capazes de mexer nos mercados. Dados de mercado mostram que investidores fizeram apostas milionárias minutos ou horas antes de anúncios cruciais do presidente que movimentaram os mercados. Em um caso, o volume de negociações de petróleo disparou bizarramente 47 minutos antes de uma entrevista de Trump sobre a guerra no Irã vir a público, rendendo milhões àqueles que apostaram na queda do preço. Padrões semelhantes ocorreram antes de anúncios de tarifas, levantando questionamentos severos, embora especialistas notem a dificuldade de provar tais crimes. Epstein e as portas abertas em Harvard Novos documentos mostram como o criminoso sexual preservou prestígio e relações dentro da universidade mesmo após a condenação. Mesmo após ser condenado por crimes sexuais, Epstein contou com a ajuda de professores ilustres, como Stephen Kosslyn e Martin Nowak, que o trataram como um pensador sério e o ajudaram a manter status acadêmico. Os emails mostram ainda que Lawrence Summers, ex-presidente de Harvard, manteve laços estreitos com Epstein muito depois da condenação do bilionário, usando-o até mesmo como confidente pessoal. Reportagem do New York Times . Elon Musk, Tesla e a rota dos impostos Reportagem da agência Reuters relata lucros bilionários enviados ao exterior reacendendo o debate sobre planejamento tributário agressivo entre gigantes globais. Elon Musk frequentemente critica brechas fiscais, chamando-as de "sombrias", mas a Tesla encontrou uma forma de contorná-las. A empresa transferiu cerca de US$ 18 bilhões em lucros para subsidiárias na Holanda e em Singapura, manobra que os especialistas afirmam ter poupado pelo menos US$ 400 milhões em impostos nos Estados Unidos. Essas unidades aparentemente serviram apenas como canais financeiros para proteger a propriedade intelectual da empresa dos impostos americanos. Lego com recheio de macarrãoNos Estados Unidos, um homem de 28 anos foi preso depois de transformar caixas de Lego em instrumento de fraude. Comprava kits caros, retirava as peças de maior valor e as substituía por pacotes de macarrão cru da marca Goya. Depois, devolvia as embalagens lacradas e pedia reembolso. O truque funcionava porque o macarrão reproduzia o barulho das peças dentro da caixa. Segundo a polícia de Irvine, na Califórnia, o golpe rendeu cerca de US$ 34 mil antes de desmoronar. |