Semana tem alta do petróleo, IPCA, inflação americana, varejo e segunda leitura do PIB dos EUA |
| | Bom dia, investidor, Confira os destaques da semana: - Guerra no Irã faz preço do petróleo disparar
- EUA divulgam dados da inflação de fevereiro
- Vendas do varejo em janeiro apontam para leve recuperação
- IPCA de fevereiro tem expectativa de alta de 0,6%
- PIB dos EUA do 4º trimestre deve confirmar desaceleração
Guerra no Irã faz preço do petróleo disparar- O preço do petróleo tipo Brent disparou para a faixa de US$ 110-120 por barril após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A escalada do conflito com o Irã bloqueou o tráfego de petroleiros, forçou Kuwait, Emirados Árabes e Iraque a cortarem produção por falta de capacidade de armazenamento e gerou a maior alta semanal já registrada no mercado de futuros da commodity.
- O G7 (grupo das sete maiores economias do mundo) reúne nesta segunda (9) os ministros das Finanças para discutir a liberação coordenada de reservas estratégicas, entre 300 e 400 milhões de barris, segundo o Financial Times. A medida pode segurar o preço no curto prazo, mas especialistas apontam que não substitui a perda de oferta enquanto Ormuz permanecer bloqueado.
EUA divulgam dados da inflação de fevereiro- O BLS (Bureau of Labor Statistics) divulga na quarta (11) o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de fevereiro dos EUA, às 10h30 de Brasília. O dado chega num contexto favorável: em janeiro, a inflação cheia ficou em 2,4% ao ano e o núcleo, que exclui alimentos e energia, recuou para 2,5%, o menor nível desde 2021, com queda de energia e recuo em carros usados.
- A inflação de serviços, em 3,2% ao ano em janeiro, é o principal foco de preocupação do Fed; dirigentes como Austan Goolsbee, do Fed de Chicago, indicaram que é justamente nesse componente que a inflação segue mais resistente. O banco central americano observa mais de perto o PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal), que ainda está em torno de 2,8% ao ano, acima da meta de 2%, o que explica a cautela na hora de cortar juros.
Vendas do varejo em janeiro apontam para leve recuperação- A Pesquisa Mensal de Comércio de janeiro sai também na quarta (11), às 9h, pelo IBGE. O indicador mede o volume de vendas do varejo brasileiro, tanto o restrito quanto o ampliado, que inclui veículos, autopeças e material de construção.
- O dado chega após um dezembro fraco: o comércio varejista recuou 0,4% na comparação com novembro, com seis das oito atividades no campo negativo, encerrando 2025 com alta anual de apenas 1,6%.
- As projeções do Ibevar-FIA apontam para recuperação discreta em janeiro: alta de 0,06% no varejo restrito e de 0,77% no ampliado, frente a dezembro. O cenário setorial prevê avanço em alimentos e bebidas (1,35%), cosméticos (1,08%) e roupas (0,59%), mas queda em eletrodomésticos (1,90% negativos).
IPCA de fevereiro tem expectativa de alta de 0,6%- Na quinta (12), às 9h, o IBGE divulga o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro, principal dado de inflação da semana. O mercado projeta alta de 0,6% no mês, abaixo do 1,31% registrado em fevereiro de 2025, quando mensalidades escolares, energia elétrica e alimentos pressionaram o índice. No acumulado de 12 meses, a inflação segue acima do teto da meta de 4,5%.
- Um IPCA em linha com os 0,6% esperados deve ser lido como neutro -- inflação alta, mas sem surpresa, mantendo a trajetória de juros já precificada. Acima dessa marca, cresce a pressão sobre os juros longos e o câmbio; abaixo, abre-se margem para discussões sobre o calendário de cortes da Selic em 2026 e 2027.
PIB dos EUA do 4º trimestre deve confirmar desaceleração- O BEA (Bureau of Economic Analysis, agência de estatísticas econômicas dos EUA) divulga na (12) a segunda estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) americano no quarto trimestre de 2025. O consenso de mercado aponta para manutenção dos 1,4% em taxa anualizada já registrados na leitura preliminar, número que representou desaceleração em relação aos 4,4% do trimestre anterior. No ano fechado de 2025, o crescimento ficou em 2,2%, abaixo dos 2,8% de 2024.
- O foco dos analistas não está no número cheio, mas na composição. A primeira leitura já veio abaixo das projeções iniciais, que giravam em torno de 2% a 3%, então a segunda estimativa deve funcionar como ajuste fino. O que o mercado vai observar com atenção são os "final sales" (medida que exclui estoques) e a demanda privada doméstica, que indicam com mais precisão a força real do consumo e do investimento. O freio no quarto trimestre foi puxado por queda no gasto do governo e nas exportações.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (6): - Dólar: -0,81%, a R$ 5,244
- B3 (Ibovespa): -0,61%, aos 179.364,81 pontos.
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