Galvão Bueno diz que recentemente ouviu de um garotinho na rua: "Você é o moço do TikTok?". A pergunta deixou o narrador mais icônico da TV brasileira para lá de satisfeito.
Aos 75 e com mais de cinco décadas de carreira, Galvão se diz pronto para narrar sua 14ª Copa do Mundo e, com isso, manter sua relevância superlativa também na era digital.
Se há três anos ensaiava os primeiros passos com o Canal GB, hoje ele narra na TV aberta (SBT) e no streaming (Amazon Prime), é sócio de um canal linear fechado (N Sports) e faz sucesso justamente no TikTok —um projeto com sua voz ultrapassou sete bilhões de visualizações na plataforma.
Mas o narrador mantém algumas ressalvas diante de um mundo em constante transformação.
Galvão diz ao UOL temer que sua voz seja (mal) usada pela inteligência artificial, acha que os novos narradores abusam da gritaria e impõe uma regra inegociável que foge do hype: nada de palavrão.
Em 19 de julho, ele estará "em definitivo" numa das cabines do MetLife Stadium, em Nova Jersey, na final do Mundial. Espera que o Brasil chegue lá, mas evita previsões sobre Neymar e diz que apoia o técnico Carlo Ancelotti.
Depois de eternizar o "É tetra!" e o "É penta!", afirma que não faz ideia de como gritaria o "hexa". Ele diz que sai na hora. Se acontecer, será mais um viral na carreira de Galvão.
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