25 fevereiro, 2026

Negócio Fechado e 5 Fatos | CNN

 

• Ibovespa: -0,13% (191.247,46 pts.)
• S&P 500: +0,81% (6.946,13 pts.) 
• Nasdaq: +1,26% (23.152,08 pts.)
• Dow Jones: +0,63% (49.482,15 pts.) 
• Dólar: -0,60% (R$ 5,124)
• Euro: -0,36% (R$ 6,051)
• Petróleo Brent (abril): +0,15% (US$ 70,69)
• Ouro (abril): +0,97% (US$ 5.226,4) 


Contexto: O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (25) em queda, em meio ao movimento de realização de lucros após superar, pela primeira vez, a marca intradiária de 192 mil pontos. Ainda assim, o desempenho robusto das ações da Vale limitou as perdas do índice, em um dia também marcado pela repercussão de balanços corporativos e pelo cenário eleitoral doméstico.

O dólar, por sua vez, registrou forte recuo e fechou no menor nível desde 21 de maio de 2024, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana no exterior. O movimento também foi influenciado pela divulgação de nova pesquisa eleitoral no Brasil, que apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros pré-candidatos à Presidência.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street avançaram e alcançaram o maior patamar em duas semanas, impulsionados sobretudo pelo setor de tecnologia. As preocupações com custos e possíveis disrupções provocadas pela inteligência artificial perderam força diante do renovado otimismo com o potencial da tecnologia.

No mercado de commodities, o petróleo encerrou próximo da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores diante das negociações entre Estados Unidos e Irã, previstas para ocorrer em Genebra. Em discurso, o presidente Donald Trump afirmou buscar um acordo nuclear com o país persa, mas a ausência de detalhes sobre os termos mantém no radar o risco de escalada militar, o que sustenta os prêmios de risco da commodity.

Câmara dos Deputados aprova acordo Mercosul-UE



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado Federal.

Nessa terça-feira (24), o acordo foi aprovado pela representação brasileira no Parlasul (Parlamento do Mercosul). Após essa etapa, o acordo, então, passou a tramitar na forma de um projeto de decreto legislativo.

No plenário da Câmara, o texto contou com a relatoria de Marcos Pereira (Republicanos-SP). 

Em seu parecer, o relator reconhece que é possível que haja divergências comerciais e diferentes posições quanto ao cumprimento do acordo, mas que isso deve ser resolvido “pelo caminho do diálogo qualificado, com a boa vontade e o espírito de cooperação que se estende aos amigos e parceiros”.

O relator, entretanto, demonstrou preocupação com salvaguardas especiais para produtos agropecuários e agroindustriais. Assim, fez um apelo pela edição de norma específica para que a agropecuária brasileira tenha a necessária segurança nas atividades de exportação.


🏗️ Abrainc: fim da 6x1 encarecerá obras em 20% e afetará 5 milhões de famílias
💼 À CNN, relator diz que apontará caminhos para "equilibrar" fim da 6x1
💰 Ceron, do Tesouro, descarta pacote da Caixa para salvar BRB
🤝 Senado do Uruguai aprova por unanimidade acordo Mercosul-UE
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🛢️ EUA permitirão revenda de petróleo venezuelano a Cuba, diz Tesouro
Por Lucinda Pinto: Mercado de crédito dá sinais de preocupação



Segundo dados do Banco Central, a inadimplência de consumidores e empresas do mês de janeiro atingiu o nível mais elevado desde agosto de 2017. Lucinda Pinto, analista do CNN Money, comenta o cenário do mercado de crédito brasileiro.

🔗 Confira a análise completa aqui



Quinta-feira (26/02)

Brasil
8h - FGV 
divulga o IGP-M (fevereiro)
8h - FGV
 divulga a Sondagem do Comércio (fevereiro)
Sem horário definido - CNI 
divulga a Sondagem Indústria da Construção (janeiro)

Zona do Euro
7h - EC 
divulga o Indicador de Confiança na Economia (fevereiro)

Estados Unidos
10h30 - DoL 
divulga os Pedidos de auxílio desemprego (fevereiro)
13h - Fed 
divulga a Sondagem Industrial de Kansas City (fevereiro)

 
Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump fez o discurso do Estado da União, um evento anual em que o chefe de Estado americano delineia as prioridades do governo e reforça os feitos até o momento; no Supremo, ministros devem analisar hoje a decisão de Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos ilegais no serviço público; na Câmara, parlamentares aprovaram o PL Antifacção com votação simbólica que rejeitou mudanças do Senado e retomou substancialmente o texto inicialmente aprovado; no campo econômico, setores reforçaram sua reação à possibilidade de redução da jornada de trabalho e coordenam esforços para adiar a tramitação do tema no Congresso; em Minas Gerais, as buscas por sobreviventes continuam nas cidades de Juiz de Fora e Ubá após temporal deixar pelo menos 31 mortos. 

Discurso de Trump


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o discurso do Estado da União, um evento anual em que o chefe de Estado americano delineia as prioridades do governo e reforça os feitos até o momento. Durante a fala, ele fez um alerta importante ao Irã, afirmando que não permitirá que o país tenha armas nucleares. Além disso, chamou a Venezuela de "amiga e parceira". De toda forma, o maior foco do discurso foi a economia, em um momento conturbado para o governo Trump, em meio à queda na aprovação entre a população. O presidente americano discursou por mais de 1h40, quebrando o recorde de discurso do Estado da União mais longo desde pelo menos 1964 — superando o discurso de Bill Clinton em 2000, que detinha o recorde anterior.

Penduricalhos

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) devem analisar, hoje, a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos ilegais no serviço público. A sessão plenária está marcada para às 14h e tem o assunto como primeiro item da pauta. A decisão de Dino foi proferida em caráter liminar, ou seja, já está em vigor desde a publicação. Mas, agora, deve passar pelo referendo dos outros nove colegas, que podem manter a determinação, alterá-la ou derrubá-la. São necessários ao menos seis votos para formar maioria em uma direção. 

PL Antifacção


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (24), o PL Antifacção. O plenário, em votação simbólica, rejeitou mudanças do Senado e retomou substancialmente o texto inicialmente aprovado. O texto vai à sanção presidencial. O relator Guilherme Derrite (PP-SP) criticou as alterações feitas pelos senadores e apresentou parecer que propôs recompor o texto da Câmara. Isso ocorreu, por exemplo, no que se refere à divisão de bens e valores apreendidos. A proposta do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo reinseriu no texto o trecho que previa a divisão em partes iguais entre o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Estadual de Segurança Pública para ações que contarem com a cooperação entre as duas esferas.

Escala 6x1

Os setores da economia reforçaram nas últimas semanas sua reação à possibilidade de redução da jornada de trabalho e coordenam esforços para adiar a tramitação do tema no Congresso Nacional. A ideia é de que qualquer discussão fique para depois das eleições de 2026. Empresários acreditam que o apelo eleitoral do fim da escala 6x1 poderia empurrar a aprovação do tema no Congresso neste ano, sem o devido debate técnico. Desatrelada da corrida nas urnas, o destino da pauta seria diferente na avaliação destes executivos. O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, defendeu em entrevista à CNN Brasil que o debate aconteça de maneira tranquila, com um cronograma de audiências públicas com diferentes entidades de empregadores e empregados.

Chuvas em MG


As buscas por vítimas de deslizamentos continuam nas cidades mineiras de Juiz de Fora e Ubá após a forte chuva que atingiu a região na última segunda-feira. Até o momento foram contabilizadas 31 mortes e 208 resgates na Zona da Mata Mineira. Ao todo, 36 pessoas seguem desaparecidas. Segundo o CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais), o trabalho não vai parar. “Vamos atuar dentro do protocolo, respeitando os limites de segurança, mas empenhando as equipes, assim como já fizemos na última madrugada”, afirma o tenente Henrique Barcellos, em entrevista à Itatiaia. De acordo com o especialista Alexandre Nascimento, diretor da Nottus Meteorologia, em apenas quatro horas, choveu o volume que seria esperado para quatro dias inteiros.
Veja sobre o que as pessoas estão falando.
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