Bom dia, investidor, Confira os destaques desta sexta: - Trégua Israel-Líbano avança, mas petróleo segue em alta
- Confiança do consumidor americano deve se aproximar de mínima histórica
Trégua Israel-Líbano avança, mas petróleo segue em alta- Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas, em mais um capítulo de um conflito que já dura meses. A trégua reduz a probabilidade de uma escalada imediata via Hezbollah, o principal braço armado do Irã na fronteira norte de Israel. Negociadores americanos avaliam que o avanço no front libanês pode desobstruir as conversas mais amplas com Teerã. Autoridades iranianas chegaram a ameaçar abandonar as negociações com os EUA toda vez que Israel intensificava ataques no Líbano.
- No entanto, o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue sob pressão: o Irã vem usando bloqueio seletivo a navios, o que levou os EUA a anunciarem um bloqueio naval próprio na região. O Brent superou os US$ 105 em dias de maior escalada, chegando a ser negociado acima de US$ 106 com o mercado operando mais pelo risco geopolítico do que por fundamentos tradicionais de oferta e demanda. Analistas de bancos globais projetam que um fechamento pleno de Hormuz poderia levar o barril para a faixa de US$ 120 a US$ 130.
Confiança do consumidor americano deve se aproximar de mínima histórica- A Universidade de Michigan divulga hoje a leitura final do índice de confiança do consumidor de abril, e o mercado não espera boas notícias. O dado preliminar já havia surpreendido para baixo: 47,6 pontos, contra 53,3 em março e consenso de 52,5, uma queda de cerca de 11% em um único mês. A leitura de hoje deve confirmar esse patamar ou ficar próxima dele, sem espaço para reversão. O subíndice de expectativas recuou para 46,1 em abril, o menor nível desde 1980, sinalizando pessimismo das famílias americanas não apenas com o momento atual, mas com renda, emprego e condições futuras.
- O que torna o dado particularmente delicado para o Fed é a combinação de sentimento em queda com expectativas de inflação em alta. As projeções para os próximos 12 meses subiram para 4,8%, enquanto o horizonte de cinco anos ficou em 3,4%, ambas acima da meta de 2% do banco central americano. A pesquisa de Michigan é um dos principais termômetros do consumo das famílias, que responde por mais de dois terços do PIB dos EUA. Quando consumidores reduzem gastos e simultaneamente esperam inflação mais alta, o resultado é atividade econômica mais fraca com a manutenção na alta dos preços.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (23): - Dólar: +0,58%, a R$ 5,003
- B3 (Ibovespa): -0,78%, aos 191.378,44 pontos.
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