“Bolsas caem com pano de fundo no conflito do Oriente Médio”, informam as manchetes. Haja tom defensivo. Enquanto o Estreito de Ormuz segue cada vez mais truncado, sem decisões diante do impasse sobre a guerra, já viu: o preço do petróleo escala pelo quarto dia seguido e as Bolsas, coitadas, penam mundo afora. Segundo especialistas, esse “pano de fundo”, condicionado pela tensão geopolítica do Oriente Médio, reacende o debate sobre inflação e espaço para cortes de juros - cenário que parece notícia enguiçada, mas é o que temos para o momento. “Podia ser pior”, dizem analistas. “Vai piorar, esse pano de fundo tá cada vez mais encardido”, tiram onda os mais pessimistas. E assim, com essa sujeira no ar, tá difícil de respirar nas Bolsas, em estado de torpor e sufocamento. O que fazer com a carteira? Fomos atrás de fôlego e respostas, voltando com algum oxigênio, sem passar pano para nada. Eita, só de pensar nisso, minha rinite já ficou atacada.