Violência levou ao menos 900 mulheres por dia a unidades de saúde no país em 2025
[Folha de S. Paulo] Ao menos 900 meninas e mulheres foram atendidas diariamente em unidades de saúde de todo o Brasil no ano passado por terem sido vítimas de violência, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), colhidos pela Folha com ajuda do Ministério da Saúde. No total, foram 330 mil registros. Entre 2015 e 2025, as vítimas eram mulheres em 71% das notificações de violência interpessoal, que inclui violência física, psicológica e sexual. Unidades de saúde públicas e privadas identificaram um total de 2,3 milhões de casos no período. Os registros têm um perfil majoritário: são mulheres entre 20 e 49 anos, negras (pardas e pretas), que encerraram os estudos antes de completar o ensino médio, e foram agredidas pelo parceiro ou ex-parceiro íntimo dentro de casa. Também é provável que elas já tenham passado por atendimento médico devido à violência antes. Foto: Freepik. Mais » |
“Pega no laço”: violência contra mulher indígena no Brasil [Deutsche Welle] A expressão “pega no laço”, presente em narrativas familiares no Brasil, tem origem em práticas de captura e violência sexual contra mulheres indígenas durante a colonização, quando muitas foram forçadas a relações com homens brancos. Estudos genéticos com cerca de 2,7 mil brasileiros evidenciam uma miscigenação marcada por relações desiguais, frequentemente violentas, reforçando o caráter estrutural e histórico dessa violência, que atravessa gerações. Dados do SINAN indicam a permanência desse cenário: entre 2014 e 2023, os registros de violência contra mulheres indígenas cresceram 258%, com aumento de 297% nos casos de violência sexual, atingindo principalmente meninas e adolescentes. Mais » |
| [AzMina] Mulheres e candidatas LGBTQIAPN+ enfrentam violência política de gênero nas redes digitais, com ataques marcados por misoginia, racismo, transfobia e tentativas de silenciamento. Nas eleições municipais de 2024, segundo monitoramento do Instituto AzMina, mulheres representaram menos da metade das candidaturas, mas foram alvo de 51,1% dos comentários ofensivos em debates eleitorais online. Quase metade (48%) dos atendimentos a mulheres que chegaram ao Plantão Colmeia, do Instituto E Se Fosse Você?, envolve violência no ambiente virtual, geralmente dirigida a parlamentares ou lideranças ativistas. Nas eleições de 2022, mulheres LGBTQIAPN+ representavam apenas 2,1% das candidaturas, mas concentraram 30% dos casos registrados de violência política de gênero. Mais » |
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