24 abril, 2026

Agência Patrícia Galvão

 

Violência levou ao menos 900 mulheres por dia a unidades de saúde no país em 2025 
[Folha de S. Paulo] Ao menos 900 meninas e mulheres foram atendidas diariamente em unidades de saúde de todo o Brasil no ano passado por terem sido vítimas de violência, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), colhidos pela Folha com ajuda do Ministério da Saúde. No total, foram 330 mil registros. Entre 2015 e 2025, as vítimas eram mulheres em 71% das notificações de violência interpessoal, que inclui violência física, psicológica e sexual. Unidades de saúde públicas e privadas identificaram um total de 2,3 milhões de casos no período. Os registros têm um perfil majoritário: são mulheres entre 20 e 49 anos, negras (pardas e pretas), que encerraram os estudos antes de completar o ensino médio, e foram agredidas pelo parceiro ou ex-parceiro íntimo dentro de casa. Também é provável que elas já tenham passado por atendimento médico devido à violência antes. Foto: Freepik. Mais »

“Pega no laço”: violência contra mulher indígena no Brasil   
[Deutsche WelleA expressão “pega no laço”, presente em narrativas familiares no Brasil, tem origem em práticas de captura e violência sexual contra mulheres indígenas durante a colonização, quando muitas foram forçadas a relações com homens brancos. Estudos genéticos com cerca de 2,7 mil brasileiros evidenciam uma miscigenação marcada por relações desiguais, frequentemente violentas, reforçando o caráter estrutural e histórico dessa violência, que atravessa gerações. Dados do SINAN indicam a permanência desse cenário: entre 2014 e 2023, os registros de violência contra mulheres indígenas cresceram 258%, com aumento de 297% nos casos de violência sexual, atingindo principalmente meninas e adolescentes. Mais »

[AzMinaMulheres e candidatas LGBTQIAPN+ enfrentam violência política de gênero nas redes digitais, com ataques marcados por misoginia, racismo, transfobia e tentativas de silenciamento. Nas eleições municipais de 2024, segundo monitoramento do Instituto AzMina, mulheres representaram menos da metade das candidaturas, mas foram alvo de 51,1% dos comentários ofensivos em debates eleitorais online. Quase metade (48%) dos atendimentos a mulheres que chegaram ao Plantão Colmeia, do Instituto E Se Fosse Você?, envolve violência no ambiente virtual, geralmente dirigida a parlamentares ou lideranças ativistas. Nas eleições de 2022, mulheres LGBTQIAPN+ representavam apenas 2,1% das candidaturas, mas concentraram 30% dos casos registrados de violência política de gênero. Mais »

Outras Notícias    
Congresso considera tortura submeter mulher a sofrimento físico ou mental em casos de violência doméstica 

Projeto na Câmara quer punir uso da Justiça para perseguir mulheres 

RJ cria lei contra abuso a mulheres no transporte público; estado vai aplicar multa para assédio 

Como reagir ao assédio sexual: treinamento ensina 5 passos e alerta para omissão coletiva 

Feminismo de dados: como Unicamp ensina a combater preconceito em algoritmos de IA 

Debate sobre identidade de gênero pode prejudicar esforços globais para proteger populações vulneráveis vítimas de violência, por Jenna Norosky 

Precisamos falar sobre os piores sintomas da menopausa: desinformação e falta de diagnóstico, por Silvia Ruiz 

Agenda
f605397920ddfc798626.jpgAssociação de Pesquisa Iyaleta lança projeto “Ilera Egbé Dudu” em webinário sobre desigualdades raciais e saúde da população negra 
No próximo dia 30 de abril, às 18h30, o Laboratório de Justiça Reprodutiva e Saúde da Associação de Pesquisa Iyaleta realiza o webinário de lançamento do projeto Ilera Egbé Dudu, com transmissão pelo canal da organização no YouTube. A iniciativa integra o projeto Stride (Transformação estrutural contra o racismo, a desigualdade e a discriminação: cases em saúde global). A apresentação será conduzida pela coordenadora científica Andrêa Ferreira, com moderação da pesquisadora sênior Emanuelle Góes. Participam como convidadas: Heliana Hemetério dos Santos, conselheira do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Joilda Nery, diretora do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA) e Dandara Ramos, professora adjunta do ISC/UFBA, pesquisadora associada da Iyaleta e vice-presidenta da ABRASCO. Não perca! Mais »

Violência contra as Mulheres em Dados  

                                               
f605397920ddfc798626.jpg
Quase metade das brasileiras possui um diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum outro transtorno mental 
Lançada em outubro de 2023, a pesquisa “Esgotadas: o empobrecimento, sobrecarga de cuidado e o sofrimento psíquico das mulheres”, realizada pelo Think Olga, organização dedicada a sensibilizar a sociedade sobre questões de gênero e suas intersecções, revela que 7 em cada 10 pessoas diagnosticadas com depressão e ansiedade no Brasil são mulheres. O estudo foi conduzido online por meio de um questionário estruturado entre os dias 12 e 26 de maio de 2023 e apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Mais »

imagem