O presidente Donald Trump anunciou que Israel e Líbano concordaram em prorrogar por três semanas a trégua iniciada em 17 de abril. A decisão foi tomada após reuniões na Casa Branca com representantes dos dois países. Trump também afirmou não ter pressa em negociar um acordo com o Irã e descartou o uso de armas nucleares. Apesar do entendimento, ataques isolados continuam. O ministro da Defesa de Israel declarou que o país está preparado para retomar a guerra se necessário. No início das conversas, um foguete lançado pelo Hezbollah atingiu o norte de Israel, e o Líbano relatou tiros nas proximidades. "Atirar para matar" no Estreito de Hormuz Pouco antes de estender a trégua, Trump ordenou que a Marinha dos EUA "atire para matar" contra embarcações iranianas de pequeno porte que tentam colocar minas no Estreito de Hormuz — passagem por onde escoa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. Reportagem da Associated Press lembra que, nos anos 1980, durante a chamada "guerra dos petroleiros", os EUA escoltaram navios kuwaitianos para garantir o fluxo de petróleo. Replicar hoje aquela estratégia, contudo, é mais difícil. A tecnologia militar evoluiu, e a Guarda Revolucionária iraniana utiliza barcos pesqueiros armados com metralhadoras e lançadores de foguetes para assediar navios muito maiores. Nas últimas semanas, essas embarcações apreenderam dois cargueiros; vídeos mostram guardas abrindo fogo e embarcando nos navios com rifles. Especialistas alertam que, mesmo com escolta norte-americana, não está claro se armadores estrangeiros se sentiriam seguros, já que o Irã emprega drones, mísseis de curto alcance e lanchas rápidas para "fechar o estreito e manter a economia mundial refém". Otan, Espanha e tensões na aliança A Otan esclareceu não haver mecanismo para suspender um membro da aliança, depois que um email do Pentágono sugeriu punir a Espanha por não ceder bases à coalizão, conforme reportagem exclusiva da agência Reuters. Madri considerou a ameaça "ridícula". O portal Al Jazeera acrescentou que o email refletia frustração norte-americana com aliados considerados "covardes" e mencionava até uma possível reavaliação do apoio ao Reino Unido em relação às Falklands. A mesma emissora citou analistas que descrevem a presença de porta-aviões e navios de guerra no Golfo como preparação para retomar o conflito, apesar da trégua. Batalha de narrativas A Al Jazeera relatou que a Guarda Revolucionária exibe vídeos de navios apreendidos para reforçar sua propaganda, enquanto alguns analistas argumentam que o bloqueio norte-americano está asfixiando a economia iraniana. Lucros e confiança em queda Nomura: o banco japonês registrou lucro anual recorde apesar do conflito. A instituição expandiu as áreas de gestão de patrimônio e ativos alternativos para reduzir a dependência das receitas de mercado, segundo a Reuters. França: a confiança do consumidor caiu ao menor nível desde a invasão da Ucrânia, refletindo inflação e escassez de energia causadas pela guerra no Irã. Alemanha: o índice de confiança empresarial do Instituto Ifo recuou para 84,4 pontos, o nível mais baixo desde maio de 2020. Analistas alertam que a crise pode levar o país à recessão. Mercados e tecnologia Nasdaq 23h: a bolsa anunciou que ampliará o pregão para 23 horas por dia a partir de 6 de dezembro, permitindo negociações praticamente em tempo integral. Reclassificação da maconha: o governo Trump reclassificou produtos de maconha com licença estadual do Anexo I para o Anexo III da legislação federal, retirando-os da categoria de drogas de maior risco. Novas revelações no caso Epstein Uma investigação da BBC revelou que Jeffrey Epstein manteve em apartamentos em Londres jovens que abusava, mesmo depois de a polícia britânica ter ignorado denúncias iniciais. Documentos obtidos pela emissora — recibos e emails — mostram que ele alugou imóveis em Kensington e Chelsea e ordenava às vítimas que recrutassem outras meninas. As novas revelações reacendem as críticas à atuação da Polícia Metropolitana. Soldado norte-americano e apostas ilegais O soldado Gannon Ken Van Dyk, membro das forças especiais que participaram da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, foi preso. Investigadores alegam que ele usou informações confidenciais para apostar na plataforma Polymarket sobre a operação, investindo US$ 33 mil e lucrando US$ 409 mil. Van Dyk tentou apagar o histórico de apostas e alterar dados da exchange antes de ser detido. O caso reacendeu o debate sobre mercados de previsão e o uso de informações sigilosas. Outros assuntos "Inferno" indiano: a Al Jazeera noticiou que o Ministério das Relações Exteriores da Índia protestou depois que Trump compartilhou nas redes sociais um comentário que descrevia o país como "inferno". A chancelaria considerou a frase "desinformada" e ressaltou que ela não reflete a relação entre Índia e Estados Unidos. Animais e fake news: reportagem da Al Jazeera mostra o uso de vídeos com vítimas geradas por IA para justificar ataques ao Irã. Especialistas alertam para a manipulação de emoções em meio à guerra. Epidemia de previsões: reportagem da AP aponta que as ameaças de Trump ao Irã impulsionam mercados de apostas sobre eventos geopolíticos — algumas das plataformas são financiadas por seu filho. |