Brasil ainda patina na inovação![]() Olá! O Brasil continua patinando em inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). O fraco desempenho do país em inovação é resultado principalmente de problemas crônicos domésticos que desestimulam as empresas a investirem na criação de produtos e processos originais. A inteligência artificial pode representar um caminho para aumentar a presença feminina no mercado de tecnologia da informação e comunicação. Entretanto, segundo o pesquisador do HAI, David Levi, uma das preocupações é a possibilidade de que jovens, em particular, passem a ter menos capacidade de pensarem criticamente. Confira mais aqui. Hoje, pesquisas do Google indicam que 82% dos brasileiros já utilizam ferramentas de IA , o que coloca o país na quarta posição global em adoção. O uso se concentra principalmente em tarefas pessoais (71%), mas também avança no ambiente profissional (41%). Com essas e outras reflexões, acomode-se e aproveite a leitura! Juro alto e crescimento baixo dificultam a inovaçãoEm um momento que a incorporação da inteligência artificial em todas as áreas promete gerar transformações profundas na atividade econômica, com ganhos significativos na produtividade e rentabilidade das empresas, o Brasil arrisca perder novamente o bonde do desenvolvimento. O investimento em P&D é essencial para que uma empresa incorpore uma nova tecnologia em seu sistema produtivo ou para renovar seus produtos - tanto pela inovação pioneira quanto pela imitação seguidora. De acordo com a mais recente Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do IBGE, em 2024, a taxa de inovação das empresas industriais com 100 ou mais pessoas ocupadas no Brasil foi de 64,4%, terceira queda consecutiva e a menor taxa desde 2021, quando estava em 70,5%. Essa queda coincide com um período de forte elevação da taxa Selic, que saiu de 2% em dezembro de 2020 no auge da pandemia de covid-19, para 7,75% no fim de 2021 e 13,75% no fim de 2022, o que desestimulou o investimento das empresas. Confira mais informações. Expira moratória que impede tarifa sobre serviços digitais entre paísesA 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) terminou sem entendimento entre os países sobre o prazo da prorrogação da moratória no comércio eletrônico. Houve um impasse entre o desejo dos EUA de estender a moratória sobre comércio eletrônico por no mínimo cinco anos e a proposta do Brasil de prorrogar por apenas dois anos, até a próxima conferência bianual da OMC. É a primeira vez que essa moratória fica inativa desde 1998, segundo fontes consultadas pelo Valor. A rede de organizações da sociedade civil Our Wolrd Is Not For Sale (Nosso Mundo Não Está à Venda) culpou os EUA pelo colapso da reunião no último dia. Já o governo americano reagiu duramente ao impasse que resultou no fiasco da conferência. O principal representante comercial, Jamieson Greer, afirmou estar “decepcionado com a falta de seriedade de muitos membros” da entidade, sem mencionar nomes. Segundo o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional (ICC) do Reino Unido, Chris Southworth, "todos saíram de mãos vazias da OMC". Sistema pode ampliar presença feminina na área de tecnologiaA quarta edição do estudo W-Tech, do Observatório Softex, apontou um crescimento da participação de mulheres nas matrículas em cursos de IA: passou de 16,9%, em 2020, para 19,9%, em 2023. Além do aumento, também em 2023, 29,8% dos diplomas de IA foram obtidos por elas, proporção superior à média global (22%) e acima do observado nos demais cursos de TI (17,8%). Os dados são animadores e indicam que a maior formação em IA poderia, em tese, ampliar o número de mulheres no setor, algo necessário, visto que elas somam apenas 89,7 mil dos 470 mil profissionais atuando em TI em 2025, de acordo com dados da Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro –, responsável pelo estudo. Leia mais aqui. Para pesquisador, IA é essencial, mas traz riscosPesquisadores dedicados à inteligência artificial na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, olham para o futuro da tecnologia como uma chave para que estudantes, profissionais, cientistas e executivos passem a desempenhar tarefas que até então seria impossível de serem feitas individualmente. Apesar do otimismo, os pesquisadores do Institute for Human-Centred Artificial Intelligence (HAI) também estão atentos aos riscos criados pelo uso crescente e inevitável de ferramentas com IA. Segundo o pesquisador do HAI, David Levi, uma das preocupações é a possibilidade de que jovens, em particular, passem a ter menos capacidade de pensarem criticamente. Confira mais aqui. Cade mantém multa ao WhatsApp por descumprimento de medidaA Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) manteve a autuação imposta ao WhatsApp, controlado pela Meta, por descumprimento de medida preventiva aplicada pelo órgão antitruste. A infração refere-se ao uso de IA por concorrentes na plataforma. Foi mantida incidência de multa diária de R$ 250 mil até a comprovação do cumprimento da preventiva. O Tribunal determinou no começo do mês que o WhatsApp deveria permitir que chatbots de IA (assistentes virtuais com inteligência artificial) voltassem a usar a plataforma, impedindo a aplicação dos novos termos de uso de IA. Entenda melhor aqui. Próxima etapa da IA será executar ações, não só recomendar, diz diretor do GoogleA adoção de inteligência artificial já deixou de ser uma tendência restrita a nichos e passou a reconfigurar o comportamento do consumidor brasileiro. Pesquisas do Google indicam que 82% dos brasileiros já utilizam ferramentas de IA , o que coloca o país na quarta posição global em adoção. O uso se concentra principalmente em tarefas pessoais (71%), mas também avança no ambiente profissional (41%). O avanço da tecnologia tem impacto direto na dinâmica de consumo. “As pessoas não buscam mais produtos, mas resoluções”, afirmou o diretor de negócios no Google, Marco Bebiano. Nesse contexto, a IA amplia e reorganiza a jornada de compra, com 57% dos brasileiros já utilizando a tecnologia em alguma etapa, seja para descobrir opções, comparar alternativas ou validar decisões. Gostou dos temas?Compartilhe a publicação com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. 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