03 fevereiro, 2026

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"... é... tem filho de pobre virando doutor..."






















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Mais empregos, mais renda, mais Brasil 
















( ... justifica que nem todos os candidatos terão o mesmo espaço...
Primeiro, qual político tem uma Vida que mereça um enredo Digno?
Dopo, "rachadinho zero um" já foi em vários programas de TV, até de fofocas... quem mais foi chamado??? e o espaço igual para todos???
"daspiores" anda falando muito ainda com as goiabas ou pegando muita carona do avião do titio...)

( ... "linguaruda" $ público para igreja pode???
Detalhe: a Escola de Samba que vai homenagear Lula, recebeu $1 milhão  de verbas públicas, como TODAS as Escolas do RJ...)






Apenas 29 deputados, todos de direita e extrema direita, VOTARAM CONTRA O VALE-GÁS para o povo brasileiro de baixa renda.

Segue a lista do chorume que votou contra:

Adriana Ventura (NOVO-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Daniel Freitas (PL-SC)
Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Eros Biondini (PL-MG)
Geovania de Sá (PSDB-SC)
Gilson Marques (NOVO-SC)
Guilherme Derrite (PP-SP)
Julia Zanatta (PL-SC)
Junio Amaral (PL-MG)
Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)
Luiz Lima (NOVO-RJ)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
Marcos Pollon (PL-MS)
Mario Frias (PL-SP)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (UNIÃO-RR)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (NOVO-SP)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Sanderson (PL-RS)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Tião Medeiros (PP-PR)
Zé Trovão (PL-SC)






















A morte brutal do cão Orelha, na Praia Brava, Florianópolis (SC), reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal — uma bandeira levantada por setores da sociedade que veem no ECA uma suposta “impunidade” para adolescentes infratores.

No entanto, o caso expõe que o problema não está na idade, mas na seletividade de classe: quando os autores pertencem à elite, as respostas institucionais tendem a ser mais lentas, cautelosas e lenientes, independentemente da lei atual.

Orelha, um cão comunitário de cerca de 10 anos, dócil e querido pelos moradores, foi espancado com pauladas na cabeça no dia 4 de janeiro. Encontrado agonizando, sofreu fraturas graves na mandíbula e maxilar, precisando ser eutanasiado no dia seguinte.

A Polícia Civil investiga quatro adolescentes como suspeitos de maus-tratos com resultado morte. Dois deles foram enviados para viagem aos EUA (incluindo Disney) logo após o ocorrido, retornando só no fim de janeiro, quando buscas em celulares foram cumpridas no aeroporto.

Três adultos — pais e um tio — foram indiciados por coação a testemunha, após um porteiro de condomínio recuar em depoimentos. Vídeos diretos da agressão não foram localizados, apesar de análises de câmeras.

A delegada, em entrevista ao Fantástico, adotou tom evasivo ao citar falta de imagens diretas, contrastando com indícios de depoimentos e registros indiretos.

A morosidade inicial e o envio rápido dos jovens ao exterior geraram suspeitas de proteção.

O episódio lembra o estupro coletivo de 2010 em Florianópolis, por adolescentes de famílias ricas. Um deles declarou: “Eu como quem eu quero”. O crime veio à tona tardiamente, e a punição — anos depois — resumiu-se a cestas básicas, quando os envolvidos já eram adultos. Padrão recorrente: autores de elite recebem tratamento mais brando.

Se fossem jovens pobres, indiciamento rápido, prisão preventiva e pressão midiática seriam prováveis. A lei é a mesma, mas a aplicação varia pelo status social.

O Brasil já conta com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas individualizadas — advertência, reparação de danos, serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação —, priorizando educação e reinserção.

Para privilegiados, porém, advogados caros e redes de influência tornam essas medidas ainda mais suaves na prática.A morte de Orelha é a ponta de um fio que a sociedade deve puxar: a impunidade estrutural para os poderosos e a desumanização que pode escalar.

Enquanto a elite teme expor privilégios, o debate fica nas redes.

Justiça por Orelha exige questionar por que leis iguais no papel são aplicadas de forma tão desigual. Puxar esse fio incomoda quem está no topo, mas é essencial para um Brasil mais justo — para humanos e animais.



O Diabo Veste Prada 2: Estreia em maio de 2026


Há menos de um mês , quatro jovens trabalhadores – migrantes pobres vindos de outros estados em busca de oportunidade – foram sequestrados, executados e jogados numa vala clandestina em Santa Catarina, num crime que escancara o desprezo local pela vida de quem chega “de fora” para servir ao turismo e à construção civil. Seus nomes mal circularam na imprensa, não viraram hashtag, não suscitaram correntes de oração nem mobilizações emocionadas de artistas, empresários e influenciadores. Já a morte do cão comunitário Orelha, embora brutal e juridicamente relevante, ganhou contornos de catarse coletiva: vigílias, campanhas, promessas de “justiça exemplar” e uma súbita sensibilidade animalista que parece inexistir quando as vítimas são rapazes pardos, pobres e sem sobrenome ilustre. Esse contraste obsceno – luto público por um cachorro e indiferença por quatro trabalhadores enterrados como lixo – é a chave para entender a escala de empatia invertida que estrutura o imaginário catarinense e condiciona a própria atuação policial.

Florianópolis voltou ao noticiário, desta vez não apenas pela morte brutal do cão comunitário Orelha, mas pela forma como o delegado‑geral da Polícia Civil resolveu transformar o caso em palanque ideológico e vitrine pessoal. 

Enquanto o inquérito sobre as mortes dos quatro rapazes migrantes era enterrado numa gaveta de repartição , empurrados para a conta genérica das facções e da “violência urbana”, o chefe de polícia preferiu latir nas redes sociais em defesa de um suposto “estado de direita” ofendido pela esquerda, como se o papel institucional de sua cadeira fosse agradar a plateia fascistóide da vez.

O caso Orelha e o delegado‑influencer 

A morte de Orelha, espancado e arrastado por adolescentes na Praia Brava, comoveu o país e virou símbolo da barbárie cotidiana que costuma ficar restrita às periferias.  Era a chance de a Polícia Civil catarinense demonstrar profissionalismo, transparência e empatia, investigando maus‑tratos contra animal com a mesma seriedade que deveria dispensar a qualquer crime violento.

Em vez disso, o delegado‑geral Ulisses Gabriel resolveu usar o microfone institucional para atacar “a esquerda”, acusá‑la de hipocrisia e sugerir que as críticas à condução do caso seriam parte de um complô ideológico contra o “estado de direita” de Santa Catarina, como noticiado por diversos veículos.

Não se viu um gestor republicano, cioso da impessoalidade e da moderação que seu cargo exige; viu‑se um militante digital fantasiado de autoridade policial, reproduzindo o linguajar das bolhas bolsonaristas: quem critica a polícia é “esquerdista”, “defensor de bandido” e, por tabela, inimigo da ordem. 

Quando a chefia de polícia compra essa narrativa e a repete de gravata e brasão ao fundo, a mensagem é cristalina: a corporação tem lado, e não é o da Constituição.

O paralelo incômodo: um cão e quatro rapazes na vala 

Poucos dias antes, quatro trabalhadores – vindos de Minas e São Paulo em busca de emprego – haviam sido sequestrados, executados e enterrados em cemitério clandestino em Biguaçu, num enredo que mistura disputa de facção, racismo territorial e a velha promiscuidade entre crime e Estado que há anos corrói Santa Catarina. 

No texto já publicado neste blog, lembrou‑se que o estado que se imagina “Europa tropical” trata o migrante interno como invasor, suspeito por sotaque, CEP e cor de pele, empurrado para a vala comum física e simbólica.

A reação institucional às duas tragédias revela um traço perturbador do espírito público catarinense. Para os quatro rapazes, a narrativa pronta: “coisa de facção”, “cemitério do crime”, “revanchismo”; uma explicação confortável que dispensa a pergunta mais óbvia : quem controla o território, quem permitiu que o cemitério clandestino brotasse ali, quem faz vista grossa? 

Já para o cão comunitário, a comoção foi instantânea, a mobilização policial exemplar, coletiva, midiática; operações rápidas, entrevistas, reconstruções em vídeo, promessas de rigor extremo.

Não se trata de diminuir a gravidade da crueldade contra Orelha – crime grave, que merece rechaço e punição.  O problema é outro: a escala de empatia torcida, na qual quatro jovens trabalhadores valem menos que um cão, e onde a polícia se mostra muito mais à vontade para afirmar sua autoridade quando a vítima é um animal que não questiona privilégio nem revela a estrutura racista e classista da “Europa catarinense”.

O cãozinho da extrema-direita 

Nesse cenário, o delegado‑geral comporta‑se como cãozinho de estimação da extrema‑direita: fareja o vento das redes, abana o rabo para a manada bolsonarista, late contra “a esquerda” e, no fim, deita-se aos pés de quem realmente manda no pedaço :  a aliança informal entre elite branca, política profissional e “empreendedores” do crime organizado. 

Ao reduzir a crítica legítima à atuação policial a uma suposta conspiração ideológica, ele presta o serviço perfeito ao fascismo tropical: transforma qualquer cobrança por investigação séria, por controle externo ou por responsabilização de agentes públicos em prova de “marxismo cultural” e “ataque ao estado de direito”.

A lógica é simples e funcional. Quando o alvo é o adolescente que torturou o cachorro, vale a teatralidade punitivista: mandados, coletivas, vídeos, frases de efeito. 

Para inglês ver!

Com um cuidado incomum com a preservação da identidade e imagem do “animais racionais” !

Quando o assunto é vala clandestina com cadáver de migrante, promiscuidade entre facção e Estado ou racismo institucional da polícia, aí a palavra de ordem volta a ser “prudência”, “não politizar”, “deixar a polícia trabalhar”. 

O delegado‑geral assume, assim, o papel de mascote ideológico: serve de voz dócil para o projeto que quer polícia forte para pobres e dócil para poderosos.

Um Estado que escolhe quem merece luto 

O contraste entre a reação à morte de Orelha e o silêncio burocrático em torno dos quatro rapazes diz mais sobre Santa Catarina do que qualquer propaganda turística com mar azul e gente loira de olho claro. 

Ali, parte expressiva da sociedade chora um cão, mas normaliza a execução de trabalhadores migrantes; exige punição exemplar – sem prisão e exposição – para jovens que maltratam animais, mas relativiza a responsabilidade de quem permite cemitério clandestino, quem lucra com a exploração turística e quem alimenta um separatismo envergonhado, travestido de “orgulho catarinense”.

Quando o chefe da Polícia Civil prefere agradar esse público – chamando de “estado de direita” um território que empurra brasileiros mestiços para a vala e trata migrante interno como intruso – ele não apenas viola princípios constitucionais de impessoalidade e moralidade. 

Ele legitima um projeto de país em que vidas humanas têm cotação variável: valem mais quanto mais parecidas com o retrato idealizado do catarinense padrão e valem menos quanto mais se aproximam do Brasil real que a elite local prefere manter à distância.

Investigação de fora para dentro 

Frente a esse quadro – vala clandestina, racismo institucional, delegados‑influencers ajoelhados diante da extrema‑direita – insistir apenas em “deixar a polícia trabalhar” é ingenuidade ou má-fé. 

Como já se defendeu aqui, Santa Catarina precisa ser investigada de fora para dentro: federalizar casos emblemáticos, submeter a polícia local a controles externos efetivos, romper a confraria que protege fardas, togas e cargos de confiança enquanto corpos desaparecem nos fundos de Biguaçu.

O caso Orelha e a morte dos quatro trabalhadores expõem o mesmo buraco moral: um Estado que escolhe quem merece luto e quem merece vala; uma polícia que, na boca de seu delegado‑geral, se assume “de direita” e se oferece como cão de guarda da extrema‑direita fascista; e uma sociedade que parece sentir mais dor por um cão do que pelos brasileiros que ousam cruzar a ponte rumo à “ilha da magia”.







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