06 março, 2026

Agência Patrícia Galvão

 


05 de março de 2026

 

Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estuprada, revela pesquisa do Instituto Patrícia Galvão 
[Agência Brasil] O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva. Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter "muito medo de ser vítimas de um estupro". Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025. Além das que declararam ter muito medo, 15% disseram ter "um pouco de medo", o que significa um total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de temor da violência sexual. Em dois grupos, a proporção das que sentem "muito medo" é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil. Mais »

Metade dos feminicídios ocorre em cidades com até 100 mil habitantes, onde só 5% têm delegacia da mulher 
[Folha de S. Paulo Metade dos feminicídios registrados no Brasil em 2024 ocorreu em cidades com até 100 mil habitantes — municípios que concentram 41% da população feminina do país. A taxa nessas localidades foi de 1,7 morte por 100 mil mulheres, superior à registrada em cidades médias (1,2) e grandes (1,1), segundo o relatório Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado na quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O cenário nacional mostra que a violência letal contra mulheres segue alta. Em 2025, o país registrou 1.568 vítimas de feminicídio, uma taxa de 1,43 morte por 100 mil mulheres, crescimento de 4,7% em relação a 2024 e de 14,5% no comparativo com 2021. Mais »

[g1As principais vítimas de estupro coletivo contra menores são meninas adolescentes, vulneráveis socioeconomicamente ou com histórico de traumas, explica o professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC Danilo Baltieri, que já atendeu a mais de mil agressores sexuais em 30 anos. Além disso, a relação entre agressores e vítimas desses casos é geralmente próxima. A subnotificação torna difícil quantificar com precisão a prevalência do estupro coletivo contra menores, mas pesquisas apontam que esse tipo de crime representa uma parcela considerável dos casos de violência sexual grave: estima-se que mais de 370 milhões de meninas e mulheres vivas em todo o mundo tenham sido vítimas de estupro ou abuso sexual antes dos 18 anos, o que representa uma em cada oito. Mais »

Outras Notícias    
62,6% das vítimas de feminicídio no Brasil são negras

Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais 

Feminicídio recorde e o desafio de fazer a proteção chegar a todas as mulheres, por Samira Bueno 

Estupro coletivo: ‘O não dela é muito precioso e importa’, por Paula Guimarães 

Quem protege as crianças contra a violência sexual?, por Priscilla Bacalhau 

Maria da Penha pede rede direta de apoio para mulheres do interior 

Violência política de gênero: Conceito, história e marco legal no Brasil, por Gustavo Bottós de Paula 

Hackeando a política: feminismos hackers que constroem tecnologia pública 

Mulheres que não desejam ter filhos ainda sofrem com o preconceito 

Prefeitura de SP perde recurso e terá que reabrir aborto legal no Cachoeirinha 

União Europeia amplia fundos para garantir acesso ao aborto seguro após campanha cidadã 

Brumadinho: Mulheres negras são maioria entre os atingidos e ainda vivem em insegurança alimentar sete anos após rompimento de barragem 

Agenda
f605397920ddfc798626.jpgCEPODD Saber debate ADPF 1207 e os desafios da enfermagem no cuidado ao abortamento 
O Coletivo de Enfermagem, Parteiras e Obstetrizes pelo Direito de Decidir (CEPODD) realiza, no próximo dia 9 de março, às 20h, mais uma edição do projeto CEPODD Saber, com o tema "ADPF 1207: desafios da enfermagem no cuidado ao abortamento, caminhos para o fortalecimento de direitos e autonomia profissional". O encontro propõe um diálogo sobre o que é uma ADPF e por que esse instrumento jurídico é fundamental para questionar a criminalização que impacta as equipes de saúde no cuidado ao abortamento. A atividade ainda abordará a dimensão política da saúde pública, a defesa das trabalhadoras da saúde e a promoção dos direitos reprodutivos como parte da construção de uma sociedade mais justa. Não perca! Mais »

Violência contra as Mulheres em Dados  

                                               
f605397920ddfc798626.jpg
8 em cada 10 vítimas de estupro no Brasil não buscaram atendimento após a violência 
A pesquisa de opinião Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro mapeou as percepções, experiências e conhecimentos da população brasileira sobre a prática do estupro, com foco no direito de meninas e mulheres ao aborto legal e seguro. Pesquisa quantitativa digital com questionário de autopreenchimento e com amostra não ponderada de 1.200 entrevistas com homens e mulheres de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. Período de campo: de 11 a 25 de julho de 2025. Margem de erro: 2,8 p.p. As perguntas cujas somas dos percentuais não totalizam 100% são decorrentes de arredondamentos ou de respostas múltiplas. Mais »

imagem