| |||
| Isenção de IR é atrativo de LCIs e LCAs, mas como funciona o investimento? | |||||||||
Fernando Barbosa | |||||||||
A isenção de Imposto de Renda para determinados ativos do mercado financeiro acaba atraindo muitos investidores que buscam aumentar a rentabilidade da carteira. Entre as opções que oferecem esse incentivo surgem as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). De acordo com dados da B3 até o mês de junho, 1,9 milhão de pessoas eram investidores de LCIs, com um saldo de R$ 356,9 bilhões. No caso das LCAs, foram contabilizados 1,8 milhões de CPFs, resultando em um saldo de 469,8 bilhões. Mas como funcionam esses investimentos? Quais os riscos? O que observar antes de fazer aportes? Veja abaixo. Como funcionam as LCIs e LCAs? Títulos funcionam como forma de financiar empresas. As LCIs e LCAs são investimentos de renda fixa emitidos por instituições financeiras com lastro em créditos imobiliários e do agronegócio. Ao investir nesses ativos, o investidor empresta seu dinheiro ao banco, que, por sua vez, usa esses recursos para financiar operadores no setor imobiliário (caso das LCIs) ou do agronegócio (para as LCAs). Empreendimentos imobiliários e agrícolas. O dinheiro de investidores alocados em LCIs é empregado pelo segmento imobiliário para iniciativas como a compra, a construção ou reforma de imóveis. Por outro lado, o foco das LCAs são as atividades agrícolas, como a compra de insumos (sementes, fertilizantes ou defensivos), aquisição de máquinas e equipamentos, construção de agroindústrias, investimentos em sistemas de transporte e armazenamento ou em tecnologia. Investidor recebe em troca juros pré ou pós-fixados. Se a opção for por títulos prefixados, é possível saber quanto aquele dinheiro vai render pelo tempo que permanecer investido, uma vez que essa taxa é fixa. Na modalidade pós-fixada, porém, a rentabilidade segue um índice de referência, como o CDI, o que pode resultar em oscilação dos ganhos ao longo do tempo. Considerando a isenção tributária, é comum que as LCIs e LCAs pós-fixadas ofereçam um retorno próximo ou superior ao CDI, diz Gianluca Di Mattina, especialista em investimentos da Hike Capital. Valor mínimo para investir é de R$ 100. Mas esse patamar pode variar entre diferentes bancos e corretoras, chegando a até R$ 1.000. Retorno líquido varia entre 10,80% a 12%. Isso para os prefixados. No caso dos títulos pós-fixados, os prêmios vão de 90% a 95% do CDI. É importante considerar o montante pago com impostos para fazer uma comparação adequada com outras opções disponíveis no mercado, como CDBs e investimentos do Tesouro Direto. Quais os benefícios e riscos das letras de crédito? É importante observar a liquidez. Ou seja, quando os recursos estarão disponíveis para o investidor. De maneira geral, quem investe só pode resgatar o dinheiro na data de vencimento, afirma Fabrício Silvestre, analista de renda fixa da Levante Inside Corp. Contudo, há exceções. O prazo para o dinheiro permanecer investido pode variar entre nove meses e três anos. Banco Central alterou as normas dos investimentos. Até o início de 2024, as LCIs e LCAs tinham um prazo de carência de 90 dias para terem liquidez diária. Uma resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) fixou esse prazo em nove meses. Por isso, vale fazer um planejamento para não precisar do dinheiro de forma emergencial. LCIs e LCAs têm cobertura do FGC. O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que atua na proteção dos investidores. Em caso da "quebra" do banco responsável pela emissão dos papéis, o FGC cobre R$ 250 mil por instituição financeira, chegando ao valor máximo de R$ 1 milhão no total. Títulos são indicados para diferentes perfis de risco. Di Mattina, da Hike Capital, ressalta justamente o tempo de carência e a baixa liquidez desses ativos como fatores atrativos para perfis conservadores e moderados. "São para perfis que buscam mais segurança e previsibilidade nos investimentos", afirma. Já Silvestre, da Levante, diz que a garantia do FGC qualifica as letras de crédito para investidores conservadores. "Mas isso não elimina a possibilidade de alguma alocação de menor risco para perfis mais arrojados, até para manter um portfólio de investimento equilibrado", afirma. Risco de crédito é da instituição financeira. Portanto, os investidores devem ter atenção à qualidade de crédito de bancos e plataformas onde o investimento será feito, e não das empresas do agro e imobiliárias que buscam esses recursos mais tarde para financiar suas atividades.
|
| |||
| Bloqueio de R$ 5 bi no orçamento e ajustes nos gastos em destaque hoje |
Diogo Rodriguez |
Bom dia, investidores, Veja quais são os destaques desta sexta (22):
Haddad anuncia bloqueio de R$ 5 bilhões no Orçamento
Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas sai hoje
Estados Unidos divulgam o PMI
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (21):
Queremos ouvir vocêTem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br |
| |||
| Sob risco de impasse, COP29 pede R$ 1,3 tri por ano para países mais pobres | |||
A presidência da COP29, que ocorre em Baku, no Azerbaijão, publicou nesta sexta, último dia de reunião, uma minuta de declaração final. O texto "decide" o aporte de R$ 250 bilhões por ano pelos países ricos nos países em desenvolvimento, "pede" a elevação desse valor para US$ 1,3 trilhão e "convida" países como a China e a Arábia Saudita a realizarem contribuições adicionais. É a primeira vez que cifras são postas na mesa de negociação. Os negociadores agora devem se manifestar sobre a proposta, mas há profundas divisões entre as posições das nações ricas e dos países em desenvolvimento. Analistas e participantes do encontro têm expressado a preocupação de que o encontro termine sem avanços. Derrota de TrumpMatt Gaetz, ex-deputado pela Flórida indicado por Donald Trump para o cargo de procurador-geral, decidiu "retirar seu nome" do processo de aprovação pelo Senado. Para o seu lugar, Trump indicou Pam Bondi, ex-procuradora da Flórida. Segundo o jornal New York Times, Gaez disse a aliados ter percebido que seria vetado por pelo menos quatro senadores republicanos, incluindo o líder Mitch McConnell. Defensor incondicional de Trump, Gaetz é acusado de assédio sexual e uso de drogas. Uma investigação interna da Câmara dos Representantes sobre as alegações foi arquivada na semana passada após renúncia de Gaetz ao cargo de deputado. Outros dois indicados por Trump para o ministério também são acusados de assédio sexual: o ex-apresentador da Fox News Pete Hegseth (Defesa) e Robert Kennedy Jr (Saúde). Hegseth nega as acusações, Kennedy diz que não se lembra.
A arma secreta da RússiaPutin confirmou nessa quinta-feira o disparo de um novo tipo de míssil balístico hipersônico chamado "Oreshnik", em sua "configuração desnuclearizada", contra "um local do complexo militar-industrial ucraniano". Segundo Putin, o ataque foi uma resposta aos bombardeios ucranianos com mísseis de longo alcance americanos e britânicos. Ontem, o governo da Ucrânia chegou a afirmar que o país havia sido alvo de um míssil balístico intercontinental, uma arma associada à ameaça nuclear durante a Guerra Fria, e que nunca havia sido usada em conflito até então. A afirmação, porém, foi rapidamente desmentida por fontes militares americanas que, segundo Putin, foram avisadas sobre o ataque com meia hora de antecedência. União Europeia x NetanyahuO chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, disse que a ordem de prisão contra o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, emitida pelo Tribunal Penal Internacional, deve ser cumprida por todos os países do bloco. "Essa decisão é vinculativa e todos os Estados-membros no estatuto do tribunal, incluindo todos os membros da União Europeia, devem implementar esta decisão do tribunal". Além de Netanyahu, o TPI ordenou a prisão do ex-ministro da Defesa de Israel, Yoal Gallant, e do chefe militar do Hamas, Mohammed Deif, que Israel diz ter matado em agosto. Netanyahu classifou a decisão do TPI de "antissemita". O Hamas não comentou o pedido de prisão de Deif, mas afirmou que a decisão corrige "injustiças históricas" contra o povo palestino. Fernández convocado a deporA Justiça argentina convocou o ex-presidente Alberto Fernández a depor sobre as acusações de violência contra sua ex-companheira Fabiola Yañez. Segundo o juiz do caso, a investigação reuniu "elementos de convicção suficientes" para a convocação. Fernandez é suspeito de ter causado lesões à Fabiola Yáñez em pelo menos duas ocasiões. Desde então, "a violência psicológica e física teria se tornado recorrente", diz o texto. O ex-presidente, de 65 anos, negou todas as acusações. "A verdade dos fatos é outra", sustentou por meio das redes sociais. Uruguai vai às urnasOs uruguaios vão às urnas no segundo turno da eleição presidencial neste domingo com a disputa entre o governistas de centro-direita, Álvaro Delgado, e o candidato de esquerda, Yamandu Orsi, tecnicamente empatada. Orsi, que liderou a apuração no primeiro-turno, tem 51,8% das intenções de voto. Delgado, 48,2%. A pesquisa do instituto CB tem margem de erro de 3,1%. |




