A nova (e atrasada) era da Apple na IA: Tim Cook deixará o cargo de CEO em 1º de setembro para assumir como presidente executivo, transferindo o comando a John Ternus, atual chefe de hardware. Cook deixa um legado administrativo imbatível: quadruplicou a receita e levou a Apple a um valor de mercado de US$ 4 trilhões. No entanto, de acordo com analistas ouvidos pela CNN e pelo Wall Street Journal, ele entrega a empresa em uma posição estrategicamente precária por ter assistido das arquibancadas à explosão da inteligência artificial. A escolha de Ternus, dizem as análises, não é por acaso: é um sinal de que a Apple tentará correr atrás do prejuízo apostando suas fichas na inovação de hardware. O desafio do novo CEO será provar que seus aparelhos premium são capazes de dominar a experiência de IA, evitando que a Apple seja reduzida a uma mera vitrine para a tecnologia de seus concorrentes. Investigação criminal contra o ChatGPT: Na Flórida, o procurador-geral abriu uma investigação criminal inédita contra a OpenAI. A medida veio após indícios de que o ChatGPT aconselhou o atirador responsável por um ataque mortal na Universidade Estadual da Flórida, fornecendo orientações sobre armas, munições e os melhores horários e locais no campus para atingir mais pessoas. China aperta o controle sobre startups de IA voltadas ao Ocidente: Pequim intensifica o controle sobre startups de IA do país que tentam se desvincular de suas origens chinesas para buscar capital e mercado no Ocidente. Os fundadores da Manus AI, recentemente comprada pela Meta, foram proibidos de deixar a China durante uma investigação. A MiroMind também enfrenta pressão para não transferir seu talento de pesquisa para fora do país. Reportagem do Wall Street Journal. Vigilância extrema na Meta: Reportagem da agência Reuters a partir de documentos internos revelam que a Meta passará a monitorar movimentos de mouse e toques no teclado de seus funcionários. O objetivo é gerar dados de treinamento para modelos de inteligência artificial dentro da iniciativa "Agent Transformation Accelerator", voltada à criação de agentes capazes de operar computadores de forma autônoma. A revolta contra a IA e a proposta de um "dividendo universal": O episódio mais recente do podcast The Ezra Klein Show, no New York Times, expôs a ascensão do chamado "populismo da IA", a ideia de que a inteligência artificial não é apenas uma tecnologia, mas um projeto político de elite imposto à sociedade. A insatisfação já transbordou para a violência. Sam Altman, cofundador da OpenAI, foi alvo recente de dois ataques, incluindo tiros contra sua porta e um coquetel Molotov lançado contra sua casa — episódios que chegaram a ser celebrados por parte da internet. Com o temor de que a IA tenha sido desenhada para substituir a mão de obra humana, ganha força a proposta de um "dividendo de IA". Defendida pelo deputado Alex Bores — alvo de campanhas milionárias de difamação financiadas por executivos da OpenAI e da Palantir para sufocar qualquer tentativa de regulação —, a ideia funcionaria como uma rede de proteção para a sociedade. Se a automação em larga escala se concretizar, a população receberia uma renda básica universal financiada por "impostos sobre tokens", cobrados sobre o uso comercial da IA em substituição ao trabalho humano, e pela compra, pelo governo, de participações acionárias (warrants) das gigantes de tecnologia. A lógica é esta: se a IA devorar a economia, os lucros não podem ficar concentrados no Vale do Silício. |