Leonilson, Agora e as oportunidades, 1991. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP (Foto: Rubens Chiri/ Projeto Leonilson)
Masp apresenta exposição de Leonilson
Os jogos de palavras e as minuciosas imagens em pinturas, desenhos, bordados e instalações de Leonilson traduzem reflexões filosóficas sobre a sua vida e contexto. Mais de 300 trabalhos e documentos que refletem as sutilezas do artista ao expressar perspectivas políticas, públicas e íntimas serão expostos no Masp, de 23 de agosto a 17 de novembro de 2024, durante a mostra Leonilson: agora e as oportunidades.
A exposição oferece um panorama da produção de Leonilson nos seus últimos cinco anos de vida, entre 1989 e 1993, período mais rico e complexo do artista. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, e assistência curatorial de Teo Teotonio, a mostra é dividida cronologicamente em cinco salas no 1º andar do museu, cada uma dedicada a um desses últimos anos de trabalho.
“Leonilson é um artista tanto central quanto marginal na história da arte brasileira. Central, porque é autor de uma obra absolutamente incontornável no final do século 20, reconhecido em incontáveis exposições, livros e mesmo em tatuagens. Mas ele é também marginal, pois, com uma obra tão singular, não se encaixa facilmente nos movimentos e gerações da história da arte brasileira. Sobretudo, Leonilson é marginal porque, no final dos anos 1980 no Brasil, é um homem gay, e, a partir de meados de 1991, passa a viver com HIV, o que suscitava preconceitos e discriminações na época”, comenta Adriano Pedrosa ao Masp.
Saiba mais no site do museu.