Foto: Vista da exposição “Catherine Opie: o gênero do retrato” (Foto: Eduardo Ortega)
“Eu não quero e não vou me sujeitar a ser incluída num ambiente hostil e racista.” A fala de Lia D Castro ressoa no subsolo do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, onde a artista e intelectual acaba de abrir sua primeira mostra individual. Ocupam o mesmo espaço a exposição “Catherine Opie: o gênero do retrato” e a mostra audiovisual de Ventura Profana.
Em mídias diferentes –pintura, fotografia e vídeo, respectivamente– e versando sobre assuntos variados, o que une as três mostras é a temática proposta pelo museu para o ano de 2024: Histórias da diversidade LGBTQIA+. O objetivo da programação, que dá sequência às exposições dedicadas “às Histórias no MASP” de modo temático desde 2016, é propor “novas narrativas visuais, mais inclusivas” e “debater temas como a representatividade queer”.
A presença de artistas como Lia, Ventura e Catherine, no entanto, assombra o museu ao reivindicar esse espaço sem condescender-se com uma proposta que não deixa de ser, aos olhos de Lia, herança de uma instituição que é colonial em sua gênese: “há duas palavras muito usadas pela branquitude, ‘inclusão’ e ‘representatividade’, que são muito violentas. A representatividade e a inclusividade do museu não são mais o suficiente.”
Leia a reportagem de Carolina Azevedo no site do Le Monde Diplomatique Brasil.