Bom dia, investidor! Confira os destaques desta quinta (9): - Inflação nos EUA: PCE de março deve reforçar cenário de juros altos por mais tempo
- PIB americano no quarto trimestre tem terceira e última estimativa divulgada hoje
Inflação nos EUA: PCE de março deve reforçar cenário de juros altos por mais tempo- O Departamento de Análise Econômica dos EUA (BEA, na sigla em inglês) divulga hoje o PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) de março, o indicador de inflação preferido do Fed. O consenso do mercado aponta para alta mensal de 0,3% no núcleo (que exclui alimentos e energia) com a taxa anual se mantendo próxima de 3%, acima da meta de 2% perseguida pelo Fed desde 2012. O PCE é considerado mais robusto do que o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) porque tem cesta mais ampla e pesos atualizados com maior frequência.
- O dado mais recente disponível, referente a fevereiro, mostrou PCE cheio em 2,8% ao ano e núcleo em 3,1%, em linha com o consenso. Nos últimos meses, a leitura do núcleo tem oscilado entre 2,8% e 3,1%, sem mostrar tendência clara de queda. O Fed vem repetindo que precisa de "mais evidências" de convergência para a meta antes de retomar cortes de juros, e o mercado projeta apenas uma ou duas reduções ao longo de 2026.
PIB americano no quarto trimestre tem terceira e última estimativa divulgada hoje- O BEA também divulga hoje a terceira e última estimativa do PIB dos EUA no quarto trimestre de 2025. As duas leituras anteriores já mostraram revisão para baixo: a prévia apontava crescimento anualizado de 1,4%; a segunda estimativa reduziu esse número para 0,7%. A expectativa é de ajuste marginal nesta leitura final, já que revisões na terceira etapa tendem a ser pequenas; o mercado observa a composição do crescimento, não tanto o número cheio.
- A desaceleração no trimestre foi puxada por menor gasto do governo, piora nas exportações e consumo das famílias mais fraco. O investimento privado acelerou e sustentou parte do resultado. Mesmo assim, as vendas finais ao setor privado doméstico, medida que exclui governo e comércio exterior e serve como termômetro da demanda interna, cresceram 1,9% anualizado, bem acima de um cenário recessivo. No terceiro trimestre de 2025, esse mesmo indicador havia crescido 2,9%.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quarta (8): - Dólar: -1,01%, a R$ 5,103
- B3 (Ibovespa): +2,09%, aos 192.201,16 pontos.
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