Com o aparente fim das dos confrontos no Oriente Médio e das escaramuças em Ormuz, mesmo que seja um desfecho temporário da guerra, o mercado sorri à toa e abraça a fase boa, quase como descarrego. “Bolsas sobem com bom humor global”, dizem os analistas. “Não tá pra brincadeira. Nesse ritmo, o pregão de amanhã vai ser puro stand up do bom, pra gente rir muito, na maior festa”, observa outro, já antevendo outro dia de “altas firmes”. O cenário ainda não é pra despachar piadas, mas é o que temos pra hoje, com o Ibov escalando recordes e Nova York empolgada com a serotonina do alívio. Se tem prazo de validade, a gente não sabe. Melhor aproveitar a onda, antes que o estranhamento geopolítico volte a descambar pro caos. No meio disso tudo o dólar murcha: essa alegria vai até quando mesmo? E o petróleo vai deixar de subir às nuvens? Saímos a campo para averiguar essa e outras questões nada humorísticas. Por enquanto é relaxar nesse estado quase de graça. Pois não!