95% das mulheres cearenses temem sofrer violência e a impunidade dos agressores é o fator que mais contribui para a insegurança
[Agência Patrícia Galvão] A pesquisa “Mulher Coragem, os medos e demandas das mulheres cearenses por segurança”, realizada como parte do Projeto Elas, do Diário do Nordeste, encomendado pelo jornal ao Instituto Patrícia Galvão e executado pela Ipsos-Ipec, revela um panorama complexo e preocupante sobre a segurança das mulheres no Ceará. Embora 57% das cearenses se definam como batalhadoras, 50% como esforçadas e 49% como corajosas, 95% delas vivem com medo de sofrer algum tipo de violência. A pesquisa identifica que o principal temor dessas mulheres é a violência sexual (assédio, estupro, importunação sexual), citada por 61% das entrevistadas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil. Mais » |
Projeto inédito com IA descobre padrão em vítimas de violência doméstica em Recife [CNN] Um projeto que utiliza a inteligência artificial chamada “ClarIA” foi desenvolvido em Recife com a missão de identificar possíveis vítimas de violência doméstica e feminicídio em Unidades Básicas de Saúde, a partir de sinais de violência e padrões de comportamento associados às vítimas. Ao analisar 16 mil registros e dados do Sinan, foi possível concluir que, nos 90 dias que antecedem uma agressão ou feminicídio, a maioria das mulheres procura serviços de saúde com maior frequência, relatando principalmente questões relacionadas à saúde mental. De acordo com a prefeitura do estado, a “ClarIA” estará presente em 24 unidades de saúde, com 541 profissionais habilitados para o acolhimento das vítimas. Mais » |
| [Folha de S. Paulo] Uma pesquisa revela que a pressão de parlamentares e governos estaduais sobre o trabalho das Defensorias Públicas compromete o acesso ao aborto legal no Brasil. O estudo ouviu representantes dos órgãos de 19 unidades federativas, e entre os casos documentados estão reuniões sobre aborto legal canceladas após pressão política e defensoras que sofreram represálias por falar publicamente sobre o tema. Os estados em que os episódios ocorreram não foram identificados, uma vez que a identidade das entrevistadas foi preservada. O relatório foi produzido pelo Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, pela Campanha Nem Presa Nem Morta e pelo Ipas (Parceiros por Justiça Reprodutiva) com base em questionários e entrevistas realizadas entre junho e agosto de 2025. Mais » |
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Agenda
Webinário “Mulheres e mobilidade noturna: como oferecer cidades seguras?”
No próximo dia 14 de abril, às 16h, o Instituto Patrícia Galvão realiza o webinário “Mulheres e mobilidade noturna: como oferecer cidades seguras?”. Este é o segundo encontro dedicado à discussão dos dados da pesquisa “Mulheres e mobilidade noturna: percepções sobre (in)segurança nos momentos de lazer”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Locomotiva e apoio da Uber. O evento contará com a mediação de Marisa Sanematsu, diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão e com as participações de Natália Falcón, gerente de parcerias para o enfrentamento à violência contra a mulher da Uber, e Carolina Baima Cavalcanti, arquiteta e urbanista, mestre em planejamento urbano e consultora legislativa do Senado Federal. Participe! Mais »
Violência contra as Mulheres em Dados 46% das brasileiras afirmam que as mulheres não são tratadas com respeito no país A 11ª edição da pesquisa nacional de opinião sobre violência doméstica e familiar contra a mulher, realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), entrevistou 21.461 brasileiras de 16 anos ou mais, por telefone, entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. Há 20 anos, desde 2005, o levantamento acompanha a percepção das mulheres sobre a violência doméstica e familiar. Ao longo desse período, já ouviu 56.085 brasileiras, consolidando-se como a maior e mais longa série histórica sobre o tema no país. A percepção de que as mulheres não são tratadas com respeito no Brasil permanece alta e estável, com 46% tanto em 2023 quanto em 2025. Mais » |
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