| Na abertura do ano do Judiciário, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes, mas, nas entrelinhas, deixou recados aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, presentes no evento. Entre outros pontos, o magistrado defendeu o "poder" de "agentes públicos não eleitos". No Senado, Alcolumbre disse que o Congresso deve ter autonomia para destinação de emendas – tema que gerou atrito com a Corte. Na Câmara, Motta promoveu um choque de gestão em sua primeira reunião de líderes. Mais cedo, no Planalto, Lula disse "ser amigo dos dois", em encontro com o deputado e o senador. | | O ministro da Defesa, José Múcio, atendeu a um pedido de Lula e decidiu ficar no governo. Na última sexta, o auxiliar ouviu, segundo fontes palacianas, um apelo do chefe e amigo de longa data para que continuasse à frente da pasta, que comanda desde o início do mandato. Múcio já havia decidido deixar o posto e chegou a apresentar ao presidente alguns nomes para substituí-lo. Aos 76 anos, o pernambucano dizia estar cansado do ritmo pesado no ministério e desejava dedicar mais tempo à família. Mas foi convencido por Lula a adiar o plano. | | O presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu, por um mês, as tarifas de 25% aplicadas ao México. Segundo a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, ela e o republicano tiveram "uma boa conversa", com "grande respeito" e firmaram compromisso também de reforçar a segurança da fronteira. Logo depois, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que Trump também decidiu adiar as taxas de 25% sobre seu país em pelo menos 30 dias. Os dois conversaram por telefone e concordaram em aumentar os esforços na fronteira. Nesta terça, em retaliação à determinação de Trump, a China anunciou novas tarifas de 10% a 15% sobre produtos dos EUA a partir do próximo dia 10. | | Nesta semana, chegou a 130 o número de deputados que assinam um pedido de impeachment de Lula. Os parlamentares de oposição, liderados por Rodolfo Nogueira (PL-MS), acusam o petista de ter praticado uma "pedalada fiscal" na reserva de verbas do programa Pé-de-Meia. Os recursos, na casa dos R$ 6 bilhões, foram bloqueados por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU) – veredicto que o governo busca reverter. Na lista, há parlamentares de partidos que integram a base do governo, como União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos, mas a grande maioria pertence à sigla de Jair Bolsonaro. |
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