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O mundo tecnológico ficou de boca aberta – o Projeto Stargate prevê o investimento de 500 mil milhões de dólares (quase duas vezes o PIB português) na construção de centros de dados especializados para Inteligência Artificial (IA). Uma escala avassaladora, com o objetivo de manter os EUA e as empresas americanas na liderança deste setor. Dois dias antes, uma totalmente desconhecida empresa chinesa chamada DeepSeek lançava um novo modelo de IA, o o DeepSeek R1, mais focado em tarefas de raciocínio. Em dezembro, a empresa já tinha lançado o DeepSeek V3, um modelo mais generalista. Demorou quase uma semana até que a notícia se espalhasse, mas quando aconteceu, parecia fogo a alastrar num palheiro. De um momento para o outro, toda a gente da área estava a falar da DeepSeek. A aplicação saltou para o primeiro lugar dos tops das aplicações mais descarregadas. E pelo caminho fez desaparecer um bilião de dólares (sim, leu bem) em valor de mercado de algumas das maiores tecnológicas do mundo, incluindo a Nvidia, a Microsoft, a ASML e a Google. A razão é relativamente simples. Os modelos de IA lançados pela tecnológica chinesa, criada por Liang Wenfeng, mostraram um desempenho semelhante aos de outros modelos de referência, incluindo da OpenAI. Mais: estes modelos de ponta são disponibilizados em código aberto para programadores e gratuitamente para utilizadores na aplicação DeepSeek. Melhor: a tecnológica chinesa alega ter desenvolvido o modelo V3 com um custo total de seis milhões de dólares e em hardware antigo da Nvidia (já que as restrições comerciais impedem que a China tenha acesso aos chips mais recentes da tecnológica). De repente, todos aqueles que estavam a navegar a onda da Inteligência Artificial com um porta-aviões perceberam que, ao seu lado, um pequeno bote estava a apresentar um desempenho em alto mar igualmente bom. O que levantou a questão: precisamos mesmo dos porta-aviões? Ou melhor, precisamos mesmo de gastar tanto dinheiro nos porta-aviões? Foi esta diferença entre investimento/retorno tecnológico que fez os mercados panicarem e acordarem para algo que já tinha sido alertado aqui na Exame Informática por Wei Li – sim, os chamados modelos de IA de fronteira vão continuar a ser desenvolvidos e vão precisar de infraestruturas como a do Projeto Stargate, mas haverá todo um ramo de IA que vai dedicar-se à otimização de modelos que conseguirão fazer mais (e igualmente bom) com menos. A melhor parte neste episódio da DeepSeek é que são os grandes visados pelo sucesso da startup chinesa – como Sam Altman da OpenAI, Eric Schmidt (ex-CEO da Google) e a tecnológica Nvidia – os próprios a admitirem, por esta ordem, que os modelos da empresa são “impressionantes”, “ um ponto de viragem” e um “excelente avanço de IA”. Dá que pensar. Boas leituras. |
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O som não se mede aos palmos |
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A nova coluna portátil Sony Linkbuds Speaker é mais uma prova que ter um tamanho compacto não significa obrigatoriamente abrir mão de qualidade e de desempenho. Uma coluna que pode levar facilmente consigo para todo o lado. |
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Neste programa damos-lhe a conhecer uma bateria de música 'silenciosa', testamos aquele que é um dos smartphones com melhor relação qualidade/preço do mercado e ensaiamos o Peugeot e-5008 com capacidade para sete passageiros. |
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Os leitores mais assíduos sabem que nos passam pelas mãos muitos carros elétricos. Por isso quando dizemos que o Audi Q6 e-tron é um sério candidato a melhor SUV e logo no segmento premium, isso deveria ser suficiente para lhe despertar a curiosidade. |
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