11 novembro, 2019

Coração Tranquilo - Walter Franco


Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo


Famosos Que Partiram


Posted: 24 Oct 2019 08:29 PM PDT
WALTER ROSCIANO FRANCO
(74 anos)
Cantor, Compositor e Instrumentista

☼ São Paulo, SP (06/01/1945)
┼ São Paulo, SP (24/10/2019)

Walter Rosciano Franco, mais conhecido por Walter Franco, foi um cantor e compositor nascido em São Paulo, SP, no dia 06/01/1945.

Walter Franco era filho do poeta e político Cid Franco. Formou-se pela Escola de Arte Dramática (EAD) e lá começou a carreira de músico, compondo trilhas para espetáculos teatrais como "O Contador de Fazendas", dirigido por Dulcina de Moraes e "Os Olhos Vazados", dirigido por Emílio de Biasi.

Fez a trilha sonora de várias peças, entre as quais "Caminho Que Fazem Darro e Genil Até o Mar", de Renata Pallottini"A Caixa de Areia", de Edward Albee, e o clássico grego "As Bacantes", de Ésquilo.

Seu primeiro disco foi um compacto simples com a música "No Fundo do Poço", tema da novela "O Hospital" (1971), da TV Tupi.


Em 1973, lançou o LP "Ou Não", com arranjos de Rogério Duprat, provocando estranhamento ao misturar elementos pop e ritmos nordestinos com referências eruditas que extrapolavam o plano musical para se manifestarem também nas letras, bastante influenciadas pelo concretismo.

Walter Franco participou dos seguintes festivais, geralmente provocando polêmica com suas letras e canções pouco convencionais:
  • I Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Não Se Queima Um Sonho", interpretada por Geraldo Vandré;
  • II Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Sol De Vidro", defendida por Eneida e classificada em terceiro lugar;
  • III Festival Universitário da TV Tupi (SP), com "Animal Sentimental" e "Pátio Dos Loucos";
  • VII Festival Internacional da Canção, realizado pela TV Globo, em 1972, com "Cabeça", que recebeu um prêmio especial;
  • Festival Abertura, em 1973, com a música "Muito Tudo", na TV Globo, que ficou em terceiro lugar e tinha arranjo de Júlio Medaglia;
  • Festival da TV Tupi, com "Canalha";
  • MPB Shell, com "Serra do luar".


Em 1974, Chico Buarque, no disco "Sinal Fechado", gravou sua canção "Me Deixe Mudo". Ainda na década de 70, lançou os LPs "Revolver" (1975) e "Respire Fundo" (1978).

Na década de 80, lançou os LPs "Vela Aberta" e "Walter Franco" (1982), atuou como compositor de jingles e destacou-se com sua canção "Seja Feita a Vontade do Povo" (1984), durante a campanha das "Diretas Já!".

O disco "Ou Não", considerado o seu melhor trabalho, foi reeditado em CD, em 1994, pela mesma gravadora que lançou o LP.

Em 1997, Walter Franco excursionou pelo Brasil com o show "Não Violência", no qual apresentou uma série de novas composições como "Quem Puxa Aos Seus Não Degenera""Na Ponta Da Língua""É Natureza Criando Natureza""Nasça", esta em parceria com o ex-Titã Arnaldo Antunes"Sargento Pimenta", em homenagem a John Lennon, e "Totem", baseada em poema de José Carlos Costa Neto.

Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira, na TV Globo, com a canção "Zen" (Walter Franco e Cristina Villaboim).


Lançou, em 2001, o CD "Tutano", contendo suas composições "Zen""Gema Do Novo" e "Acerto Com A Natureza", todas em parceria com Cristina Villaboim"Nasça" (Walter Franco e Arnaldo Antunes), "Totem" (Walter Franco e José Carlos Costa Neto), "Quem Puxa Aos Seus Não Degenera""Na Ponta da Língua""Ai, Essa Mulher""Intradução""Senha do Motim""Cabeça""Distâncias" e "Muito Tudo", além da faixa-título.

Em 2003, apresentou-se no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), dentro da série "Transgressores".

Walter Franco tem pelo menos cinco músicas bem conhecidas do grande público: a própria "Cabeça""Seja Feita a Vontade do Povo""Coração Tranquilo""Respire Fundo" e "Vela Aberta", sendo a última executada até hoje em programas radiofônicos de flash-back.

Outro sucesso de Walter Franco é "Serra do Luar", com um refrão marcante: "Viver é afinar o instrumento / De dentro pra fora / De fora pra dentro".

Walter Franco já foi regravado por artistas como Leila PinheiroOswaldo Montenegro e Chico Buarque, além de bandas de rock como Ira!Camisa de VênusPato Fu e Titãs.

Walter Franco era vice-presidente da Associação Brasileira de Música e Artes (ABRAMUS), sociedade de recolhimento de direitos autorais filiada ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).

Morte

Walter Franco faleceu na madrugada de quinta-feira, 24/10/2019, em São Paulo, SP, aos 74 anos. Ele estava internado desde o começo do mês de outubro após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O velório foi realizado na Funeral Home, em São Paulo e logo seguida o corpo foi levado para cerimônia de cremação no Crematório de Vila Alpina. 

Discografia

  • 1971 - "Tema do Hospital" (Compacto simples)
  • 1973 - Ou Não
  • 1975 - Revolver
  • 1978 - Respire Fundo
  • 1979 - Vela Aberta
  • 1982 - Walter Franco
  • 2001 - Tutano



Viva Clara Claridade!!! 

Maria da Graça Costa Penna Burgos Grandes Nomes



Primeiro especial Grandes Nomes exibido em 06 de Março de 1981, dirigido por Daniel Filho, com participação especial de Grande Otelo na musica O Tabuleiro da Baiana, de Ary Barroso. O ponto culminante foi o encontro com Elis Regina interpretando Amor Até o Fim, Ilusão a Toa.



































Estrela - Gilberto Gil





Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar
O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar
Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir
Hum!
Deus fará
Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
assim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que Ele consentir


Cidad3: Arte - Conhecimento - Humor!!!  
Imprensa Livre!!!  
Saúde, Sorte e $uce$$o: Sempre!

08 novembro, 2019

Em Homenagem a Clara Nunes, Cantora curitibana lembra Resistência Negra



EM HOMENAGEM A CLARA NUNES, CANTORA CURITIBANA LEMBRA RESISTÊNCIA NEGRA

por esquizofia
  1. PARANÁ

CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Brinsan N’Tchalá apresenta “Noite especial Clara Nunes” nesta quinta (7), no Espaço Fantástico das Artes

Lia Bianchini
Brasil de Fato | Curitiba (PR)
Novembro de 2019.

"[O show] vem dessa vontade de gritar que a gente existe e a gente pode existir", diz Brinsan N'Tchalá / Stay Flow
“Um grito de respeito aos orixás, ao povo de santo, ao povo de terreiro”. Assim a cantora e compositora Brinsan N'Tchalá descreve seu novo espetáculo “Noite especial Clara Nunes”, que acontece nesta quinta (7), a partir das 20h, no Espaço Fantástico das Artes, em Curitiba.
No show, Brinsan faz uma releitura de músicas de Clara Nunes (como os clássicos “O mar serenou”, “Canto das Três Raças” e “Conto de Areia”), acompanhada por danças temáticas afro. Também fazem parte do repertório algumas composições autorais de Brinsan, como "Bela Oxum" e "Ê Zambi ê". A proposta é que a noite seja uma viagem no samba de roda, samba de terreiro e na música afro brasileira.
De acordo com Brinsan, homenagear Clara Nunes é uma forma de lembrar que a cultura africana está enraizada na cultura brasileira e tudo que nasce antes e depois dessa junção deve ser respeitado. Para a cantora, “esse é um momento crucial” para se falar sobre cultura afro e religiões de matriz africana, principalmente no Paraná. 
Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), apenas em 2018, foram registradas mais de 300 denúncias de intolerância religiosa no Paraná, sendo metade (50%) contra religiões de matriz africana. A taxa representa mais do que a média do país inteiro, em que a violência contra cultos e crenças de matriz africana representam 30% das denúncias.
“As canções que Clara Nunes interpretou ao longo da vida são canções que trazem a trajetória dos negros, da resistência do povo de terreiro, das religiões de matriz africana e a própria perseguição que essas religiões sofrem. [O show] vem dessa vontade de gritar que a gente existe e a gente pode existir”, afirma Brinsan.
Os ingressos para a "Noite especial Clara Nunes com Brinsan N'Tchalá" custam R$ 20 e serão vendidos apenas na bilheteria do Espaço Fantástico das Artes, a partir das 19h, nesta quinta (7).
Edição: Redação



Em Homenagem a CLARA NUNES, Cantora curitibana lembra Resistência Negra

28 outubro, 2019

Raul Seixas - Por quem os sinos dobram





Nunca se vence uma guerra lutando sozinho Cê sabe que a gente precisa entrar em contato Com toda essa força contida e que vive guardada O eco de suas palavras não repercutem em nada
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado, é Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, eu sei que você pode mais
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, que eu sei que você pode mais Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, que eu sei que você pode mais
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais


O dia 21 de agosto onde um dos grandes nomes da música brasileira morria em um dia como este, em São Paulo, em 1989. Raul Seixas morreu vítima de um ataque cardíaco, resultado do seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético e por não ter tomado insulina na noite anterior, o que provocou uma pancreatite aguda fulminante.
Nascido em Salvador, no dia 28 de junho de 1945, ele iniciou sua carreira musical em 1962, época em que a bossa nova estava em alta. Contudo, ele preferiu seguir a linha de sua influência rock and roll, associada a elementos da música nordestina como o baião, xaxado e música brega. Quando adolescente, Raul chegou a fundar um fã-clube brasileiro do cantor Elvis Presley.
Sua primeira banda era chamada Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudaria de nome para The Panthers e, finalmente, Raulzito e os Panteras. Contudo, a fama e o reconhecimento ainda estavam longe, tanto que no final dos anos 60 ele tentou a carreira como produtor na CBS, onde produziria e comporia para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio e outros. Contudo, perdeu o emprego por usar o dinheiro da empresa, sem conhecimento dos seus superiores, na realização do seu LP, Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez.
O reconhecimento do seu trabalho aconteceria em 1972, quando foi às finais do Festival Internacionl da Canção, evento de música da Rede Globo, com Let Me Sing Let Me Sing e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo. A participação valeu um contrato a Philips Phonogram. Ele lançou um compacto com esta música e, mais tarde, um segundo, Ouro de Tolo, seu primeiro grande sucesso.
Era o começo de uma carreira promissora, em que produziu 21 álbuns de estúdio, ao longo de 26 anos. Entre seus parceiros musicais está o escritor Paulo Coelho. Eles começaram a formar em parceria o grupo Sociedade Alternativa, anarquista, baseado na doutrina de Aleister Crowley e também destinado a estudos esotéricos. O grupo foi considerado subversivo pelo regime militar brasileiro e ambos se exilaram nos Estados Unidos, entre 1973 e 1974. No exterior, Raul conheceria ídolos como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.
Nesta época, foi lançado Gita, possivelmente o seu maior sucesso de vendagens e repercussão. Depois, seguiram outros trabalhos igualmente bem aceitos pelo público como Novo Aeon, Há 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock Seixas, O Dia Em Que a Terra Parou.
A partir dos anos 80, a saúde de Raul Seixas mostrou sinais de fragilidade por conta do consumo de álcool. Contudo, ele seguiu trabalhando em projetos como Mata Virgem, Por Quem os Sinos Dobram, Abre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e começou a ter problemas com contratos e shows.

Pouco antes de sua morte, em 1988, Raul compôs, gravou e excursionou com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda punk Camisa de Vênus. Seu último LP, A Panela do Diabo, foi lançado dois dias antes de sua morte. Curiosamente, depois disso, Raul passou a ser mais venerado do que nunca e seus trabalhos póstumos foram todos sucessos de vendas. Até hoje é comum escutar o pessoal gritando “toca Raul” ao pedir música para bandas em bares e festas.


Cidad3: Arte - Conhecimento - Humor!!!  Imprensa Livre!!!  
Saúde, Sorte e $uce$$o: Sempre!
 https://twitter.com/SulinhaSVO

Escola de Samba EM CIMA DA HORA - Samba Enredo Carnaval 2020




ATENÇÃO - EM PRIMEIRA MÃO. VÍDEO COM SAMBA ENREDO CARNAVAL 2020 DA ESCOLA DE SAMBA EM CIMA DA HORA. TEMA ENREDO; PARELHEIROS...PORTAL DAS ÁGUAS...
Tema Enredo: PARELHEIROS..PORTAL DAS ÁGUAS.. Autores: Ricardo Abreu, Herbert Nogueira, Ricky Dy Zion e Augusto Mandu. Gravado no estúdio Eduardo Santana Obs.: Este samba tem a autorização formal dos compositores para execução pela agremiação que hora o divulga, a qual é detentora dos diretos autorais do mesmo.
https://www.youtube.com/user/ECHSP
A Em Cima da Hora Paulistana, que em 2019 ficou com  4º lugar no Grupo de Acesso 1 de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), anunciou o seu enredo para o Carnaval 2020.
“Paralheiros, portal das Águas” é o título do tema criado pelo presidente Jair Santos e que será desenvolvido por uma comissão de Carnaval.
Outra novidade é que em uma das etapas da concurso de samba-enredo haverá uma apresentação para os índios das aldeias Krucutu e Tenondé Porã, habitantes do bairro homenageado pela escola. Detalhes sobre as eliminatórias serão informadas em breve pela agremiação.
Confira o logotipo oficial:
Em 2019 Em Cima da Hora Paulistana apresentou o enredo “Boemia, aqui me tens de regresso. Parabéns Nelson Gonçalves – 100 anos”.
Cidad3: Arte - Conhecimento - Humor!!!  Imprensa Livre!!!  
http://sulinhacidad3.blogspot.com
https://twitter.com/SulinhaSVO 
http://www.facebook.com/sulinhasvo