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 | Apple anuncia novos controles parentais | Divulgação/Apple |
| Apple quer convencer mães e pais de que iPhone é o melhor para crianças |
|  | Helton Simões Gomes |
| A renovada aposta da Apple para inteligência artificial e a turbinada Siri IA ofuscaram as novas funções do iOS 27 para pais, mães e responsáveis monitorarem como e quando seus filhos usam iPhones e iPads e para conversar com quem. Embalada nos recentes avanços regulatórios sobre a segurança infantil, a estratégia é cativar adultos carentes de ver os celulares dos filhos como ambientes digitais seguros para, assim, garantir desde já a fidelidade da próxima geração de consumidores. O iOS 27 chegará em setembro a partir do iPhone 11. Na loja da Apple, o aparelho mais em conta é o iPhone 16, vendido por R$ 6.799. Destinados a clientes mais interessados em paz de espírito do que nas piruetas tecnológicas da IA, os novos controles parentais chegam em um momento de profunda pressão global. De um lado, pais e educadores correm para reduzir o impacto das telas e da exposição precoce a conteúdos inadequados no desenvolvimento infanto-juvenil. Do outro, governos ao redor do mundo —incluindo o Brasil, com o recente ECA Digital— apertam o cerco contra mecanismos de engajamento predatório e a proteção falha das big techs aos menores. Mas não se engane. Enquanto especialistas bem intencionados levarão discutirão sobre a linha tênue entre a proteção legítima e o monitoramento ubíquo, o jogo da Apple é outro: ao empoderar os responsáveis com um nível de controle sem precedentes sobre a vida digital das crianças, a empresa desarma a resistência familiar e estabelece seus dispositivos como a escolha mais indicada para menores. A mensagem não poderia ser mais clara: para manter seus filhos seguros em um mundo digital hostil, o melhor caminho é integrá-los, desde os primeiros passos, ao universo Apple. |
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Blindagem nativa já no primeiro clique |
| A estratégia da Apple começa antes mesmo de as crianças tocarem o iPhone. A empresa reformulou o assistente de configuração de novos aparelhos para induzir a criação de contas infantis, estabelecendo uma barreira de proteção por padrão. O Fluxo da Configuração Parental: - Identificação de idade: o sistema exige do usuário se identificar como criança, adolescente ou adulto;
- Vínculo familiar: o aparelho busca automaticamente um dispositivo parental para sincronização via código ou Face ID, exigindo consentimento do adulto;
- Proteção automática: antes do primeiro uso, o sistema bloqueia o acesso a sites adultos conhecidos e filtra mídias inadequadas para a faixa etária.
O sistema foi desenhado para ser incremental. Assim, cada família cria sua própria dinâmica, seja definido um foco inicial de uso do aparelho, seja liberando novos recursos à medida que os filhos amadurecem. |
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Controlando o que crianças fazem e por quanto tempo |
| O novo painel de controle parental foi estruturado para responder a três das principais preocupações dos responsáveis: o que acessar, com quem falar e quando usar. Filtrando apps e sites na web - Essenciais x Customizados: pais podem liberar o acesso a aplicativos de comunicação essenciais (Telefone, FaceTime e Mensagens) ou selecionar pacotes pré-definidos para a idade;
- Mecanismo "pedir para navegar": se a criança acessar um app fora da lista ou um novo site na internet, o sistema bloqueia a navegação e avisa pais e mães na hora; ao receber uma solicitação em seus celulares, eles podem aprovar ou rejeitar o acesso após inspecionar o link;
- App Store na idade certa: a loja de aplicativos passa a mostrar apenas programas para a idade cadastrada. Uma criança de 9 anos, por exemplo, só vê e busca apps classificados para a sua faixa etária ou coleções curadas para menores de 11 anos.
Diminuindo o tempo de tela - Desaceleração: o sistema sugere o bloqueio de telas uma hora antes do horário de dormir para preservar o sono, prática que a Apple diz estar alinhada às recomendações de institutos de saúde como a Academia Americana de Pediatria;
- Tempo escolar: acesso a jogos, entretenimento e redes sociais é pausado durante o horário de aula; ficam ativos só os apps de produtividade e educação;
- Cotas de tempo: pais e mães são orientados a fixar limites diários globais de uso para categorias críticas de apps (30 minutos, por exemplo). O sistema avisa se as escolhas excedem as faixas recomendadas por especialistas.
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Comunicação travada em app de outra empresa |
| Para evitar o contato com estranhos e o assédio digital, a Apple fechou o cerco às interações vindas de ferramentas de comunicação. Mensagens de contatos não aprovados ficam ocultas até os pais autorizarem. Caso haja dúvida sobre o teor da conversa, o responsável pode inserir uma senha própria no aparelho do filho e visualizar uma prévia da mensagem antes de liberar o contato. Além disso, o recurso de Segurança de Comunicação foi expandido. Se ele já usava algoritmos para borrar imagens ou vídeos recebidos que contivessem nudez, a partir da nova atualização, passará a detectar e bloquear conteúdos com violência visual. Essa habilidade não funcionará apenas nos serviços da Apple. Em resposta às pressões de mercados onde aplicativos nativos da Apple dividem espaço com concorrentes gigantes —como o WhatsApp no Brasil—, a empresa disponibilizou essas mesmas ferramentas de análise e proteção para desenvolvedores externos. |
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IA não é coisa para criança |
| Grande novidade corporativa da temporada, a Siri IA será totalmente vetada para menores de 13 anos. Crianças abaixo dessa faixa etária continuarão usando a versão clássica da Siri para comandos objetivos e automação residencial, como ligar luzes ou mandar mensagens aos pais. Para os adolescentes acima de 13 anos, a assistente pessoal com IA estará disponível, mas sob rédea curta: os pais poderão acionar travas para reduzir o acesso a tópicos sensíveis e monitorar o uso da ferramenta na aprendizagem, como auxílio em equações matemáticas. Para garantir a privacidade das crianças que utilizam aplicativos de terceiros que exigem segmentação, a Apple implementou um sistema que compartilha apenas faixas etárias genéricas com os desenvolvedores. Em vez da data de nascimento real, fornecerá informações como "de 9 a 15 anos". Para evitar que empresas usem engenharia reversa para descobrir o aniversário da criança cruzando dados diários, a frequência com que o aplicativo pode requisitar essa informação foi rigidamente limitada pelo sistema operacional. |
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 | ARTE/UOL |
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 | ISABEL INFANTES / POOL / AFP |
| Proibição de Trump a IA da Anthropic parou análise de segurança em bancos |
| Uma canetada política do outro lado do continente fez as maiores instituições financeiras do Brasil paralisarem revisões de seus sistemas de cibersegurança com a nova ferramenta da Anthropic. A decisão abrupta do governo de Donald Trump de impedir estrangeiros de acessar o Fable 5, o mais avançado modelo de inteligência artificial da Anthropic, gerou impacto nas empresas da avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Grandes bancos e seguradoras ficaram com auditorias críticas de cibersegurança pela metade. Grandes bancos no Brasil, praticamente todos, e as grandes seguradoras começaram a utilizar e obviamente foram surpreendidos com a decisão. Eles estavam usando sobretudo para questões de cibersegurança, para analisar aplicações expostas a riscos. Como foi muito rápido, as análises foram paralisadas e talvez isso tenha prejudicado um pouco. Emerson Lima, fundador e CEO da Sauter |
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 | Celular Seguro, aplicativo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para registrar o bloqueio de celulares após furto ou roubo | Divulgação/MJSP |
| Três dicas para proteger suas informações e evitar golpes digitais |
| Patrocínio: Geely Blinde o seu CPF: no portal do Banco Central, é possível ativar uma camada extra de proteção para o seu CPF. Ao acessar o serviço com a sua conta Gov.br, você pode impedir a abertura de novas contas bancárias em seu nome sem autorização. Caso alguém tente realizar o procedimento, a tentativa fica registrada, permitindo identificar o responsável. Ative o modo anti-ladrão: disponível tanto para Android quanto iOS, esse recurso usa sensores do aparelho para detectar movimentos bruscos que se assemelham a um roubo. Ao identificar a ação, o celular bloqueia automaticamente a tela, dificultando o acesso de criminosos aos seus dados. Coloque uma "cerca" no seu Pix: cadastre uma pessoa de confiança no programa Celular Seguro, do Governo Federal, e crie uma espécie de botão de emergência para situações de roubo ou furto. Se o seu celular for levado, o contato indicado poderá solicitar o bloqueio remoto do aparelho e de serviços vinculados, reduzindo o risco de golpes e movimentações indevidas. |
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SAIBA MAIS SOBRE IA E TECNOLOGIA | |  | Shutterstock | Táticas para não cair em golpes digitais | Segurança digital nunca pode ficar para depois. Entenda como ativar os serviços para proteger seus dados e evitar perrengues na internet | |
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|  | Getty Images | Veja dicas para melhorar sua interação com a IA | Entenda como é possível aprender com a inteligência artificial enquanto ela te ajuda com as atividades do dia a dia | |
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