22 junho, 2026

Instituto Tomie Ohtake apresenta Quando o museu é rio

 Chegada da Escola Andrea Raulino à Estação Científica Ferreira Penna, em Melgaço-Ilha do Marajó (PA).  Vista aérea de torre de observação da Estação Científica Ferreira Penna, unidade de pesquisa do Museu Goeldi em Melgaço Amostra botânica da espécie Brosimum rubescens, árvore conhecida como muirapiranga.


Instituto Tomie Ohtake apresenta Quando o museu é rio

Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição reúne artistas contemporâneos e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos para refletir sobre memória, território e as formas de produção de conhecimento na Amazônia.

Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam, de 26 de junho a 16 de agosto de 2026, a exposição Quando o museu é rio, mostra coletiva realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Com curadoria de Ana RomanSabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson SanjadSâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho, realizado em 2025 no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém, e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. Quando o museu é rio acontece paralelamente às mostras Viva Viva Escola Viva, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e Estrelas escolhidas, individual do artista Luiz Zerbini.

A exposição reúne artistas convidados e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos do Museu Goeldi em uma proposta que articula arte contemporânea, ciência e saberes ancestrais. Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa.

Assim como em Um rio não existe sozinho, com curadoria de Sabrina Fontenele e Vânia Leal, para as curadoras da exposição, que somam-se a Ana Roman, a imagem do rio também atravessa esta nova mostra como metáfora para pensar deslocamentos, encontros e transformações. “Ao conectar territórios distintos, atravessar fronteiras e reorganizar continuamente a paisagem, o rio produz zonas de encontro, deslocamento e transformação”, afirmam. Sob essa perspectiva, a exposição propõe repensar o museu “não como instituição estável, mas como campo contínuo de relações entre território, ciência, espiritualidade e vida cotidiana”, em que os acervos deixam de operar como registros fixos do passado e passam a ser compreendidos como “matéria viva a partir da qual é possível imaginar e construir outros futuros”.

Entre os conjuntos apresentados, estão materiais ligados ao Acervo Didático Emília Snethlage, utilizado em ações educativas do museu; pesquisas arqueológicas sobre pinturas rupestres amazônicas; o projeto Replicando o Passado, desenvolvido com ceramistas do Pará e do Amapá; estudos sobre a descoberta de fósseis de preguiças-gigantes na Amazônia; além de projetos científicos e ambientais como o Esecaflor, dedicado à investigação dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Floresta Amazônica. A mostra também destaca a atuação histórica do Museu Goeldi junto a povos indígenas amazônicos e as discussões contemporâneas em torno da classificação e reorganização de acervos etnográficos e biológicos.

Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”.

Paralelamente à abertura da mostra, o Instituto Tomie Ohtake realiza, nos dias 25 e 26 de junho, o seminário Quando o museu é: acervos e futuros, organizado em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. O encontro reúne pesquisadoras(es), artistas, curadoras(es), gestoras(es) e profissionais de museus para discutir os modos como os acervos participam da construção das instituições museológicas contemporâneas. A programação articula debates sobre patrimônio, coleções etnográficas, arqueológicas e científicas, práticas curatoriais, circulação de acervos e processos de criação artística, aproximando experiências desenvolvidas no contexto amazônico e em outras instituições culturais e universitárias do país. A abertura da exposição integra a programação do seminário, que propõe reflexões sobre as relações entre museus, territórios, pesquisa, comunidades e produção de conhecimento. Mais informações em Instituto Tomie Ohtake.

Quando o museu é rio é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. A mostra conta com o patrocínio do Nubank, mantenedor institucional do Instituto Tomie Ohtake; da AkzoNobel, na cota Ouro; do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata; e com apoio da Coral.

Serviço:

Quando o museu é rio
26 de junho a 16 de agosto de 2026

De terça a domingo, das 11h às 19h [última entrada até 18h]

Entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

De terça a domingo, das 11h às 19h [última entrada até 18h]

Entrada franca

Fone: 11 2245 1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake


Martim Pelisson
imprensa@institutotomieohtake.org.br
(11) 99619-7744
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