Recentemente tornou-se obrigatório divulgar quanto tem de imposto sobre os preços das mercadorias. Isto serve para mostrar aos consumidores quanto do valor pago vai para o governo.
O peso dos tributos nos preços é um absurdo no Brasil. Mas, como mudar isso? Vejam a comparação de 110 produtos como é hoje e como seria com o Imposto Único. A carga atual média de 33% passaria para menos de 7%.
Sulinha Imprensa Livre - Gostei da administração dele... só achei que como São Paulino não lutou pelo Morumbi e, junto com o santista Alckimin, não fez igual ao corintiano Lula que usou seu poder para dar um estádio ao seu time. Já que o povo de Sampa vai bancar R$ 420 milhões, que o estádio fosse público, como o Pacaembu, e tivesse lucro para a Cidade. É uma opção Boa para a eterna disputa PT x PSDB em 2014 em SP, porque pelos nomes que ouço - Padilha, Mercadante, Martaxa e, de novo, Rodizio Alckimin de Chuchu, ou um nome Forte, ou explode o estado: aí acaba de uma vez só.
Entre suas medidas mais conhecidas e elogiadas, está a “Cidade Limpa”, projeto que proibia anúncios em outdoors dentro da capital Paulista, como forma de conter a poluição visual
Na complexa, voraz e assimétrica coligação de partidos políticos para as eleições de 2014, o redivivo PSD (Partido Social Democrata) tem um papel decisivo. A nova filiação, que reutiliza o mesmo nome do partido criado em 1945 à sombra de Getúlio Vargas pelos interventores Benedito Valadares, de São Paulo, e Amaral Peixoto, do Rio de Janeiro, apresentou-se em defesa do direito à propriedade, da liberdade de imprensa e da livre iniciativa. Com o discurso liberal e a adesão de políticos e empresários brasileiros, o partido conquistou, em 2012, 48 cadeiras na Câmara Federal e 494 prefeituras, tornando-se a quarta potência do país, logo atrás do PMDB, PSDB e PT. Nada mal para um “novato” de apenas dois anos de criação.
À frente desse jovem partido está um paulistano de 52 anos que fez carreira na política em partidos conservadores. O engenheiro, economista, solteiro e são-paulino Gilberto Kassab começou na vida pública aos 25 anos, no Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo. Com uma carreira que soma cargos políticos a atividades empresariais, este filho de um imigrante libanês ainda estudou Ciência Política na Universidade de Brasília e cursos de especialização em Comércio Exterior e mercado imobiliário. Quatro anos depois já fazia parte da equipe da campanha presidencial de Guilherme Afif Domingos, em 1989, quando este conquistou o sexto lugar pelo Partido Liberal, com 3,2 milhões de votos. “Gilberto era o meu faz-tudo. Organizava a agenda, programava as viagens, cuidava do programa de televisão e fazia a arrecadação dos recursos para a campanha”, chegou a elogiar Afif Domingos.
Em 1992 Kassab foi eleito pelo mesmo PL vereador em São Paulo. Três anos depois migrou para o Partido da Frente Liberal (PFL), onde se tornou vice-presidente da sigla em 1996. Foi ainda deputado estadual, de 1995 a 1999, secretário de Planejamento no governo do prefeito Celso Pitta em São Paulo, a partir de 1997. Dois anos depois foi empossado no primeiro de dois mandatos como deputado federal. Afastou-se da Câmara para concorrer como vice de José Serra à prefeitura paulistana. Com a renúncia de Serra em 2006 para disputar o governo do Estado de São Paulo, Kassab tornou-se prefeito da capital paulista.
"Quero estar habilitado a disputar a eleição de 2014"
O que era uma herança política multiplicou-se em um novo mandato em 2009, superando a ex-prefeita e candidata petista Marta Suplicy, em uma disputa emocionante. A despeito de sua popularidade depois ter feito águas com as enchentes de 2010, Kassab manteve a boa fama de gestor, com a melhor aprovação de seu governo em 2008, quando pesquisa do Ibope apontou que 61% da população considerava sua administração boa ou ótima.
Da “Cidade Limpa” ao ovo de gema mole
Entre suas medidas mais conhecidas e elogiadas, está a “Cidade Limpa”, projeto que proibia anúncios em outdoors dentro da capital paulista, como forma de conter a poluição visual. Kassab realizou ainda leilões públicos de créditos de carbono, através da Bolsa de Mercadorias e Futuros de São Paulo. Para controlar a obesidade precoce e a melhor qualidade dos alimentos consumidos por estudantes, Kassab também proibiu a venda de frituras e de refrigerantes, salgados ou massas folhadas, biscoitos recheados, balas, pirulitos, gomas de mascar e quaisquer produtos de alto teor calórico nas cantinas de escolas, além de obrigá-las a vender ao menos dois tipos de frutas.
Outras, mais polêmicas, pareciam alimentar o anedotário político e o aproximaram, premeditadamente ou não, do ex-presidente Jânio Quadros. Elas incluíam a repressão a doações por motoristas de automóveis aos artistas de rua pela utilização de espaço público para lucro privado, sem autorização. Outras medidas foram tão impopulares quanto inócuas, como proibir a venda de pratos em restaurantes com ovo de gema mole, comidas de rua em geral e o uso de molho vinagrete em bares e lanchonetes da cidade. Algumas leis e portarias ganharam visibilidade pelo ineditismo, como coibir a gritaria de barraqueiros em feiras livres para anunciar seus produtos – mais tarde restrita ao uso de alto-falantes. Finalmente Kassab suspendeu a licença de quatro mil camelôs e ensaiou a proibição de caronas em motocicletas pela cidade, em uma tentativa de diminuir a criminalidade.
Em 2010, o político sofreu um duro golpe contra sua administração, com a cassação de seu mandato, do vice e de oito vereadores pela Justiça, por doações supostamente ilegais para a campanha eleitoral. No dia seguinte, porém, a cassação foi suspensa. No fim de seu governo, a avaliação da administração patinou nos piores índices desde o governo Celso Pitta. Terminou com uma reprovação de 42% dos paulistanos.
Seguindo a tradição do velho PSD
Entretanto a carreira do político, mais seguro e experiente, não apenas teve sobrevida como ganhou dimensões nacionais. Mesmo sem ser um grande orador ou um político carismático, Gilberto Kassab é, em uma palavra, eficiente. Costura arranjos políticos e atua nos bastidores da política com discrição e eficiência. Os tradicionais caciques do antigo PSD mineiro sorririam orgulhosos diante da desenvoltura de Kassab nos bastidores. Realiza maratonas em diversos estados, para apoiar candidatos locais do PSD. E tem se reunido com diversos políticos brasileiros, entre eles, o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos, em conversas cujo teor declarado restringe-se ao protocolar “nada de política”, mas que pode ter acertado os rumos da eleição de governador em Alagoas, em uma disputa pelo passe do deputado federal Alexandre Toledo, daquele estado, e virtual candidato ao Palácio dos Martírios.
Essa ascendência releva a força de seu partido e o poder de articulação do político paulistano. E mesmo a aproximação do PDS do governo Dilma, com a criação do 34o ministério (Secretaria da Pequena e Média Empresa) para Guilherme Afif Domingos e o apoio do partido a sua reeleição submetem-se ao crivo do ex-prefeito. Desde 2011, o PSD faz coro no Congresso com as decisões do governo. Na Câmara, o apoio ocorre em 79% das votações. No Senado, chega a 94%.
Bom de cintura e de garfo
A retórica lubrificante de Kassab tem longa data e, mesmo quando ainda estava na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, nos anos 80, soube aproximar-se com habilidade do então prefeito Paulo Maluf e conseguir melhorias para a faculdade. O jogo de cintura e a inventividade deste ex-aluno do Liceu Pasteur – onde o pai foi diretor –, criado no bairro de classe média de Pinheiros, já era adivinhado por seus colegas de escola, acostumados a sua participação em peças teatrais. E confirmado por seus subalternos na prefeitura, que recebiam ordens estapafúrdias do chefe, que ligava em seguida às gargalhadas para desmenti-las.
Aluno caprichoso e amigo fiel, mantém em seu staff colegas de escola que conhece há mais de 40 anos. E jamais se distancia da família. Enquanto viveu o pai foi um amigo e conselheiro de todas as horas. E mantém até hoje uma forte relação com os seis irmãos, com quem costuma almoçar com regularidade. Bom de garfo, o agregador Gilberto Kassab também não rejeita uma cervejinha, como as incômodas papadas e barriguinha deixam revelar.
Excomungado pela Igreja Católica, Padre Beto fala ao iGay sobre homossexualidade entre os padres, homofobia religiosa, celibato e defende o amor gay
No último mês de abril, o paulista Roberto Francisco Daniel, o Padre Beto , ficou conhecido em todo o Brasil depois de ser excomungado pela Igreja Católica por causa da sua visão progressista da sexualidade. Aos 47 anos, ele foi obrigado a deixar a sua paróquia na cidade de Bauru, no interior de São Paulo, por defender, entre outras posições, o amor gay. Ele também não escondia que a homossexualidade é algo que existe dentro da instituição.
Curiosamente, mais de dois meses depois da excomunhão, o papa Francisco surpreendeu o mundo nesta semana ao declarar que os gays não devem ser marginalizados pela sociedade, indo de encontro ao que pensa Roberto. Aliás, mesmo expulso da Igreja, ele se recusa a abandonar a alcunha ‘padre’. “Continuo sendo padre, essa é minha vocação... minha paixão”.
Nesses meses de afastamento, Padre Beto se concentrou em escrever um livro sobre o que aconteceu com ele e sobre a necessidade de renovação nas posições da denominação religiosa sediada no Vaticano. Lançado na última terça-feira (30), “Verdades Proibidas” (Editora Astral Cultural) traz à tona temas tabus para Igreja Católica, como a homossexualidade, a homofobia religiosa e o celibato.
Em entrevista ao iGay , Padre Beto comentou sobre todos esses assuntos, apontando inclusive os casos de sacerdotes católicos que ‘escondem sua homossexualidade atrás da batina’.
O religioso falou ainda sobre seu otimismo com a figura do papa Francisco, apesar de ter a convicção de que o pontífice não vai conseguir mudar a posição da Igreja sobre a comunidade LGBT.
iG: Como surgiu a vocação para ser padre?
Padre Beto: A vocação surgiu quando eu tinha 26 anos. Foi um processo de reflexão diante do confronto com a morte. Tive uma pessoa da família que faleceu e isso me fez refletir sobre a minha própria morte. Me questionei sobre as realizações que eu alcançaria quando minha vida acabasse. A educação cristã que eu tive também ajudou, cresci em uma comunidade paroquial. Jesus sempre foi meu modelo de vida.
iG: E como é esse modelo de vida representado pela figura de Jesus?
Padre Beto: Jesus era revolucionário, mas essa característica foi amenizada pela Igreja. Ele é visto num representação romântica das palavras amor e da paz. Acontece que o amor dele era comprometido, tanto que isso o levou a arregaçar as mangas. Jesus inclusive combateu preceitos religiosos, como o do “atire a primeira pedra quem nunca pecou”, em relação às prostitutas.
iG: Sua formação é diversificada, passando pelo Direito, pela História e pela Comunicação, além da Teologia. Essa bagagem acadêmica influiu no seu posicionamento progressista?
Padre Beto: Certamente. Mas também é preciso levar em conta o fato deu eu ter entrado tarde no seminário. Entrei já adulto,não um adolescente, como é comum. Ingressei com muita experiência de vida, não era mais virgem. Isso fez com que eu pudesse ter uma visão mais realista do ser humano. Minha formação acadêmica contribuiu para que eu tivesse um olhar mais crítico da instituição e da própria sociedade.
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Me sinto injustiçado pelo o que aconteceu, mais ainda pela forma como aconteceu. Não cometi crime algum, apenas levantei pontos de reflexão
iG: O senhor está há mais de dois meses fora da igreja, como tem sido esse período? Existe um sentimento de injustiça?
Padre Beto: Me sinto injustiçado pelo o que aconteceu, mais ainda pela forma como aconteceu. Não cometi crime algum, apenas levantei pontos de reflexão. A Igreja não me respeitou como humano, não respeitou minha família. Minha mãe é cardíaca, poderia ter morrido. A comunidade da qual eu fazia parte também foi desrespeitada.
iG: O senhor tem vontade de voltar ao sacerdócio?
Padre Beto: Eu pretendo voltar sim ao sacerdócio, continuo sendo padre, essa é minha vocação. É como se eu fosse um jogador de futebol que é impedido de jogar, mas que não pensa em fazer outra coisa. O sacerdócio é minha paixão, sou apaixonado por Jesus Cristo, não tem como não ser. Estou esperançoso com o papa Francisco, que ele traga o retorno da Igreja Católica que reflete, por isso estou entrando na justiça comum.
iG: Qual a posição atual da Igreja Católica em relação à homossexualidade? Por que este assunto ainda causa tanta controvérsia?
Padre Beto: Infelizmente, a posição da igreja é “eu aceito o gay, mas não aceito a homossexualidade”, que vem da percepção de que a sexualidade é uma opção. Sexualidade é uma orientação, algo que nasce com o individuo. Mas ele só floresce como pessoa quando convive bem com a própria sexualidade. Com essa visão antiquada, o homossexual católico sente que vive em pecado. Isso é um absurdo.
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Aceitar os gays na Igreja fará com que as famílias vivam de maneira mais saudável, porque o tema vai ser tratado com muito mais naturalidade
iG: Muitos religiosos, de diversas denominações, dizem que a aceitação dos gays pela sociedade é um sinal de falência da família. Com o senhor encara esse pensamento?
Padre Beto: É um pensamento muito questionável, para não dizer absurdo. Homossexualidade não é contagiosa, não é algo que passe por comportamento. Aceitar os gays na Igreja fará com que as famílias vivam de maneira mais saudável, porque o tema vai ser tratado com muito mais naturalidade. Por exemplo, os filhos que hoje são adotados por casais gays compreenderão as diferenças com muito mais tranquilidade no futuro.
iG: O senhor ouviu muitos jovens gays quando era padre? Eles sofriam por serem gays em uma igreja que não reconhece sua orientação?
Padre Beto: Eu aconselhei vários homossexuais, muitos em confissão, sempre os percebia na missa. Notava inclusive que o conflito interno deles se dava não com a igreja, mas com eles próprios ou com Deus. Porque a Igreja os condicionou a acreditar que ser gay é algo pecaminoso. Eles nem se davam conta que precisavam confrontar a instituição que incutiu isso em sua cabeça. Que os fez se perceber como um monstro, uma anomalia. O meu trabalho sempre foi no sentido de esclarecer isto. Mostrar que esse pensamento foi colocado na mente deles pela Igreja.
Reprodução/Facebook
Padre Beto celebrando uma missa antes da excomunhão, em abril deste ano
iG: Porque nenhum padre, salvo exceções, como o senhor, não fala sobre homossexualidade?
Padre Beto: Eu acredito que os padres, de um modo geral, tem um grande receio de tocar no tema sexualidade em si. Com homossexualidade então, o medo é maior. Porque há o receio de receber alguma advertência dos superiores. Para os padres, defender a posição da Igreja é muito difícil. Se eles fossem honestos, iriam compartilhar da minha opinião, mas eles têm medo.
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Ele não vai avançar nos temas casamento e adoção por gays, mas vai abrir um precedente com essa fala
iG: A aceitação dos gays pela Igreja contribuiria para a diminuição da homofobia e o preconceito na sociedade?
Padre Beto: Ajudaria muito. Porém, seria muito bom que acontecesse o inverso, com uma sociedade mais aberta forçando mudanças na Igreja. Ela precisa fazer como Jesus Cristo, que foi vanguardista, que fez a sociedade avançar, que foi até crucificado por seus ideais. A igreja tem que avançar, levar a sociedade para frente. Por isso quero voltar a ser padre.
iG: O que o senhor achou da recente declaração do papa Francisco em relação aos homossexuais?
Padre Beto: No momento, o papa Francisco enfrenta uma fúria romana dos que foram nomeados e aceitos pelos papas anteriores. A politica papal, que tivemos com João Paulo II e Bento XVI, tornou inexistente qualquer tentativa de reflexão e diálogo. Joao Paulo II era carismático, tinha uma expressão midiática, mas uma teologia muito conservadora e fechada, assim como o Bento XVI. O papa Francisco tem que fazer uma mudança de estrutura. Eu diria que o discurso dele foi uma tomada de posição consciente para avanços futuros. Ele não vai avançar nos temas casamento e adoção por gays, mas vai abrir um precedente com essa fala.
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o que interessa não é orientação sexual e sim o coração honesto e sincero que busca Deus
iG: De que maneira?
Padre Beto: Veja a declaração do papa, ele disse: “Quem sou eu pra julgar”. Ora, se o sumo pontífice, sucessor de Pedro, se diz incapaz de julgar um homossexual, quem poderá fazer? O papa nos ensinou com isso que o cristão não deve seguir uma cartilha, mas que deve pensar teologicamente. Que o que interessa não é orientação sexual e sim o coração honesto e sincero que busca Deus.
iG: Existem padres gays dentro da Igreja Católica? Manter essa condição em segredo é uma desonestidade ou uma questão de sobrevivência?
Padre Beto: Você não imagina quantos padres gays existem dentro da Igreja, são muitos. Mas isso não é discutido de jeito nenhum. Eu tenho a impressão de que boa parte deles tenta esconder a homossexualidade atrás da batina. Quando você é padre não existe uma pressão social do casamento, nem cobrança em relação à sexualidade, já que existe o celibato. É uma situação horrível para a Igreja, que acaba formando párocos que não têm vocação para o sacerdócio. Por outro lado, os que têm vocação não abrem a boca para defender os gays como eles, o que é inacreditável.
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Uma Igreja formada por homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, celibatários ou não, seria infinitamente mais saudável
iG: O senhor imagina um futuro em que os padres gays são plenamente aceitos pela Igreja?
Padre Beto: Sim. Porque mudaria muita coisa, a Igreja Católica seria muito mais arejada. O mesmo aconteceria se tivéssemos mulheres na hierarquia da instituição. Uma Igreja formada por homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, celibatários ou não, seria infinitamente mais saudável.
Portaria publicada no Diário Oficial da União prorroga as inscrições para o Edital 2013 dos Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra. As instituições têm até 29 de agosto para se inscrever na chamada pública que vai investir cerca de R$ 4 milhões na formação profissional de 1.200 jovens negros e negras de todo o Brasil.
Câmara do Uruguai aprova a legalização da venda da maconha
Projeto, inédito e apoiado pelo presidente, agora vai ser enviado ao Senado.
Texto prevê criação de órgão estatal para gerenciar a cannabis.
A Câmara do Uruguai aprovou na noite desta quarta-feira (31) a legalização e a regulamentação da venda da maconha. Agora, o projeto segue para o Senado.
Se aprovado, o que deve ocorrer, o país vai se tornar o primeiro do mundo a adotar tal medida.
O projeto, apoiado pelo presidente esquerdista José Mujica, prevê a criação de um órgão do governo para realizar o controle do Estado sobre a importação, o plantio, o cultivo, a colheita, a produção, a aquisição, o armazenamento, a comercialização e a distribuição da maconha e seus derivados.
A legislação prevê a criação de um Instituto Nacional de Cannabis para controlar a produção e distribuição da droga, impor sanções aos infratores e formular políticas educacionais para alertar sobre os riscos do uso de maconha.
Após o devido registro, os usuários poderão comprar até 40 gramas mensais de maconha nas farmácias, mas também será permitido o cultivo para consumo próprio ou em clubes de fumantes.
O polêmico projeto é rejeitado por 63% da população, segundo recente pesquisa do instituto Cifra.
Em outros países, como Holanda, Espanha e alguns estados dos Estados Unidos, é permitida apenas a produção, o cultivo em clubes ou o consumo com restrições de maconha, de acordo com os casos.
O texto foi aprovado após mais de 13 horas de caloroso debate, com 50 votos a favor e 46 contra, graças ao partido governista Frente Ampla (FA), que conseguiu impor uma maioria suficiente na Casa, impedindo a oposição de bloquear a proposta.
Como o governo tem uma maioria confortável no Senado, a expectativa agora é de uma aprovação fácil.
O projeto uruguaio foi lançado em junho de 2012 ,como parte de uma série de medidas para combater o aumento da violência.
Mujica, ex-guerrilheiro de esquerda, diz que a lei vai controlar o comércio de maconha sob diretrizes rigorosas, ajudar a combater as quadrilhas de tráfico de drogas e enfrentar pequenos crimes.
Para evitar tornar o país um destino de turismo de drogas, apenas os uruguaios seriam autorizados a usar maconha.
"A venda de maconha por parte do Estado para os consumidores registrados é algo inédito em nível mundial", disse à agência France Presse Ivana Obradovic, que liderou o estudo de políticas públicas e sua avaliação no Observatório Francês sobre Drogas e Toxicomanias (OFDT).
Até agora, há modelos de legislação nos quais se permite o cultivo pessoal com fins recreativos, como no caso dos estados do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, da Espanha -com clubes sociais de maconha- e da Holanda, conhecida desde 1976 por seus históricos "coffee shops", lojas que vendem drogas.