09 julho, 2026

Revolução Constitucionalista de 1932









94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 São Paulo Antiga






Icônica imagem de combatentes Paulistas no subsetor de Eleutério, datada de 02/08/1932. Trata-se dos primeiros integrantes da guarnição do Trem Blindado nº 4 na Revolução Constitucionalista de 1932. Essa imagem foi publicada originalmente na capa do jornal Diário Nacional, na sua edição de 13 de agosto de 1932, que descreveu o grupo como integrantes do Trem Blindado que agiu em Eleutério em 5 de agosto daquele ano, com grande eficácia. Identificados na foto (sentados, da esquerda p/ direita): Hélio Bittencourt, Sargento Theotônio Lara, Vermelhinho e Luiz Mariano Bueno. Na segunda fila (em pé, da esquerda p/ direita): tenente Sócrates Faria (primeiro), Cláudio Medeiros (quarto), André Patusca (sexto) e cabo João Cananéa (sétimo). Imagem do acervo de Tudo por S. Paulo 1932.

Segundo informações do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, esse blindado foi construído pela Cia Mogiana em Campinas para trafegar nas suas linhas e nas da Cia Rede Sul Mineira. A sua primeira guarnição era composta por elementos da 1ª Cia do Batalhão "Fernão Dias Paes Leme", tendo sido o blindado entregue em 1º de agosto de 1932 na Estação de Barão Ataliba Nogueira, em Itapira/SP, na frente de combate Sapucaí-Eleutério. A guarnição foi inicialmente comandada pelo tenente da Força Pública Gabriel Mendes da Silva (do Batalhão Paes Leme, e que posteriormente comandou a 4ª Cia) e tinha, entre outros integrantes, Theotônio P. de Rosa (grafado "Theotônio Lara" em outras publicações), João C. Machado, Hélio Bittencourt, Conrado Soegencht, M. Guedes, Cláudio Medeiros, André Patusca, João Cananéa, Luiz Mariano Bueno e Vicente Guimarães. Além do oficial havia também dois sargentos da Força Pública incorporados à guarnição. Redação de Guardiões de 32. 


📜 Memória de Birigui — 1932
Soldados do Batalhão Biriguy reunidos no Cine Teatro Triângulo em um momento de confraternização, pouco antes do embarque para integrar as tropas na Revolução Constitucionalista de 1932.
O cinema, localizado na Rua Conselheiro Antônio Prado, foi palco dessa despedida marcante, reunindo combatentes e civis em um instante carregado de expectativa, coragem e incertezas.
Um registro que preserva não apenas rostos, mas o espírito de uma geração que partiu em defesa de seus ideais.
📍 Birigui – SP
📷 Acervo do Museu Histórico Dr. Renato Cordeiro
📝 Publicação: Sergio Godinho – Historiografia de Birigui


Guardiões de 32



Ponto de posicionamento da defesa dos direitos constitucionais, a Faculdade de Direito da USP foi um dos palcos centrais da Revolução Constitucionalista de 1932. Do local saiu o primeiro contingente de civis armados, que lutaram ao lado das tropas regulares do Exército Paulista. A data de 9 de julho marca o estopim do conflito armado entre forças Paulistas, com o objetivo de derrubar o governo de Getúlio Vargas, que havia assumido a presidência do governo provisório nacional após um golpe de Estado decorrente da Revolução de 1930.
No Pátio das Arcadas está guardado um monumento ao MMDC, um registro da memória do massacre ocorrido (em 23 de maio daquele ano), embrião do movimento, iniciado após a morte dos manifestantes Paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (o MMDC), assassinados por tropas federais ligadas ao Partido Popular Paulista, grupo político-militar sustentáculo do regime de Getúlio Vargas.
A revolta armada mostrou a insatisfação dos Paulistas que pediam para criar uma nova constituição.
O Brasil já vivia uma enorme agitação porque, entre as medidas de Vargas, estava reduzir a influência das oligarquias regionais sob os estados. Por sua vez, a Frente Única Paulista exigia a constitucionalização do País e a nomeação de um interventor civil do Estado.
Foram três meses de batalhas e acabou com a rendição dos Paulistas no dia 2 de outubro.
Apesar da derrota no conflito, algumas vitórias foram alcançadas. O governo convocou a Assembleia Constituinte, foi reaberto o Congresso e convocadas eleições gerais, como queriam os Paulistas. E a Constituição brasileira, promulgada em 1934.




Há 94 anos, São Paulo estava em ebulição. Começava a Revolução de 32, um dos maiores confrontos armados do século 20 no Brasil.
O 9 de julho de 1932 opunha duas grandes forças. Foram pelo menos 600 baixas entre os constitucionalistas, indicam os estudiosos. Além dessas centenas de mortes, a guerra deixou um legado de meias verdades.
O governo de Getúlio difundiu para o país todo a ideia de uma São Paulo em busca do separatismo quando, na verdade, essa corrente era secundária.
As elites Paulistas, por sua vez, enfatizaram em hinos, cartazes e outras formas de comunicação o constitucionalismo como bandeira. Era, sem dúvida, uma motivação relevante, mas não a única. As outras eram menos nobres, como a disputa renhida pelo poder, a perda de lucros com a economia cafeeira pós-Getúlio e até um sentimento regionalista exacerbado.
📷
Folhapress
📝
Naief Haddad
#PraTodosVerem: Desfile de 9 de julho no vale do Anhangabaú, em São Paulo, em 1957. Sobre a imagem há o texto: "Revolução de 32 deixou legado de meias verdades" Folha de S.Paulo



Imagine você ser o estado que mais recebeu italianos, japoneses, nordestinos e nortistas, ser considerado um dos três estados mais receptivos do país e, atualmente, ser o estado que mais recebe estrangeiros — e, ainda assim, ter a fama de ter um povo "fechado".
Imagine ser o estado com o menor número de homicídios, ter mais de 50 cidades entre as 100 mais seguras do país e, apesar de ostentar a melhor tecnologia para capturar criminosos, ainda ser considerado um lugar violento por quem só acompanha as notícias pelo jornal.
São Paulo detém o título de maior PIB estadual há mais de 100 anos consecutivos, sem interrupções. O PIB é tão alto que, se fosse um país, estaria entre as 25 maiores economias do mundo, superando nações como Bélgica, Suíça e Argentina. Além disso, boa parte dessa riqueza é redistribuída: SP é o estado que mais envia recursos para a União, ajudando a financiar outros estados, mas poucas pessoas sabem disso.
Imagine estar ao lado de Milão, Paris e Tóquio como uma das capitais gastronômicas do mundo, além de ser o lugar com mais bibliotecas, museus e teatros no país. Pois é: a cultura e a gastronomia Paulistas são, muitas vezes, mais reconhecidas lá fora do que aqui dentro.
Das 100 cidades com os melhores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, 55 estão no Estado de São Paulo, sendo São Caetano do Sul a primeira colocada. Mesmo assim, ainda há quem ache que é um estado "sem graça".
São Paulo é perfeito? Não! O trânsito é intenso, mas isso é uma consequência direta de ser o lugar que mais atrai pessoas no país. Infelizmente, a capital também registra altos níveis de poluição, só que o estado não se resume à metrópole. Se avaliarmos o contexto geral, São Paulo geralmente é terceiro estado mais arborizado do país; ou seja, é o segundo estado com mais árvores em áreas urbanas. É muito verde para um lugar que tem fama de ser apenas "cinza.