As organizações criminosas da capital Paulista expandiram suas operações para a Baixada Santista, dominando a exploração de jogos de azar e consolidando um esquema que envolve desde caça-níqueis e bingos ilegais até apostas esportivas online e lavagem de dinheiro, com suspeitas de corrupção em diversas esferas do poder público local.
Jogos de Azar na Baixada Santista e a Atuação de Influentes Contraventores da Capital
Organizações criminosas da Capital expandiram suas atividades para além do DECAP e DEMACRO ( departamentos policiais da Capital, Grande São Paulo e do ABC ) , passando também a gerir a exploração de jogos de azar em toda a Baixada Santista .
Essa expansão estratégica permitiu que contraventores locais - presos ou réus em processos em andamento - pudessem terceirizar a administração dos seus negócios mantendo suas fontes de receita.
Com o objetivo de diminuir os riscos de novas ações penais e de prisão preventiva.
A contravenção da Capital domina sofisticadas tecnologias de apostas e lavagem de dinheiro.
Além do emprego de grave ameaça para controlar a concorrência e instalar novos pontos na periferia.
As palavras mágicas: “aqui é do PCC" !
O PCC tem costas muito largas; tudo vai na conta do partido .
A Baixada Santista como Território Estratégico
A Baixada Santista, com o Porto de Santos como principal porta de saída de cocaína para o exterior, tornou-se um ponto crucial para as operações de poderosas organizações criminosas.
Internacionais , inclusive .
A região oferece não apenas uma rota de escoamento para o tráfico internacional, mas também um mercado consumidor local significativo e oportunidades para a prática de outros crimes, como prostituição , venda de combustíveis adulterados , construtoras de fachada , mercado de automóveis para dissimulação de ativos ilícitos e a tolerada exploração de jogos de azar.
Com relação ao tráfico doméstico , absurdamente, em épocas como o Carnaval – diante dos milhões de turistas - a demanda é maior do que a oferta ; muitos usuários encontram dificuldades para aquisição de cocaína e maconha .
Mas não faltará uma maquininha para o povão apostar!
Muita gente que gosta de apostar já constatou que o “tigrinho e afins” é pior do que fumar crack.
E os caça-níqueis são mais divertidos.
Um Operador-Chave na Cadeia
Nesse contexto, a figura do famoso contraventor conhecido como Branco ( segundo consta preso pela Polícia Federal ) emerge como um dos operadores-chave na exploração de jogos de azar no Litoral Paulista.
Apontado como um dos principais responsáveis pela exploração de caça-níqueis na região do DEINTER-6 (que abrange cidades como Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Praia Grande; entre outras instancias balneárias e ecológicas ).
O “Branco” – ligado a poderosos políticos e policiais do alto escalão da Segurança Pública - é apontado pela Polícia Federal por comandar um esquema de casinos, bingos ilegais, caça-níqueis de rua e as Bet; por meio das quais pratica-se muita lavagem de dinheiro .
Dizem que ele há muito tomou o trono do Ivo Noal!
E já teve livre ingresso na sede da Secretaria de Segurança e Palacio dos Bandeirantes.
Pode ser folclore, mas não existe contraventor dessa envergadura sem fortes ligações com agentes da Administração Pública.
Até dizem que mantem negócios gastronômicos, numa certa Ilha, em sociedade com familiar de ex-governador .
Por meio de testas-de-ferro, obviamente!
A organização chefiada por “Branco” e outro bicheiro conhecido na Capital como "Juruna" - além da administração das duas maiores bancas do jogo de bicho da região - arrendou milhares de caça-níqueis e outras modalidades de “diversões lúdicas de uma família da região enfraquecida pelo GAECO, consolidando seu domínio no mercado ilegal da jogatina.
Mercado resiliente que recrudesceu e parece mais forte e rentável do que nunca.
Nota: há quem diga que “Branco”, “Juruna”, “Pereira” e “Ceará” são “aliases” , ou seja, alcunhas do mesmo personagem.
E como sempre, as suspeitas de corrupção policial , municipal e política - com o suposto suborno de agentes da lei e servidores para garantir a continuidade de suas operações - revelam a complexidade e a ousadia do esquema criminoso.
Expansão para Outras Modalidades de Jogos
A atuação dessas organizações não se limita aos caça-níqueis , dos casinos , bingos, clubes de carteado e ao jogo-do-bicho .
Investigações indicam seu envolvimento com apostas esportivas online, as chamadas "Bet", um mercado em crescimento que atrai a atenção do Crime Organizado como forma de lavagem de dinheiro e ampliação dos lucros.
Lavagem de dinheiro que também é feita por meio de equipamentos viciados que chegam a operar com alvarás municipais, a exemplo das loterias eletrônicas municipais e estaduais.
Fraude que , resumidamente , consiste na modificação dos sistemas de geração de resultados para criar margens de lucro fraudulentas, como reduzir probabilidades de pagamento ou direcionar parte dos valores apostados para contas offshore.
Instalação de vulnerabilidades intencionais em máquinas de apostas ou plataformas online para redirecionar fundos sem registro contábil .
Criação de apostas "fantasma" em sistemas, onde valores são desviados antes de serem contabilizados oficialmente
A lavagem de dinheiro por meio dessas atividades aparentemente legais fortalece o poderio financeiro das facções e de “grandes contraventores” , permitindo-lhes expandir ainda mais suas operações criminosas e corromper agentes públicos.
Não por coincidência tais loterias e as Bet pertencem a contraventores.
E nunca foram policiais os maiores corruptos, a corrupção na Baixada Santista sempre foi muito maior na esfera das Prefeituras e das Câmaras.
Também nunca foi segredo a intima relação entre prefeitos e contraventores generosos.
Sem esquecer que em toda legislatura há um contraventor eleito “pelo povo” .
Afinal , a fiscalização , muito mais do que a polícia, primariamente cabe aos secretários de comércio com apoio das guardas.
Deixo um dito impopular: Papagaio come milhão, periquito fica com a casca do alpiste!”