![]() A síndrome dos zerosEmpresas como Apple, Alphabet e Meta Platforms estão anunciando cifras de 11 e 12 dígitos a tal ponto que os valores estão perdendo o impacto. A fabricante dos iPhones disse na segunda-feira que investirá US$ 500 bilhões nos Estados Unidos nos próximos quatro anos. A OpenAI, apoiada pela Microsoft, prometeu a mesma soma para seu projeto de centro de dados “Stargate” – também em quatro anos. Amazon, Meta Platforms, Alphabet e Microsoft estão, juntas, investindo US$ 320 bilhões neste ano fiscal – cerca de 40% a mais do que nos 12 meses anteriores, principalmente em iniciativas que envolvem a inteligência artificial (IA). Uma década atrás, essas empresas investiram apenas US$ 23 bilhões. O cenário de P&DAinda que as recomendações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tenham ajudado a elevar o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o número de patentes, não conseguiram garantir a eficácia do processo nem o lançamento efetivo de inovações no mercado, segundo estudo do Centro de Estudos da Ordem Econômica da Universidade Federal de São Paulo (CEOE/Unifesp). Nesse sentido, o Brasil, por exemplo, aparece em posições intermediárias em registro de patentes (22º) e em volume de P&D (8º). Mas ocupa uma lugar desfavorável quando se avalia o quanto cada investimento realmente rende em termos de novas ideias (35º). Mudar essa realidade é um desafio. Atualmente, o tempo médio de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é de quatro anos e três meses. O órgão quer reduzir esse prazo em quatro meses, mas para atingir esse objetivo — e outros previstos em seu Plano de Ação 2025 — terá de superar dois problemas comuns: falta de pessoal e orçamento anual abaixo do necessário. SAP ensina software a ‘falar’A SAP vem se movimentando para tornar os seus programas mais fáceis de usar, a ponto de o usuário só ter de fazer uma pergunta para obter a informação que procura. Isso é possível, pois os softwares estão aprendendo a “falar”. A nova interface é resultado do desenvolvimento dos chamados agentes digitais. Tratam-se de softwares capazes de reunir dados de fontes diferentes, armazenados em vários sistemas internos de uma organização, para oferecer respostas consistentes e rápidas a consultas de negócios. A proposta é que o cliente faça isso de maneira intuitiva, do mesmo modo como ocorre quando alguém consulta assistentes de interesse geral, como ChatGPT, Copilot ou Gemini. Até o fim do ano, a SAP planeja lançar 25 agentes digitais, completando o projeto. Poluição de ‘data centers’ cobra seu preçoA expansão da infraestrutura de “data centers” das gigantes americanas da tecnologia sobrecarregou o sistema de saúde pública dos Estados Unidos em mais de US$ 5,4 bilhões nos últimos cinco anos, segundo estudo sobre o impacto crescente da construção de centros de dados voltados à inteligência artificial (IA). A poluição atmosférica causada pelo alto consumo de energia necessário para operar os “data centers” tem sido associada à demanda maior por tratamentos contra câncer, asma e outras doenças respiratórias, segundo pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Corrida pela IA eleva investimento, mas não o número de inovaçõesOlá! Reuni para você os principais acontecimentos recentes no mundo da inteligência artificial (IA). A Apple vai destinar meio trilhão de dólares para IA; no Brasil o valor investido em tecnologia rende pouco em termos de novas ideias; já a SAP ensina seu software a 'falar' com os clientes. Vamos às atualizações! Gostou? Então, compartilhePara ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br Abraços, Natália Flach |
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