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| Folha de S.Paulo - 23/02/2025 | |||||
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| Estado de Minas - 23/02/2025 | |||||
| Jornal O Tempo - 22/02/2025 | |||||
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| Jornal Flit Paralisante |
Flit sem rebuço- Tarcísio aprofunda descompasso com Polícia Civil de SP ao privilegiar militares e negligenciar pautas da categoria …”Sem polícia judiciária forte, a democracia vira refém do cassetete”
A Polícia Civil Paulista enfrenta um cenário de desvalorização institucional sem precedentes no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), com ações que vão da nomeação de militares para coordenar reformas internas à invasão de atribuições constitucionais por parte da PM. O desgaste, que já levou a protestos públicos em fevereiro de 2025, expõe uma estratégia de enfraquecimento da polícia judiciária em favor do protagonismo das forças militares, segundo análise de documentos e depoimentos colhidos pela imprensa profissional. A crise atingiu novo patamar com a Resolução SSP-15/2025, que criou grupo de trabalho para atualizar a Lei Orgânica da Polícia Civil. Inicialmente, a coordenação foi entregue ao coronel da PM Paulo Mauricio Maculevicius, chefe de gabinete do secretário de Segurança Guilherme Derrite (PL), em clara violação à autonomia da instituição. Apesar da posterior substituição por coronel da reserva do Exército, a decisão manteve a exclusão de representantes de carreiras da Polícia Civil, como investigadores e escrivães. Assimetria salarial e perda de espaço operacional Dados da Secretaria da Fazenda Paulista revelam que, enquanto policiais militares tiveram reajustes de até 34,24% em 2024, as categorias civis ficaram limitadas a 24,64% – discrepância que se repete nos complementos de aposentadoria. "É uma política deliberada de asfixia orçamentária", acusa o delegado André Pereira, coordenador do Fórum Resiste PC-SP, lembrando que São Paulo ocupa a 15ª posição nacional em remuneração de investigadores. A invasão de competências tornou-se sistêmica: em abril de 2024, a PM realizou sozinha a Operação Fim da Linha contra o PCC no transporte público, ignorando a prerrogativa constitucional da Polícia Civil para investigações. "Quando a PM assume funções de inteligência policial, está rasgando o artigo 144 da Constituição", critica a cientista política Carla Martins, da USP, em referência à divisão legal de atribuições. Protestos e resistência institucional A gota d'água veio com a tentativa de incluir a PM no registro de termos circunstanciados – atividade exclusiva da Polícia Civil –, gerando protesto histórico no Largo São Francisco em 17/2/2025. Mesmo com discurso moderado, o ato revelou o abismo entre o governo e a base: "Não queremos migalhas, mais respeito à nossa função de polícia judiciária", declarou à plateia o deputado Paulo Reis (PT), ele próprio policial civil. A insatisfação ganhou mais corpo em razão do Comitê de Assessoramento Estratégico criado em fevereiro. Das sete cadeiras, apenas uma é ocupada pelo delegado-geral da Polícia Civil, enquanto PM, Ministério Público e Defensoria dividem influência. Diga-se, o Palácio do Governo é tão autoritário e ignorante das leis que convocou o Procurador Geral do Ministério Público como se fosse subordinado do Executivo. Vexame e desgaste! "É a militarização da segurança pública disfarçada de pluralismo", denuncia o Sindicato dos Delegados . Câmeras corporais: o recuo tático de Tarcísio A pressão por transparência forçou o governador a rever sua oposição histórica às câmeras corporais. Após ironizar o equipamento em 2024 ("não estou nem aí para a ONU"), Tarcísio anunciou em dezembro a ampliação do programa, mas com uma ressalva: as novas câmeras permitem acionamento remoto pela PM, não pela Polícia Civil. "É controle unilateral: a PM grava quando quer, como quer", alerta o investigador presidente da Associação dos Investigadores de São Paulo. O tema chegou ao STF em fevereiro, quando o ministro Luís Roberto Barroso exigiu explicações sobre o armazenamento de imagens. Nas discussões, a Polícia Civil sequer foi consultada, conforme revelou o próprio governador em encontro com o ministro. Tarcísio não quer que a Polícia Civil tenha acesso a elementos probatórios que podem macular os trabalhos da sua preferida! Diga-se, a maioria – Bolsonarista - torcedora pelo sucesso do Golpe de Estado! Caso Medrado: eficiência apesar do abandono A prisão da suposta líder do latrocínio do ciclista Vitor Medrado em 18/2/2025 mostrou a Polícia Civil atuando com recursos escassos. Enquanto Tarcísio usou o caso para autopromoção nas redes sociais, agentes trabalhavam com equipes 40% abaixo do efetivo mínimo recomendado, segundo auditoria da SSP-SP. "Fizemos mais com menos, como sempre", resumiu o delegado responsável pelas investigações. O futuro sob a nova Lei Orgânica Especialistas veem na reforma da Lei Orgânica risco de aprofundar a crise. O suposto texto em discussão, ainda inacessível à maioria dos policiais, prevê a criação de "comissões mistas PM-PC" para as discussões , um cavalo de Troia para a militarização. Funcionários de carreira da Polícia Civil afirmam que o processo de regulamentação da Lei Orgânica da Polícia (LOP) permanece opaco e restrito a grupos externos, enquanto a maioria dos agentes segue alijada das discussões. A crítica, feita por um delegado com mais de três décadas de serviço, revela muito sobre a transparência e a participação da categoria em decisões que impactam sua rotina profissional. O Deputado Reis ( PT ) descreveu que a proposta da nova LOP nem sequer está em fase inicial ; afirmando que poucos policiais terão acesso têm real ao texto ou às discussões em torno dele. Segundo ele, as entidades representativas da categoria estão alijadas do processo: "Nenhuma das associações ou sindicatos será verdadeiramente ouvida”. “A proposta virá pronta para ser engolida, porque a Polícia Civil é frágil , pessimamente representada na ALESP e politicamente imaturos” . Do Flit: politicamente imaturos , nada unidos e dirigidos por autoridades sem compromisso institucional. Com efeito, a reestruturação da polícia civil , em vez de progresso, corre o risco de retrocessos quando a participação das bases é negligenciada. A encruzilhada da polícia judiciária A desidratação da Polícia Civil paulista sob Tarcísio ameaça todo o sistema de segurança. Com investigações fragilizadas, o estado caminha para um modelo onde a força bruta da PM substitui a inteligência policial – um retrocesso aos anos 1970. "Sem polícia judiciária forte, a democracia vira refém do cassetete" ( bordão do movimento nos anos 1985/1986 ) . Resta saber se a sociedade perceberá o risco antes que seja tarde. RGG
27 anos de cadeia é pouco para quem foi contra o isolamento receitando Cloroquina e contribuiu para a morte de dezenas de milhares de brasileiros…Golpista bom é golpista morto!
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