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| Folha de S.Paulo - 06/02/2025 | |||||
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| Estado de Minas - 06/02/2025 | |||||
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| Blog do Gerson Nogueira |
Alta da inflação de alimentos sob Bolsonaro foi três vezes maior que no governo Lula
No último ano da gestão Bolsonaro a inflação chegou a quase 12%, já na gestão Lula não ultrapassou 4,5% Os indicadores oficiais de inflação no Brasil mostram que a inscrição do boné usados por deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não faz jus ao registrado em seus quatro anos de governo. De 2019 a 2022 o aumento do preço de alimentos no país superou a média geral da inflação em 3 dos 4 anos e nunca ficou abaixo dos 6%. No último ano sob Bolsonaro, chegou a quase 12%. A chamada "guerra dos bonés" mobilizou ministros e o próprio presidente Lula, que postou foto nas redes sociais usando o adereço, que seria ideia do seu novo ministro da Secretaria de Comunicação, o marqueteiro Sidônio Palmeira. Após bolsonaristas terem ido ao plenário da Câmara com o boné relativo aos alimentos, o novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também foi às redes sociais dizer que, para ele, boné serve para proteger a cabeça do sol, não para resolver os problemas do país. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, indicador oficial de inflação do Brasil) e o INPC (o primeiro indicador abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos; o segundo, de 1 a 5 mínimos), o grupo de Alimentos e Bebidas registrou inflação acima de 6% em 2019, enquanto os índices gerais não ultrapassaram 4,5%. O maior vilão naquele ano foram as carnes. A inflação de alimentos superou 14,% em 2020, ano da declaração da pandemia mundial de Covid-19 e do início das políticas de isolamento social –o indicador foi puxado, principalmente, pelas altas de arroz, óleo de soja e batata. Em abril de 2022 o Ministério da Saúde declarou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A inflação de alimentos e bebidas terminou aquele ano em quase 12% nos dois indicadores, contra 6% da inflação geral. Daquela vez, o que pesou mais foram as altas de cebola, batata e leite longa vida. "Não tem comparação o governo Bolsonaro com o governo Lula, o governo Bolsonaro enfrentou uma pandemia e o agro segurou o PIB brasileiro", disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Questionado sobre as razões de mesmo antes da pandemia e em 2022 os alimentos terem registrado expressiva alta, afirmou que, em sua visão, foram períodos melhores do que os vistos agora. Lula teve como mote de campanha a promessa de que as famílias poderiam voltar a comer picanha e tomar uma "cervejinha" nos fins de semana. Em 2023, os preços das carnes registraram queda de janeiro a setembro, mas voltaram a subir a partir de setembro daquele ano. Apesar disso, o IPCA e o INPC de alimentos e bebidas fecharam o primeiro ano de Lula 3 em 1,03% e 0,33%, respectivamente, bem abaixo dos indicadores gerais da inflação, que ficaram em 3,71% (INPC) e 4,62% (IPCA). Já 2024 o preço dos alimentos voltou a subir fortemente, em especial carnes, café e leite longa vida, o que empurrou o tema para a mesa presidencial, que cobrou de seus ministros medidas para barateamento dos produtos. A inflação dos alimentos no segundo ano de Lula 3 superou o primeiro ano de Bolsonaro, que já registrava alta expressiva. O IPCA registrou 7,69% contra 6,37% de 2019. O INPC, 7,6% contra 6,84% do primeiro ano da gestão Bolsonaro. Como a Folha de S.Paulo mostrou, o patamar elevado dos preços dos alimentos ofusca o impacto do aumento da renda e, assim, trava uma recuperação mais consistente do poder de compra dos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) postou na terça-feira (4) um vídeo vestindo um boné azul com a inscrição "o Brasil é dos brasileiros" e entrou na "batalha dos bonés" travada entre governistas e políticos da oposição. A postagem foi feita um dia depois da sessão do Congresso em que aliados de Lula e oposicionistas utilizaram bonés para passar recados, marcar território e provocar seus adversários. |
| Luíz Müller Blog |
Pra pensar: Por excesso de Agrotóxicos, China suspende importação de Soja de 5 empresas brasileiras
O BRASIL É O MAIOR CONSUMIDOR DE AGROTÓXICOS DO MUNDO, MANTENDO ISENÇÕES FISCAIS BILIONÁRIAS PARA ESSAS SUBSTÂNCIAS. NO ENTANTO, O USO EXCESSIVO DESSES PRODUTOS NÃO SÓ GERA IMPACTOS AMBIENTAIS E À SAÚDE, MAS TAMBÉM PODE COMPROMETER A COMPETITIVIDADE DO PAÍS NO MERCADO GLOBAL.A suspensão de importações de um dos principais produtos do Brasil acendeu um alerta sobre o modelo agrícola do país. Entenda os motivos dessa decisão e seus possíveis impactos para o setor. A China, maior compradora da soja brasileira, suspendeu as importações de cinco empresas nacionais após identificar contaminação por agrotóxicos e pragas na mercadoria. A medida impacta grandes exportadoras e levanta questionamentos sobre a dependência do agronegócio brasileiro de insumos químicos. A decisão também reacende o debate sobre a necessidade de um modelo agrícola mais sustentável e diversificado para evitar futuras restrições comerciais. Por que a China suspendeu a soja brasileira?A Administração-Geral de Aduanas da China identificou níveis inaceitáveis de resíduos de pesticidas e presença de pragas na soja exportada pelo Brasil. Como resultado, cinco grandes empresas foram afetadas, entre elas Cargill Agrícola SA, ADM do Brasil, Terra Roxa Comércio de Cereais, Olam Brasil e C.Vale. A decisão chinesa não apenas interrompe o comércio dessas empresas, mas também evidencia fragilidades no controle de qualidade do setor agrícola brasileiro, que pode enfrentar novas barreiras internacionais se não aprimorar suas regulamentações. Os riscos da dependência de agrotóxicosO Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, mantendo isenções fiscais bilionárias para essas substâncias. No entanto, o uso excessivo desses produtos não só gera impactos ambientais e à saúde, mas também pode comprometer a competitividade do país no mercado global. A economista Diana Chaib alerta que a falta de controle sobre resíduos químicos pode resultar em embargos comerciais mais frequentes, enquanto o especialista Alan Tygel, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, critica a dependência da exportação de commodities e defende um modelo agrícola mais sustentável. Alternativas para o futuro do agronegócio brasileiroDiante do embargo, especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas que incentivem a redução da dependência de agrotóxicos e promovam práticas agrícolas mais sustentáveis. O Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), que poderia contribuir para essa mudança, permanece inativo. A pesquisadora Karen Friedrich, da Fiocruz, destaca que a resistência crescente de pragas aos pesticidas demonstra a insustentabilidade do atual modelo agrícola, que favorece grandes indústrias químicas em detrimento da segurança alimentar e da competitividade do Brasil no mercado internacional. A suspensão da soja brasileira pela China reforça a urgência de um debate sobre o futuro do agronegócio nacional, indicando que a diversificação econômica e a transição para práticas agrícolas mais responsáveis são caminhos essenciais para garantir a estabilidade do setor. [Fonte: Auditoria Cidadã] |
























