17 janeiro, 2013

O drama da Dona Rosilda e dos produtores rurais da Suiá-Missu




Este blog (Coturno Noturno) tem coberto com detalhes a injustiça legalizada cometida em Suiá Missu, no interior do Mato Grosso. Lá 7.000 produtores rurais foram desalojados e expulsos, com títulos de propriedades na mão e debaixo de bombas e balas de borracha, para que a área fosse devolvida a um pequeno grupo de índios xavantes, pois a terra seria originalmente deles.

Ao mesmo tempo, há semanas, meia centena de índios que moram dentro de um Museu desativado, ao lado do estádio do Maracanã, impedem que as obras da Copa sejam realizadas. Não querem desocupar o prédio, transformado em taba, em aldeia, no centro de uma das maiores cidades do país. Dali saem todos os dias para achacar a vizinhança e para vender quinquilharias para turistas. A Justiça tem dado ganho de causa aos ditos indígenas, que são massa de manobra presente em todo o tipo de protestos que ocorre na cidade, para dar um colorido ao evento. 

Em Suiá Missu, milhares de produtores rurais viraram sem-terras da noite para o dia para favorecer algumas centenas de índios. No Rio de Janeiro, alumas dezenas de índios impedem que milhões de brancos sejam beneficiados por obras de infra-estrutura. É o Brasil absurdo e vergonhoso do PT.

A matéria abaixo é da Folha de São Paulo
Os índios que ocupam a antiga sede do museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio, querem que o governo estadual proponha por escrito que as 23 famílias deixem o local. Algumas vivem lá desde 2006.Segundo o cacique Carlos Tukano, 52, funcionários da Emop (Empresa de Obras Públicas) disseram que eles poderiam receber aluguel social (de R$ 400 a R$ 500), mas a proposta não foi formalizada.


Na sexta à noite o imóvel foi cercado por policiais do Batalhão de Choque, à espera de uma ordem judicial para a desocupação. A ordem não chegou e os policiais deixaram o local no sábado. A demolição está no pacote de obras do Maracanã para a Copa do Mundo. Segundo o governo, só a partir de hoje será decidido como será a retirada das famílias. A secretaria não informou sobre a hipótese de aluguel social."Estamos apreensivos", disse Tukano. Alguns índios participaram ontem de manifestação contra a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros, também do pacote de obras da Copa.