Recebo de Julio Moura, da Tropicana Produções, a boa notícia da apresentação do cantor pernambucano Alceu Valença nos palcos lusitanos e parisienses neste início de 2013. Excelente para a divulgação de nossa música popular brasileira, especialmente a nossa música regional nordestina, no outro lado do Atlântico.
Alceu Valença é um dos principais nomes da canção popular brasileira e referência absoluta da música do Nordeste. Neste sábado (12), ele se apresenta pela terceira e última vez em sua atual tournée em Portugal, no Espaço Brasil, no LX Factory, em Lisboa, dentro da programação do Ano Brasil em Portugal.
Valença iniciou suas apresentações nesta quinta-feira (10), prosseguindo na sexta-feira (11) e encerrando hoje, 12 de Janeiro. Em seguida, mostra seu show em Paris, com uma apresentação no New Morning,dia 17 de janeiro.
Comemorando 40 anos de carreira, com mais de 5 milhões de discos vendidos, Alceu é autor e intérprete de inúmeros sucessos da MPB contemporânea, como “Tropicana”, “Anunciação”, “Pelas Ruas Que Andei”, “Táxi Lunar”, “Como Dois Animais”, “Solidão”, “Na Primeira Manhã” além de temas que reforçam sua condição de renovador do forró e do baião, em “Cavalo de Pau”, Cabelo no Pente” e “Embolada do Tempo”.
No palco, Alceu manifesta a grande arte nordestina e celebra a obra do centenário Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989) de modo a reafirmar seu legado como matriz soberana da música do Brasil profundo. O espetáculo explicita a influência de Luiz na criação de Alceu e estabelece relações entre o cancioneiro de um e de outro, bem como entre a matriz musical ibérica e lusitana e as sonoridades desenvolvidas no sertão brasileiro.
Feliz por reencontrar o público português, Alceu reflete sobre a presença lusitana na música brasileira: “Os sons do sertão nordestino descendem da música portuguesa, ibérica, mediterrânea. O DNA mourisco está evidente na canção nordestina, como no caso de “Asa Branca” de Luiz Gonzaga, e isso vem da presença árabe na Península Ibérica” – destaca.
Alceu interpreta ainda canções de sua autoria que evocam a influência portuguesa, como “P da Paixão” e “Loa de Lisboa”. Nas palavras do cantor: “A relação entre o regional e o cosmopolita remete a Fernando Pessoa, quando o poeta compara o Tejo ao rio de sua aldeia, e se estende à “Loa de Lisboa”. Eu Tinha um amigo em Lisboa, Duda Gaines, que morava na rua da Mãe d´Água ao pé da Praça da Alegria. Disse a ele: quero comprar o nome da sua rua. Fui ouvir fados no Bairro da Mouraria e na volta fiz a canção enquanto caminhava pela chuva”. Já “P da Paixão” expressa a devoção do compositor pela última flor do Lácio: “Antes de me tornar músico, eu era poeta. Sempre tive atração pela língua portuguesa. Penso muito rápido e a palavra escrita atenua a velocidade do pensamento” – diz.
Na Cidade Luz
A bordo de seu “Papagaio do Futuro”, Valença revisita a Paris onde aterrissou antes de sua carreira deslanchar no Brasil, e recria parte do show realizado no Teatro Campagne Premiére – que mereceu destaque no Le Monde: “Alceu Valença é o sol no inverno parisiense” – exclamou o periódico, à época. Além da rara “Saudades de Pernambuco”, o forró “Coração Bobo”, um de seus maiores sucessos, faz parte desta safra em que o cantor potencializou sua identidade nordestina ao deparar-se geograficamente distante dela. Outro tema inspirado em sua temporada parisiense, “Belle Du Jour” possui uma história curiosa: num bar da Rive Gauche, o cantor foi apresentado à diva do cinema francês Jacqueline Bisset. Resolveu fazer uma canção para a atriz, mas confundiu as musas e inspirou-se no clássico de Buñuel, estrelado por... Catherine Deneuve!
A canção pavimenta a ponte entre a musa existencialista e as praias de Pernambuco. Do sertão para o cosmopolita e da metrópole para o litoral, o amor e a sedução passam explícitos por peles morenas em domingos azuis. Como sua "Morena Tropicana", a criação valenciana também tem saliva doce e carne de caju. Alceu Valença se apresenta em Lisboa e Paris ao lado de Paulo Rafael (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), Cássio Cunha (bateria) e Lucy Alves (sanfona e voz).
Fique com este vídeo,do repertório de Gonzaga, onde Alceu recria canções como “Baião”, “Sabiá”, “Vem Morena”, “Asa Branca”, “Pau-de-Arara”, “Juazeiro”, “Xote das Meninas”, além de “Sala de Reboco”, com participação da acordeonista e cantora Lucy Alves. O clipe tem a direção de Gustavo Caldas e está disponível no canal YouTube e no site oficial do cantor
Com informações e fotos da Tropicana Produções e do canal YouTube
De: "Mensagens de blog de todos - Portal Luis Nassif" oscar.alarcon@gmail.com
Para: sulinha13@yahoo.com.br
|
Imprensa Livre. Respeita sua Inteligência, até nas horas de lazer ...Saúde, Sorte e $uce$$o: Sempre!!!