17 abril, 2026

Negócio Fechado, por CNN Money

 

• Ibovespa: -0,55% (195.733,51 pts.) 
• S&P 500: +1,20% (7.126,06 pts.) - novo recorde
• Nasdaq: +1,52% (24.468,48 pts.) - novo recorde
• Dow Jones: +1,79% (49.447,43 pts.) 
• Dólar: -0,20% (R$ 4,983)
• Euro: -0,32% (R$ 5,864)
• Petróleo Brent (junho): -9,06% (US$ 90,38)
• Ouro (junho): +1,5% (US$ 4.879,6)

Contexto: O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (17), pressionado principalmente pelo recuo das ações da Petrobras, que acompanharam a forte baixa dos preços do petróleo no mercado internacional.

A commodity despencou após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, que estava praticamente fechado desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro. A normalização do fluxo na região reduziu as preocupações com oferta, impactando diretamente as cotações.

No Brasil, o movimento também influenciou o câmbio, derrubando o dólar e renovando a menor cotação do ano diante da diminuição das tensões geopolíticas.

Já nos Estados Unidos, o cenário mais favorável impulsionou as bolsas. Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em níveis recordes pelo terceiro dia consecutivo, com o índice de tecnologia registrando sua sequência de ganhos mais longa desde 1992.

Petróleo despenca ao menor valor em mais de um mês com abertura de Ormuz



Os preços do petróleo despencaram quase 10% nesta sexta-feira (17), atingindo o menor nível em mais de um mês, após novos sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de um cessar-fogo no Líbano.

O petróleo WTI para maio fechou em queda de 9,41%, a US$ 82,59 o barril, enquanto o Brent para junho recuou 9,06%, a US$ 90,38. Na semana, o WTI acumulou perda de 14,5% e o Brent caiu 5,06%, marcando a segunda semana consecutiva de desvalorização.

O movimento no mercado ocorre em meio à redução das tensões no Oriente Médio. Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do cessar-fogo.

A medida foi tomada após a trégua no Líbano, iniciada na quinta-feira (16). Segundo o ministro Abbas Araqchi, o tráfego seguirá rotas coordenadas pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã.

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas do mundo, por onde passa quase um quinto de todo o petróleo e gás global, o que torna qualquer sinal de estabilidade na região decisivo para os preços da commodity.

O cessar-fogo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também convidou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para negociações de paz na Casa Branca. Caso se concretize, será a primeira vez em décadas que líderes dos dois países se reunirão diretamente.

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Por Lucinda Pinto: mercado reprecifica risco da guerra 



Lucinda Pinto, analista do CNN Money, comenta os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a reação dos mercados diante do conflito.

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Segunda-feira (20/4)

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8h25 - BC 
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