“Política não é violência, é a superação da violência.” A frase é da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, que abriu a sessão de ontem da Corte com uma dura crítica aos atos de violência nas campanhas eleitorais municipais, especialmente em São Paulo. “Violência praticada no ambiente da política desrespeita não apenas o agredido, mas ofende toda a sociedade e a democracia”, afirmou. A ministra lamentou que campanhas com financiamento público sejam objeto desse tipo de prática e pediu providências para que novos atos de violência não ocorram. “Estou encaminhando ofício à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais, para que deem celeridade, efetividade e prioridade às funções que exercem de investigação, acusação e julgamento de todos os que cometem atos contrários ao direito eleitoral e que sejam agressivos à cidadania.” (Globo) Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) seguem em empate técnico na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com 25%, 23% e 20%, respectivamente, segundo pesquisa Quaest. O atual prefeito avançou um ponto percentual em uma semana, enquanto o deputado federal e o ex-coach não registraram oscilações. Já José Luiz Datena (PSDB) recuou de 8% para 6%, aparecendo pela primeira vez atrás de Tabata Amaral (PSB), que passou de 7% para 8%. Nunes venceria Boulos (49% a 32%) e Marçal (52% a 25%) no segundo turno. Em um cenário entre Boulos e Marçal, o deputado federal aparece à frente (41% a 36%). A margem de erro é de três pontos percentuais. (g1) No Meio Político, que sai às 11h para assinantes premium, Ana Carolina Evangelista analisa o que se mantém e o que há de novo nas candidaturas municipais com identidade, gramática e linguagem religiosa cristã, que vêm crescendo como fenômeno político desde as eleições de 2016. Assine agora mesmo e, além do artigo desta semana, tenha acesso a todo acervo do Meio Político. Meio em vídeo. O fracasso do modelo atual de debates eleitorais é um dos temas do Conversas com o Meio com Leão Serva, que mediou o debate da TV Cultura em que Datena arremessou uma cadeira contra Marçal. À Flávia Tavares, ele fala da disputa pela prefeitura de São Paulo, que tem apresentado situações inimagináveis até mesmo para quem é experiente nesse tipo de cobertura. Assista! (YouTube) Na abertura da 79ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira, o presidente Lula afirmou que 2023 ostenta o triste recorde do maior número de conflitos em um ano desde a Segunda Guerra. No discurso (íntegra), pediu empenho no combate à insegurança alimentar e convidou os países a aderirem à Aliança Global contra a Fome, uma das iniciativas do Brasil na presidência do G20. Sem citar Elon Musk, disse que “o futuro da nossa região” depende da construção de um Estado “que não se intimida ante indivíduos, corporações e plataformas digitais que se julgam acima da lei”. Cobrou auxílio financeiro dos países de alta renda para enfrentar as mudanças climáticas, lembrando que 2024 deve ser o ano mais quente da História. E defendeu uma reforma das Nações Unidas, criticando, entre outros pontos, o fato de a entidade nunca ter tido uma mulher na liderança. (Meio) Em movimento inédito, os ministros das Relações Exteriores dos países que compõem o G20 aprovaram um documento pedindo reformas em órgãos multilaterais como ONU e Organização Mundial do Comércio. O documento será apresentado hoje em uma reunião ampliada do G20 e com a participação de ao menos 90 países. O feito é considerado uma vitória da diplomacia brasileira. (CNN Brasil) E em seu último discurso na Assembleia Geral, Joe Biden fez elogios a si mesmo ao destacar seu histórico de reconstrução de alianças e defesa da democracia. Ele disse acreditar que o mundo está em um “ponto de inflexão” devido aos conflitos. “A guerra em grande escala não é do interesse de ninguém. A situação piorou”, disse, afirmando que uma solução entre Israel e Hezbollah é possível e defendendo um cessar-fogo em Gaza. Também citou sua decisão de abandonar a corrida pela reeleição como uma medida para proteger a democracia. “Meus colegas líderes, nunca esqueçamos: algumas coisas são mais importantes do que permanecer no poder.” (Washington Post) Andrew Miller: “Ao trabalhar na guerra, ouvi as histórias mais comoventes, tanto de israelenses quanto de palestinos. E com base no que observei, passei a reconhecer outro custo da violência que é igualmente nefasto, mas menos evidente: a desumanização do outro.” (Politico) |