25 setembro, 2024

Boletins UOL

 

Luis Fernando Verissimo é um escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista de televisão, autor de teatro e romancista brasileiro. Já foi publicitário e revisor de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Wikipédia
Nascimento: 26 de setembro de 1936, Porto Alegre, Rio Grande do Sul


Fumaça sobre Nabatieh visto de Marjayoun, perto da fronteira do Líbano com Israel
Fumaça sobre Nabatieh visto de Marjayoun, perto da fronteira do Líbano com Israel
Karamallah Daher / Reuters
 
  
Hezbollah realiza primeiro ataque com míssil a Tel Aviv

O Hezbollah disparou um míssil que, pela primeira vez, chegou a Tel Aviv - a cerca de 100 quilômetros ao sul da fronteira de Israel com o Líbano. O projétil foi abatido pelo sistema de defesa antiaérea de Israel.

O grupo xiita afirmou que o alvo era a sede do Mossad, serviço secreto israelense acusado pelo Hezbollah de estar por trás do assassinato de integrantes da organização. Ontem, o Hezbollah confirmou a morte de mais de um de seus comandantes militares, Ibrahim Koibeise, em um ataque aéreo em Beirute.

Nesta quarta, Israel anunciou novos bombardeios, "de longo alcance", contra o que diz serem alvos do Hezbollah no Líbano.

ONU dividida

Reforma da ONU, mudanças climáticas, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os ataques de Israel à Faixa de Gaza e ao Líbano dominaram o primeiro dia da Assembleia Geral da ONU. O presidente Lula abriu a reunião pedindo mais participação dos países emergentes e criticando o peso que os EUA e as antigas potências coloniais têm nas instituições internacionais.

O principal foco do discurso do presidente americano, Joe Biden, foi a resposta dos EUA e da Otan à invasão da Ucrânia. Em uma breve menção à guerra entre Israel e o Hamas, Biden pediu mais uma vez um cessar-fogo e disse lamentar o sofrimento dos civis.

O assunto dominou o discurso de vários líderes internacionais, como os presidente da Turquia e da África do Sul, a maioria em tom de condenação a Israel.

Milei versus ONU

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Javier Milei atacou a organização, dizendo que ela é composta por "burocratas internacionais" que querem impor uma "agenda socialista" aos seus países-membros.

O presidente argentino elogiou o objetivo inicial da ONU de buscar a paz, mas disse que a entidade se transformou em um "leviatã de múltiplos tentáculos".

Ele também anunciou sua oposição ao Pacto do Futuro, documento com 56 propostas para enfrentar problemas desde o aquecimento global à regulação da inteligência artificial, apoiado por 143 países.

Quem quer petróleo?

A Opep prevê que a demanda mundial por petróleo continuará a crescer até 2050 e declarou que "a fantasia de eliminar o petróleo e o gás não tem relação com a realidade". As afirmações estão no relatório Perspectiva Mundial do Petróleo, divulgado ontem no Rio de Janeiro.

O documento estima que o consumo mundial passará de 102,2 para 120,1 milhões de barris diários entre 2023 e 2050, uma alta de 17%. A organização admite que a procura pode começar a cair nos países mais desenvolvidos a partir de 2030, mas crescerá na Índia e em outros países fora da OCDE.

As projeções contrastam com a visão da Agência Internacional de Energia, dominada pelos EUA e por países da Otan, que prevê o pico do consumo no final desta década.

Sobe e desce nos EUA

Duas pesquisas nacionais sobre a eleição americana divulgadas ontem reforçam a percepção de indefinição da disputa eleitoral nos EUA.

O levantamento Reuters/Ipsos mostrou Kamala Harris com uma vantagem de sete pontos sobre Donald Trump, 47% a 40%, dois a mais do que na rodada anterior, de duas semanas atrás. A pesquisa do instituto SSRS, realizada para a CNN, porém, mostrou um virtual empate: 48% para Kamala e 47% para Trump.

Os resultados foram divulgados um dia após um terceiro levantamento, New York Times/Siena College, mostrar um avanço do republicano em três estados decisivos do sul do país.

Bombeiros enfrentam incêndio florestal em Quito, Equador
Imagem: David Diaz Arcos / Reuters

França: impostos contra o déficit

O ministro das Finanças do novo governo francês, Antoine Armand, defendeu a taxação sobre os ricos e sobre as empresas como ferramenta para enfrentar o crescente déficit público do país. "Pessoas que possuem ativos muito significativos, que às vezes não pagam muitos impostos, talvez possam contribuir mais", disse, em entrevista à rádio France Inter.

A proposta deve estar no Orçamento que o primeiro-ministro Michel Barbier apresentará à Assembleia no mês que vem. Se aprovada, a medida seria uma reversão das políticas de redução de impostos adotadas pelo governo Macron.

A previsão é que o déficit público francês chegue a 5,6% do PIB neste ano, acima dos 5,5% registrados em 2023.

Deu na Newsweek

Netanyahu vê avanço nas pesquisas após explosão de pagers do Hezbollah e ataques ao Líbano. A revista americana afirma que a popularidade do primeiro-ministro de Israel voltou aos patamares registrados antes do ataque do Hamas de 7 de outubro do ano passado.

Entretanto, a reportagem nota que, se houvesse uma eleição hoje, a coalizão liderada pelo Likud ainda perderia para a oposição.

Apesar da condenação internacional, os ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano têm amplo apoio político interno, mesmo entre líderes da oposição. Um dos objetivos da ofensiva é permitir a volta à casa de 60 mil moradores do norte de Israel, que deixaram suas casas após a intensificação dos ataques do Hezbollah na região após a invasão israelense de Gaza. Leia mais.

Prévia da inflação é o destaque de hoje; veja mais notícias do mercado
Diogo Rodriguez

Bom dia, investidores,

Veja quais são os destaques desta quarta (25):

  • IBGE divulga o IPCA-15, a prévia da inflação
  • Banco Central apresenta as transações correntes de agosto
  • Governo retira urgência da regulamentação da reforma tributária

IBGE divulga o IPCA-15, a prévia da inflação

  • Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial.
  • As expectativas do mercado têm projeções variando entre 0,18% e 0,33% para o mês.
  • Os principais responsáveis pela aceleração esperada são os preços de alimentos, energia elétrica, passagens aéreas e cigarros.
  • No acumulado de 12 meses, a inflação deve mostrar alívio, com a mediana das estimativas indicando uma queda de 4,35% para 4,28%; as previsões oscilam entre 4,18% e 4,33%.
  • Em agosto, o IPCA registrou uma leve queda de 0,02%, após alta de 0,38% em julho.
  • Foi a primeira variação negativa desde junho de 2023, quando o índice recuou 0,08%.

Banco Central apresenta as transações correntes de agosto

  • Hoje, o Banco Central divulga as estatísticas do setor externo referentes ao mês de agosto, que incluem as transações correntes do Brasil com o exterior.
  • O indicador cobre operações como exportações, importações, prestação de serviços e rendimentos.
  • O mercado espera um déficit em torno de US$ 5,20 bilhões, resultado semelhante ao registrado em julho; no acumulado de janeiro a julho, o déficit já soma US$ 25,5 bilhões.

Governo retira urgência da regulamentação da reforma tributária

  • O governo federal decidiu retirar o regime de urgência do projeto de regulamentação da reforma tributária, após o prazo para a votação expirar no Senado.
  • A decisão, embora já tomada, só será formalizada após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Brasil, previsto para hoje, 25 de setembro. O presidente estava em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU.
  • O projeto, que busca detalhar as regras da reforma tributária, passou a trancar a pauta do Senado na última segunda-feira (23), já que a data limite para votação, conforme o regime de urgência, era 22 de setembro.
  • A retirada do regime de urgência visa dar mais tempo para que o governo e o Congresso alinhem pontos importantes da proposta antes de sua votação definitiva.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na terça (24):

  • Dólar: -1,31%, a R$ 5,4628.
  • B3 (Ibovespa): 1,22%, aos 132.155,76 pontos.

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Cármen Lúcia aciona PF e Justiça Eleitoral depois de agressões em debates
Carolina Juliano

TSE cobra rapidez para apurar agressões em debates. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral disse ontem que episódios violentos registrados durante as campanhas eleitorais ofendem a democracia e que acionou a Polícia Federal, Ministério Público e os tribunais regionais da Justiça Eleitoral para dar "celeridade e prioridade" às investigações sobre esses casos de violência. As medidas foram tomadas um dia após um assessor de Pablo Marçal agredir o marqueteiro da campanha do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. A ministra cobrou mudança de postura dos partidos, candidatos e assessores, e lembrou que as campanhas utilizam recursos "que são do povo brasileiro". Leia mais.

Beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bi para bets em um mês. Análise sobre o mercado de jogos de azar e apostas online no Brasil feita pelo Banco Central mostra que 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões às casas de apostas virtuais apenas no mês de agosto, o que representa 21% do total desembolsado pelo governo federal em benefícios. A cada R$ 5 de benefícios pagos, R$ 1 foi gasto em bets. Segundo o BC, 24 milhões de pessoas físicas participam de jogos de azar no Brasil e as apostas foram de R$ 20,8 bilhões apenas no mês de agosto. Veja todos os números.

Desembargador revoga ordem de prisão de Gusttavo Lima em caso de bets. Eduardo Guilliod Maranhão, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, revogou a prisão do cantor e derrubou a suspensão do passaporte e do registro de arma de fogo do artista. A ordem de prisão foi dada na segunda-feira no âmbito da Operação Integration, que investiga uma organização criminosa que atua em jogos ilegais e lavagem de dinheiro. A decisão é válida apenas para a ordem de prisão preventiva e o cantor continua sendo investigado pela suspeita de ligação com as bets. Gusttavo Lima está em Miami, Estados Unidos, para onde viajou poucas horas antes de ter a prisão decretara. Sua assessoria informou que ele deve voltar ao Brasil até amanhã porque tem uma agenda de shows para cumprir. Leia mais.

Maioria de incêndios que atingem o Brasil tem origem humana. Técnicos do governo, da sociedade civil e acadêmicos ouvidos pela Folha apontam que a contribuição da natureza - como raios - para as queimadas que se intensificaram após o início do período de seca histórica que o país vive é irrelevante. A maioria absoluta desses incêndios, segundo eles, tem origem humana ainda que não haja dados precisos sobre as causas em todos os estados. Eles dizem que entre as causas naturais de incêndios no país, os raios são os principais meios de ignição, mas o número de raios no Brasil diminuiu enquanto os incêndios aumentaram. Os dados mostram que o país registrou 200.013 focos de calor até 22 de setembro de 2024, a maioria do mês de maio em diante. Os raios fazem o movimento inverso: 82,2 milhões de descargas elétricas atingiram o solo em 2024, só 22% a partir de maio. Leia a reportagem.

São Paulo tem o dia mais quente do ano e hoje deve fazer mais calor. Na sétima onda de calor enfrentada pelo país neste ano, a capital paulista registrou 35,1°C, a maior temperatura de 2024. Para hoje a previsão aponta para 36°C de máxima e a temperatura pode bater novo recorde. Com 41°C, Valparaíso, que fica na região noroeste de São Paulo, registrou a maior temperatura do ano em todo o estado. Esse cenário fez a Defesa Civil paulista emitir alerta máximo de incêndios para ao menos 48 cidades de São Paulo na última segunda-feira. O calorão da semana poderá ter um refresco apenas na sexta-feira, quando uma frente fria vai trazer chuva e queda da temperatura. Leia a previsão.

Presidente Lula discursa durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Presidente Lula discursa durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York
Ricardo Stuckert / PR
 
  
Comparado a si mesmo, Lula fica menor do que gostaria na ONU
 
Rodrigo Barradas

Lula abriu a Assembleia Geral da ONU com um discurso que cumpriu expectativas: fez um apelo pela revitalização da própria entidade, defendeu o combate às mudanças climáticas, à miséria e à fome (e cobrou investimento dos países ricos), criticou a ação militar em Gaza e "também aproveitou o palco global para cutucar o bolsonarismo, Musk e a Faria Lima", como nota Leonardo Sakamoto.

O problema é que, na questão ambiental, Lula cobrou algo que ele mesmo não tem conseguido entregar, embora a expectativa sobre seu governo fosse alta. Patrícia Campos Mello, na Folha, e Raquel Landim, no UOL News, analisam esse descompasso.

No final, resta a constatação de Josias de Souza: "Comparado a si mesmo, Lula fica menor do que gostaria na ONU".


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