08 junho, 2024

Agência Patrícia Galvão

 

“70% dos abusos sexuais infantis acontecem dentro de casa, por familiares”, diz Luciana Temer          

[SBT News] No Brasil, todos os anos, cerca de 500 mil crianças e adolescentes são vítimas de violência sexual, o que coloca o país na segunda posição no ranking de países com maior número de ocorrências de abusos e exploração sexual infantil. Os dados são do Instituto Liberta, organização social que trabalha pelo fim das violências sexuais contra crianças e adolescentes. “Quatro menores de 13 anos são estuprados por hora no país. Falar sobre isso tira a violência da invisibilidade”, alerta Luciana Temer, presidente do Instituto, em entrevista ao SBT Brasil. Segundo a advogada, 70% dessas violências acontecem dentro de casa, cometidas por familiares. Foto: Agência Brasil. Mais»


Aborto legal acima de 20 semanas é raro e expõe falhas na atenção às pessoas que gestam 
[Defensoria Pública da Bahia]   O aborto legal é garantido em três hipóteses pelo ordenamento jurídico brasileiro e, se ele acontece em estágios avançados da gestação, é por falhas do sistema que deveria garantir esse direito às pessoas que gestam. Isso é o que afirma a médica e doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Greice Menezes. De acordo com a pesquisadora, são raros os casos em que o procedimento ocorre em gestações acima de 20ª semana. “A grande maioria das mulheres buscam os serviços antes de 20 semanas. Se elas chegam em estágio avançado de gestação é porque algo falhou”, avalia. A declaração de Greice é corroborada pelos dados de atendimento da Maternidade Climério de Oliveira (MCO-Ufba), que é um dos serviços de referência para aborto legal no estado e o único que realiza interrupções acima de 20 semanas. Dos 110 atendimentos realizados pelo serviço de saúde entre 2021 e maio deste ano, apenas 37 (33,63%) foram para interrupção de gestações acima de 20 semanas. Mais »
[Folha de S. PauloComo se sabe, o aborto é permitido no Brasil em alguns casos, sendo a gravidez decorrente de estupro a mais conhecida. Há algumas semanas, discutimos nesta coluna sobre como o estupro é o medo mais presente na memória coletiva das mulheres e sua sombra molda nossa vida em inúmeros aspectos, como não sair de casa sozinha, vigiar a própria roupa, entre outras preocupações que inexistem para homens. Numa sociedade machista, as mulheres são julgadas quando vítimas de violência sexual. Por essa e tantas outras razões, o estupro é infamante e ao seu redor existe muita subnotificação. Ou seja, muitas mulheres são estupradas e não dizem que foram. Outras só vão dizer depois de um tempo. Vale dizer que, sobretudo quando se é jovem, pode se levar anos para o entendimento de que a violência sexual sofrida foi uma prática de estupro. Então, frente a uma gestação decorrente de estupro, há o enorme trauma que pode afetar de forma dramática a saúde mental da mulher, como também se leva tempo, por vezes mais que 22 semanas, para enfrentar o medo, a violência e a vergonha e dizer para as pessoas. Mais »


                                                                         
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Psis Pelo Direito de Decidir do Rio Grande do Sul irão promover II encontro online para falar sobre “Saúde mental e gravidez indesejada: O que é traumática no aborto?” 
Psis Pelo Direito de Decidir do Rio Grande do Sul irão promover na próxima terça-feira, 11 de junho, às 19h30, um segundo encontro online para debater sobre saúde mental, direito ao aborto e direitos humanos. O diálogo é aberto para profissionais e estudantes da área da psicologia e que tenham interesse no assunto. Mais »
  

      


Violência contra as Mulheres em Dados  
                                               
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53% das brasileiras entre 16 e 24 anos são favoráveis à descriminalização do aborto
As jovens brasileiras são a favor da descriminalização do aborto, conforme aponta a pesquisa realizada via telefone pela revista Exame e o Instituto especializado em opinião pública IDEIA, com 1000 homens e mulheres residentes no Brasil, com idade igual ou superior a 16 anos e até 24 anos, no período de 4 a 13 de abril de 2022. Fatores como a religião e o apoio ao governo federal são variáveis para a opinião deste público no levantamento. Os respondentes que avaliaram o governo federal como ótimo ou bom rejeitam mais a pauta do aborto (64% são contra). A situação se inverte com os jovens que avaliaram o governo federal como ruim ou péssimo (57% são a favor da descriminalização do aborto e só 38% são contrários) e entre quem disse não saber avaliar o governo. Mais »


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